<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431</id><updated>2012-02-15T09:21:08.306-08:00</updated><title type='text'>José Lourenço</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lourenco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-8496597796728448811</id><published>2011-12-30T02:19:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T02:19:01.652-08:00</updated><title type='text'>Nova página</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;Visite nosssa nova página: aqui - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.jlourenconeto.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;www.jlourenconeto.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-8496597796728448811?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/8496597796728448811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/8496597796728448811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2011/12/nova-pagina.html' title='Nova página'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-115559460017865092</id><published>2006-08-14T15:10:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T15:40:30.346-07:00</updated><title type='text'>GUERRA DA TERRA ALHEIA - Affonso Romano de Sant’Anna</title><content type='html'>O povo que não tem pátria, patriota,&lt;br /&gt;combate o povo que ontem&lt;br /&gt;                -nem pátria tinha.&lt;br /&gt;O fato é que o mais fraco&lt;br /&gt;vai de novo  pagando o pato&lt;br /&gt;sem que se saiba ao certo&lt;br /&gt;se o ovo nasceu primeiro&lt;br /&gt;ou se, ao contrário, a galinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto fábula de rato e gato?&lt;br /&gt;História de cordeiro e lobo?&lt;br /&gt;De fato o povo que outrora&lt;br /&gt;não tinha pátria&lt;br /&gt;combateu em pátria alheia&lt;br /&gt;para ter sua própria pátria.&lt;br /&gt;Agora na pátria própria&lt;br /&gt;combatem em alheia pátria&lt;br /&gt;os que, sem pátria, combatem&lt;br /&gt;prá ter, enfim pátria própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe por que não podem&lt;br /&gt;compartir a própria pátria&lt;br /&gt;esses que compartem a pátria alheia.&lt;br /&gt;São aranhas enredadas&lt;br /&gt;no ódio da própria teia?&lt;br /&gt;Por que não compartem terra&lt;br /&gt;e céu, como as flores e pássaros &lt;br /&gt;compartem a aldeia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há fim? há princípio? &lt;br /&gt;nesta história redonda e torta?&lt;br /&gt;Por que não compartem a sorte&lt;br /&gt;e a vida, esses compatriotas&lt;br /&gt;do horror e morte?  Além do mais,&lt;br /&gt;se há tanto tempo compartem a guerra&lt;br /&gt;por que não podem compartir  a paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=====================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no JB de 13.ago.2006, p. A36.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-115559460017865092?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115559460017865092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115559460017865092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/08/guerra-da-terra-alheia-affonso-romano.html' title='GUERRA DA TERRA ALHEIA - Affonso Romano de Sant’Anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-115557528811480681</id><published>2006-08-14T10:05:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T10:08:08.126-07:00</updated><title type='text'>Cilada Verbal - Affonso Romano de Sant'Anna</title><content type='html'>Há vários modos de matar um homem:&lt;br /&gt;com o tiro, a fome, a espada&lt;br /&gt;ou com a palavra&lt;br /&gt;                  - envenenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso força.&lt;br /&gt;Basta que a boca solte&lt;br /&gt;a frase engatilhada&lt;br /&gt;e o outro morre&lt;br /&gt;        - na sintaxe da emboscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;Poesia Reunida, vol. 2 - Porto Alegre: LP&amp;M, 2004, pg. 87 (se vc for conferir se está mesmo lá, deixe de ser preguiçoso(a) e leia todo o livro. Aliás, leia também o primeiro volume...).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-115557528811480681?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115557528811480681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115557528811480681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/08/cilada-verbal-affonso-romano-de_14.html' title='Cilada Verbal - Affonso Romano de Sant&apos;Anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-115557432903347679</id><published>2006-08-14T09:21:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T09:52:09.323-07:00</updated><title type='text'>Saúde mental - Rubem Alves</title><content type='html'>Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maikóvski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. van Gogh se matou. Wittgenstein se alegrou ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakóvski suicidou. Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias se comportam bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado, nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme!), ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, que tenha a coragem de pensar o que nunca pensou. Pensar é coisa muito perigosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idiotas de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. É claro que nenhuma mamãe consciente quererá que o seu filho seja como van Gogh ou Maiakóvski. O desejável é que seja executivo de grande empresa, na pior das hipóteses funcionário do Banco do Brasil ou da CPFL. Preferível ser elefante ou tartaruga a ser borboleta ou condor. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego. Mas nunca ouvi falar de político que tivesse stress ou depressão, com excessão do Suplicy. Andam sempre fortes e certos de si mesmos, em passeatas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas se chama hardware, literalmente coisa dura e a outra se denomina software, coisa mole. A hardware é constituída por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. A software é constituída por entidades espirituais - símbolos, que formam os programas e são gravados nos disquetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos, o cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo espirituais, sendo que o programa mais importante é linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele. Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso de símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos do Drummond e o corpo fica excitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e acessórios, o software, tenha a capacidade de ouvir a música que ele toca, e de se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta, e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei, no princípio: a música que saía do seu software era tão bonita que o seu hardware não suportou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza pode fazer mal à saúde mental. Sábias, portanto, são as empresas estatais, que têm retratos dos governadores e presidentes espalhados por todos os lados: eles estão lá para exorcizar a beleza e para produzir o suave estado de insensibilidade necessário ao bom trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dadas essas reflexões científicas sobre a saúde mental, vai aqui uma receita que, se seguida à risca, garantirá que ninguém será afetado pelas perturbações que afetaram os senhores que citei no início, evitando assim o triste fim que tiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente perigosos. Já o roque pode ser tomado à vontade, sem contra indicações. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do Dr. Lair Ribeiro, por que arriscar-se a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. A saúde mental é um estômago que entra em convulsão sempre que lhe é servido um prato diferente. Por isso que as pessoas de boa saúde mental têm sempre as mesmas idéias. Essa cotidiana ingestão do banal é condição necessária para a produção da dormência da inteligência ligada à saúde mental. E, aos domingos, não se esqueca do Sílvio Santos e do Gugu Liberato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo esta receita você terá uma vida tranquila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, ao invés de ter o fim que tiveram os senhores que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já não mais saberá como eles eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=============================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubem Alves é..., ora essa, dispensa apresentação! Quem não sabe quem é Rubem Alves?!&lt;br /&gt;O texto acima está no livro "Sobre o Tempo e a eternaIdade"; SP: Papirus, 1995, pg. 85.&lt;br /&gt;Recomendo fortemente esse e os demais livros do autor, mas, cuidado!, eles podem fazer muito mal para sua saúde mental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-115557432903347679?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115557432903347679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115557432903347679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/08/sade-mental-rubem-alves.html' title='Saúde mental - Rubem Alves'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-115072487720383139</id><published>2006-06-19T06:46:00.000-07:00</published><updated>2006-06-19T06:47:57.216-07:00</updated><title type='text'>Ápice - Alcione Aburquerque</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ápice&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria escrever um livro&lt;br /&gt;Como quem faz um amor quase perfeito&lt;br /&gt;Das passadas de mãos &lt;br /&gt;Às cotoveladas&lt;br /&gt;Atingir o riso  &lt;br /&gt;Liso &lt;br /&gt;Leve &lt;br /&gt;Deste olhar &lt;br /&gt;Que penetra mais fundo &lt;br /&gt;No úmido da alma&lt;br /&gt;Suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcione &lt;br /&gt;Madrugada de 20/06/06 BH&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-115072487720383139?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115072487720383139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/115072487720383139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/06/pice-alcione-aburquerque.html' title='Ápice - Alcione Aburquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-114052716968639747</id><published>2006-02-21T03:06:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T11:26:11.273-08:00</updated><title type='text'>Segurança e... segurança!</title><content type='html'>Em 29.out.2005 postei o texto abaixo, que transcrevo para evitar que tenham o trabalho de procurar...&lt;br /&gt;Comparem com as palavras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em entrevista a O Estado de S. Paulo, de 12.fev.2006, que vem logo a seguir.&lt;br /&gt;É um bom material para reflexão, especialmente quando estamos muito preocupados com nosso umbigo.&lt;br /&gt;Lembrando que Aïvanhov nasceu na Bulgária, em 1900, e morreu na França, em 1986. Junto com Peter Deunov, fundou a Fraternidade Branca Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Essa segurançazinha não durará muito tempo - Aïvanhov &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós devemos trabalhar com amor e desapego a fim de formarmos uma só família na terra. Só nessa altura os direitos de cada pessoa serão respeitados. Quando tudo prossegue harmoniosamente numa coletividade, todos os indivíduos beneficiam das boas condições, ao passo que se apenas alguns indivíduos se encontrarem bem, também estes serão ameaçados mais dia menos dia. Enquanto a situação não for pacífica e estável para todos, não o será realmente para ninguém. A vida coletiva é o meio em que estamos mergulhados, nós dependemos dele. Ninguém pode considerar a sua própria situação independentemente da coletividade. Por isso, o objetivo das pessoas não deve ser o de procurarem um abrigozinho apenas para si, porque essa segurançazinha não durará muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: AÏVANHOV, Omraam Mikhaël - Pensamentos Quotidianos; Lisboa (PT): Edições Prosveta; 1997: 100. [No texto, o negrito é nosso]."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam, a seguir, parte da entrevista de Z. Bauman:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O sr. diria, como Freud, que a civilização é fruto de um acordo entre segurança e liberdade e que, tendo a nossa civilização ido longe demais com essa história de liberdade, ela agora prefira a segurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até o momento, nossa globalização é absolutamente negativa, uma globalização altamente seletiva de comércio e capital, vigilância e informação, coerção e armas, crime e terrorismo, que agora desprezam soberania territorial e não respeitam fronteiras de Estados. Ela continua não barrada por uma contraparte positiva - globalização de controle político, lei e justiça - que ainda é uma perspectiva distante, na melhor das hipóteses. Deixada em seu curso natural, a globalização "negativa" se especializa em romper fronteiras fracas demais para suportar a pressão, enquanto faz numerosos furos nas fronteiras que resistem com sucesso ao desmanche. A "abertura" de nossa "sociedade aberta" adquiriu hoje em dia um novo verniz nem sonhado por Karl Popper, que cunhou essa expressão. Não mais o produto preciso de um bravo esforço autoafirmativo, ela se tornou um destino irresistível acarretado pelas pressões de forças exteriores formidáveis. Se a idéia de uma "sociedade aberta" representava originalmente a autodeterminação de uma sociedade livre, ela agora traz à maioria das mentes a experiência aterradora de populações indefesas e vulneráveis assediadas por forças que elas nem controlam nem compreendem realmente, tão obcecadas pela segurança de suas fronteiras e da população dentro delas que isto escapa à sua compreensão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse quadro, é possível ainda falar em segurança ou pelo menos alimentar a esperança de que o mundo possa encontrar um caminho para ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Num planeta globalizado, habitado por sociedades "abertas" à força, a segurança não pode ser garantida num país ou num grupo seleto de países: não por seus próprios meios, e não independentemente do estado de coisas no resto do mundo. Tampouco a justiça, essa condição preliminar de uma paz duradoura. A "abertura" pervertida de sociedades provocada pela globalização negativa é, em si, a causa primeira da injustiça e assim, obliquamente, do conflito e da violência. Como diz Arundhati Roy, "enquanto a elite faz suas viagens a seu destino imaginário, algum lugar no topo do mundo, os pobres são apanhados numa espiral de crimes e caos". Foram as ações dos Estados Unidos em conjunto com seus vários satélites, como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial de Comércio, que "promoveram desdobramentos subsidiários, subprodutos perigosos como o nacionalismo, o fanatismo religioso, o fascismo e, claro, o terrorismo, avançando passo a passo com o projeto neoliberal de globalização". "Mercado sem fronteiras" é uma receita para a injustiça, e, por fim, numa nova desordem mundial em que (ao contrário de Clausewitz) é a política que se torna uma continuação da guerra por outros meios. A ilegalidade global e a violência armada se alimentam mutuamente, se reforçam e revigoram mutuamente; como adverte um saber antigo - &lt;em&gt;inter arma silent leges&lt;/em&gt; (entre as armas, a lei silencia). A globalização de ofensas e danos repercute na globalização de ressentimentos e vinganças. A sociedade já não é protegida pelo Estado, ou pelo menos é improvável que confie na proteção existente; ela hoje está exposta à rapacidade de forças que não controla e não espera nem pretende mais recapturar e subjugar. É por isso que os governos nacionais, lutando todos os dias para resistir às tempestades, cambaleiam de uma campanha de administração de crise &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt; a medidas de emergência, sonhando apenas com a permanência no poder depois da próxima eleição.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Estado-nação sobreviverá a essas tempestades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Aberto" e cada vez mais indefeso de ambos os lados, o Estado-nação perde seu poder, evaporando-se no espaço global. Seu discernimento e destreza políticos estão hoje cada vez mais relegados à esfera da "vida pública" individual e "subsidiarizada" aos homens e mulheres individuais. O que resta de poder e política nos encargos do Estado e seus organismos encolhe gradualmente para um volume suficiente talvez, na melhor das hipóteses, para montar um distrito policial de grande porte. O Estado reduzido dificilmente poderá ser um Estado de segurança. Tendo vazado da sociedade aberta à força pela pressão das forças globalizadoras, poder e política se afastam cada vez mais em direções opostas. O problema, e a tarefa terrível que, com toda probabilidde, se colocarão como o desafio supremo no presente século será reunir novamente poder e política. A reunião dos parceiros separados no âmbito do Estado-nação é, porém, a menos promissora das respostas possíveis a esse desafio, já que todos os principais problemas básicos são globais e não admitem soluções locais. Não existem, e não podem existir, soluções locais para problemas globalmente originados e perpetuados. A reunião de poder e política poderá ser conseguida, se puder, o nível planetário. Como disse Benjamin R. Barber, "&lt;em&gt;nenhuma criança americana poderá se sentir segura em seu leito se em Karachi ou Bagdá as crianças não se sentirem seguras nos seus. Os europeus não se vangloriarão por muito tempo de suas liberdades se os povos de outras partes do mundo continuarem necessitados e humilhados&lt;/em&gt;". Democracia e liberdade já não poderão ser garantidas em um país ou mesmo um grupo de países; sua defesa num mundo saturado de injustiça e habitado por bilhões de seres humanos privados de dignidade humana inevitavelmente corromperia os próprios valores que pretendiam defender. O futuro da democracia e da liberdade pode ser assegurado numa escala planetária - ou não ser."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, 12.fev.2006/domingo, caderno Cultura, p. D8 (&lt;em&gt;Síndrome de Titanic ameaça a paz &lt;/em&gt;- entrevista de Zygmunt Bauman).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando o que acontece pelos quatro cantos do mundo, pelos olhos da mídia, e lendo textos como o acima, fica difícil não se perguntar: &lt;strong&gt;onde vamos parar?&lt;/strong&gt; Lembramos das &lt;em&gt;divisas do Partido&lt;/em&gt;, em "1984" (George Orwell):&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Guerra é paz&lt;br /&gt;Liberdade é escravidão&lt;br /&gt;Ignorância é força"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poderosos do mundo ainda se apegam à máxima latina: &lt;em&gt;si vis pacem, para bellum&lt;/em&gt; (se queres a paz, prepara-te para a guerra) e levam a guerra ao quintal do outro, acreditando garantir a paz e segurança em seu próprio domínio (esquecem-se que Roma ruiu há séculos). Se há uma lição moral nessa assertiva, é de que a guerra deve ser travada intramuros, individualmente, contra o egoísmo e a ganância que nos domina e nos leva a predar os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanna Arendt nos ensina que "onde os homens aspiram a ser soberanos, como indivíduos ou como grupos organizados, devem se submeter à opressão da vontade, seja esta a vontade individual com a qual obrigo a mim mesmo, seja a 'vontade geral' de um grupo organizado. Se os homens desejam ser livres, é precisamente à soberania que devem renunciar" (O que é liberdade?, &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Entre o Passado e o Futuro). Nossa noção de soberania cheira a &lt;em&gt;dominação do outro para assegurar nosso conforto&lt;/em&gt;. É da sabedoria popular que &lt;em&gt;farinha pouca, meu pirão primeiro&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afoitamente, debitamos aos governos toda a responsabilidade pelos desajustes que tanto nos assombram no mundo de hoje, esquecendo que tais governos são criados e empossados por nós, de alguma forma - "O poder, contrariando as aparências, flui de baixo para cima; vem da submissão ou do consentimento dos governados" (John Updyke). Ou seja, as roubalheiras, guerras, rapinagens, opressões, etc., têm nossa concordância, tácita ou explícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos apoio na "autoridade", como &lt;em&gt;criaturinhas indefesas&lt;/em&gt; buscam as tetas ou as asas da mãe. Mas, voltando a Hanna Arendt, a autoridade desapareceu no mundo moderno. "Visto que a autoridade sempre exige obediência, ela é comumente &lt;em&gt;confundida&lt;/em&gt; como alguma forma de poder ou violência. Contudo, a autoridade exclui a utilização de &lt;em&gt;meios externos&lt;/em&gt; de coerção; &lt;em&gt;onde a força é usada, a autoridade em si mesmo fracassou&lt;/em&gt;" (O que é autoridade?, &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Entre o Passado e o Futuro; itálicos nossos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos repensar nossas estratégias pessoais, ou nos afastamos cada vez mais do que mais queremos. Aliás, o que é mesmo que queremos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-114052716968639747?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/114052716968639747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/114052716968639747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/02/segurana-e-segurana.html' title='Segurança e... segurança!'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113982349486436123</id><published>2006-02-13T01:35:00.000-08:00</published><updated>2006-02-13T01:38:14.880-08:00</updated><title type='text'>A Última Crônica - Fernando Sabino</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao  balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas  mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;==================&lt;br /&gt;Texto extraído do livro "A Companheira de Viagem", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1965, pág. 174.&lt;br /&gt;Contribuição: Andréa Lourenço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113982349486436123?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113982349486436123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113982349486436123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/02/ltima-crnica-fernando-sabino.html' title='A Última Crônica - Fernando Sabino'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113910123273600707</id><published>2006-02-04T16:51:00.000-08:00</published><updated>2006-02-05T06:21:04.720-08:00</updated><title type='text'>Mozart ou Mário Quintana?</title><content type='html'>Mozart - 250º aniversário (*27.jan.1756; +05.dez.1791)&lt;br /&gt;Mário Quintana - 100º aniversário (*30.jul.1906; +05.maio.1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma dúvida boba: ouvir Mozart ou ler Quintana?&lt;br /&gt;Ler Quintana, ouvindo Mozart, ora essa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente você também. O risco é você não querer mais voltar à terra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113910123273600707?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113910123273600707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113910123273600707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/02/mozart-ou-mrio-quintana.html' title='Mozart ou Mário Quintana?'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113909965430868850</id><published>2006-02-04T16:30:00.000-08:00</published><updated>2006-02-04T16:40:24.416-08:00</updated><title type='text'>O humor de Mário Quintana</title><content type='html'>A Arte de Ler&lt;br /&gt;O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Carta&lt;br /&gt;Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto-e-vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coisa&lt;br /&gt;A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Indagações&lt;br /&gt;A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Voz&lt;br /&gt;Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ars Longa&lt;br /&gt;Um poema só termina por acidente de publicação ou de morte do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte Poética&lt;br /&gt;Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografia  &lt;br /&gt;Era um grande nome — ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz para uma feira do livro&lt;br /&gt;Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação&lt;br /&gt;De um autor inglês do saudoso século XIX: "O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação 2&lt;br /&gt;E melhor se poderia dizer dos poetas o que disse dos ventos Machado de Assis: "A dispersão não lhes tira a unidade, nem a inquietude a constância."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradições&lt;br /&gt;... mas o que eles não sabem levar em conta é que o poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é, contraditória, isto é, verdadeira.&lt;br /&gt;E por isso, é que o bom de escrever teatro é que se pode dizer, como toda a sinceridade, as coisas mais opostas.&lt;br /&gt;Sim, um autor que nunca se contradiz deve estar mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado&lt;br /&gt;A poesia não se entrega a quem a define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das Escolas&lt;br /&gt;Pertencer a uma escola poética é o mesmo que ser condenado à prisão perpétua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino Atroz&lt;br /&gt;Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Estilo&lt;br /&gt;O estilo é uma dificuldade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos Leitores&lt;br /&gt;Há leitores que acham bom o que a gente escreve. Há outros que sempre acham que poderia ser melhor. Mas, na verdade, até hoje não pude saber qual das duas espécies irrita mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos Livros&lt;br /&gt;Há duas espécies de livros: uns que os leitores esgotam, outros que esgotam os leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dupla Delícia&lt;br /&gt;O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação&lt;br /&gt;O mais difícil, mesmo, é a arte de desler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatalidade&lt;br /&gt;O que mais enfurece o vento são esses poetas invertebrados que o fazem rimar com lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feira de Livro&lt;br /&gt;O que os poetas escrevem agrada ao espírito, embeleza a cútis e prolonga a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura&lt;br /&gt;Se é proibido escrever nos monumentos, também deveria haver uma lei que proibisse escrever sobre Shakespeare e Camões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura 2&lt;br /&gt;Livro bom, mesmo, é aquele de que às vezes interrompemos a leitura para seguir — até onde? — uma entrelinha... Leitura interrompida? Não. Esta é a verdadeira leitura continuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras&lt;br /&gt;— Você ainda não leu O Significado do Significado? Não? Assim você nunca fica em dia.&lt;br /&gt;— Mas eu estou só esperando que apareça. O Significado do Significado do Significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras 2&lt;br /&gt;Não, não te recomendo a leitura de Joaquim Manuel de Macedo ou de José de Alencar . Que idéia foi essa do teu professor?&lt;br /&gt;Para que havias tu de os ler, se tua avozinha já os leu? E todas as lágrimas que ela chorou, quando era moça como tu, pelos amores de Ceci e da Moreninha, ficaram fazendo parte do teu ser, para sempre.&lt;br /&gt;Como vês, minha filha, a hereditariedade nos poupa muito trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógica &amp; Linguagem&lt;br /&gt;Alguém já se lembrou de fazer um estudo sobre a estatística dos provérbios? Este, por exemplo: "Quem cospe para o céu, na cara lhe cai". Tal desarranjo sintático faria a antiga análise lógica perder de súbito a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Assunto&lt;br /&gt;E nunca me perguntes o assunto de um poema: um poema sempre fala de outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poema&lt;br /&gt;O poema essa estranha máscara mais verdadeira do que a própria face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Trágico Dilema&lt;br /&gt;Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra Escrita&lt;br /&gt;Por vezes, quando estou escrevendo este cadernos, tenho um medo idiota de que saiam póstumos. Mas haverá coisa escrita que não seja póstuma? Tudo que sai impresso é epitáfio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema&lt;br /&gt;Mas por que datar um poema? Os poetas que põem datas nos seus poemas me lembram essas galinhas que carimbam os ovos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia &amp; Lenço&lt;br /&gt;E essa que enxugam as lágrimas em nossos poemas com defluxos em lenços... Oh! tenham paciência, velhinhas... A poesia não é uma coisa idiota: a poesia é uma coisa louca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia &amp; Peito&lt;br /&gt;Qual Ioga, qual nada! A melhor ginástica respiratória que existe é a leitura, em voz alta, dos Lusíadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refinamentos&lt;br /&gt;Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalva&lt;br /&gt;Poesia não é a gente tentar em vão trepar pelas paredes, como se vê em tanto louco aí: poesia é trepar mesmo pelas paredes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinônimos&lt;br /&gt;Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho&lt;br /&gt;Um poema que ao lê-lo, nem sentirias que ele já estivesse escrito, mas que fosse brotando, no mesmo instante, de teu próprio coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo&lt;br /&gt;Coisa que acaba de deixar a querida leitora um pouco mais velha ao chegar ao fim desta linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veneração&lt;br /&gt;Ah, esses livros que nos vêm às mãos, na Biblioteca Pública e que nos enchem os dedos de poeira. Não reclames, não. A poeira das bibliotecas é a verdadeira poeira dos séculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida&lt;br /&gt;Só a poesia possui as coisas vivas. O resto é necropsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;Pensamentos extraídos do livro "Do Caderno H", Editora Globo - Porto Alegre, 1973, págs. diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponível em http://www.releituras.com/mquintana_cadernoh.asp. Capturado em 04.fev.2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113909965430868850?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113909965430868850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113909965430868850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/02/o-humor-de-mrio-quintana.html' title='O humor de Mário Quintana'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113909939157848976</id><published>2006-02-04T16:28:00.000-08:00</published><updated>2006-02-04T16:29:51.580-08:00</updated><title type='text'>POEMINHA SENTIMENTAL - Mário Quintana</title><content type='html'>O meu amor, o meu amor, Maria&lt;br /&gt;É como um fio telegráfico da estrada&lt;br /&gt;Aonde vêm pousar as andorinhas...&lt;br /&gt;De vez em quando chega uma&lt;br /&gt;E canta&lt;br /&gt;(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)&lt;br /&gt;Canta e vai-se embora&lt;br /&gt;Outra, nem isso,&lt;br /&gt;Mal chega, vai-se embora.&lt;br /&gt;A última que passou&lt;br /&gt;Limitou-se a fazer cocô&lt;br /&gt;No meu pobre fio de vida!&lt;br /&gt;No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:&lt;br /&gt;As andorinhas é que mudam.&lt;br /&gt;================&lt;br /&gt;Preparativos de Viagem&lt;br /&gt;Disponível em http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/2776/quintana.html#XII. Capturado em 04.fev.2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113909939157848976?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113909939157848976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113909939157848976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/02/poeminha-sentimental-mrio-quintana.html' title='POEMINHA SENTIMENTAL - Mário Quintana'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113909925694475830</id><published>2006-02-04T16:25:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T11:26:47.336-08:00</updated><title type='text'>OS ARROIOS - Mário Quintana</title><content type='html'>Os arroios são rios guris...&lt;br /&gt;Vão pulando e cantando dentre as pedras.&lt;br /&gt;Fazem borbulhas d'água no caminho: bonito!&lt;br /&gt;Dão vau aos burricos,&lt;br /&gt;às belas morenas,&lt;br /&gt;curiosos das pernas das belas morenas.&lt;br /&gt;E às vezes vão tão devagar&lt;br /&gt;que conhecem o cheiro e a cor das flores&lt;br /&gt;que se debruçam sobre eles nos matos que atravessam&lt;br /&gt;e onde parece quererem sestear.&lt;br /&gt;Às vezes uma asa branca roça-os, súbita emoção&lt;br /&gt;como a nossa se recebêssemos o miraculoso encontrão&lt;br /&gt;de um Anjo...&lt;br /&gt;Mas nem nós nem os rios sabemos nada disso.&lt;br /&gt;Os rios tresandam óleo e alcatrão&lt;br /&gt;e refletem, em vez de estrelas,&lt;br /&gt;os letreiros das firmas que transportam utilidades.&lt;br /&gt;Que pena me dão os arroios,&lt;br /&gt;os inocentes arroios...&lt;br /&gt;=========&lt;br /&gt;Baú de Espantos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponível em http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/2776/quintana.html#XII. Capturado em 04.fev.2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113909925694475830?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113909925694475830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113909925694475830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/02/os-arroios-mrio-quintana.html' title='OS ARROIOS - Mário Quintana'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113717358446822887</id><published>2006-01-13T09:31:00.000-08:00</published><updated>2006-01-13T09:33:04.493-08:00</updated><title type='text'>Amor, vamos discutir a nossa relação? - Mário Prata</title><content type='html'>DISCUTIR: defender ou impugnar (assunto controvertido); questionar.&lt;br /&gt;RELAÇÃO: comparação entre duas quantidades mensuráveis.                                                                                     (Aurélio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos, eu e minha mulher (hoje ex-) fomos convidados pelo cantor e compositor João Bosco para assistirmos ao show dele no Teatro Municipal de Santo André. Como não sabíamos o caminho, João Bosco, que ia com a Kombi da gravadora, ofereceu-se para uma carona. Pegamos ainda o genial jornalista policial Otávio Ribeiro (Pena Branca) e sua noiva no Hotel Cineasta no centro de São Paulo e lá fomos nós. Pena tinha acabado de escrever um livro chamado Barra Pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, o teatro estava superlotado, não havendo mais espaço nem no chão. O produtor do João nos arrumou quatro cadeiras e lá ficamos nós num cantinho do palco. No centro, com foco de luz, apenas o João, o banquinho e o violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando tudo se deu. Pena Branca e a noiva começaram uma discussão no palco. Lá no cantinho, para constrangimento meu e da Marta, enquanto João Bosco reclamava de "um torturante bandeide no calcanhar". Da discussão partiram para um bate-boca de baixíssimo nível. Altos brados e baixos calões. Começaram a se xingar. O que aconteceu é que as mais de mil pessoas que lotavam o teatro começaram a desviar os olhos do centro do palco para o canto. Ali, naquele pequeno espaço cênico, estava acontecendo um outro espetáculo. Um casal DISCUTIA A RELAÇÃO, com o João Bosco fazendo um mero e distante fundo musical. Foi um sucesso, para desespero meu e da Marta, meros figurantes sem fala, porém boquiabertos. Não sei se o meu saudoso Pena Branca continuou com a moça depois daquele dia. Sim, porque quando se começa a DISCUTIR A RELAÇÃO é, quase sempre, porque não existe mais relação. Apenas discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISCUTIR A RELAÇÃO é um ato recente. Antigamente, lá pelos anos 60, não se fazia isso. Quando o namorado ou a namorada chegava para o outro e dizia: "Sabe, eu estive pensando...” Pronto, o ouvinte já sabia que era o fim. Não havia mais o que discutir. Saía cada um para o seu lado dizendo que houve (que saudades) uma "incompatibilidade de gênios". Isso resolvia tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os nossos pais jamais discutiram a relação. Nem mesmo a relação sexual. Dava-se uma porrada e não se falava mais naquilo. As mulheres (infelizmente) sabiam do seu lugar ao lado do fogão, sem o fogo do amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo girou, a lusitana rodou, vieram os psicanalistas e as feministas. Sim, foram eles que instigaram as mulheres a DISCUTIR A RELAÇÃO. Sim, são sempre as mulheres que começam (e acabam) as discussões e as relações. Os terapeutas, porque colocam na cabeça da gente que devemos dizer tudo que pensamos da pessoa amada para ela e não para o melhor amigo. E as feministas, bem, as feministas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de surgir a expressão DISCUTIR A RELAÇÃO, tivemos outros nomes para a mesma desgastante peleja. "Vamos dar um tempo' não durou muito. Depois surgiu "Nossa relação está desgastada". Por que não "gastada"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, modismo ou não, não há casal que não DISCUTA A RELAÇÃO, pelo menos uma vez por semana, igualando ao número de atividades sexuais. DISCUTE-SE A RELAÇÃO nos mais variados lugares. Alguns sombrios, outros perigosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor lugar para se discutir a relação é na sala. Está-se próximo do uísque, da televisão que pode ser ligada a qualquer momento e mesmo da porta, para uma saída furtiva e quase sempre covarde. E é ótimo DISCUTIR A RELAÇÃO andando em círculos, com um copo na mão, um ouvido na fera e um olho no futebol. Sim, as mulheres adoram esta atividade aos domingos. Eu tenho um amigo que, quando quer sair sozinho com os amigos, diz: "Vou até lá em casa e dou um jeito de DISCUTIR A RELAÇÃO com a patroa, ela fica irritada e eu tenho um motivo para voltar aqui para o bar'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISCUTIR A RELAÇÃO no quarto só tem duas saídas. Tudo terminar numa belíssima e lacrimejante cena de amor (às vezes, até com uns tapinhas carinhosos) ou a ida de um dos meliantes para o outro quarto. No quarto, é impossível se tratar deste assunto impunemente. Principalmente se os dois atletas estiverem deitados. E nus. E se houver alguma faca por perto. Vide Robbit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carro, é um perigo. Deveria haver multa para esses casais que colocam em risco não apenas a vida deles, como também dos transeuntes e demais carros. DISCUTIR A RELAÇÃO dentro do carro sempre acaba em trombada na cara. E quem está dirigindo leva sempre a pior. Ou então propor um rodízio. Segunda, não discutem casais com final 1 e 2. Terça, 3 e 4. E assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não há nada mais desagradável do que DISCUTIR A RELAÇÃO por telefone. É um horror. Geralmente é de madrugada. Longos silêncios... "Você está me ouvindo? Você está aí?" A gente não vê os olhos da outra pessoa, o sarcástico sorrisinho, a pequena lágrima rolando. Sem falar na conta do telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no restaurante, vocês já repararam? Sempre tem alguns casais que chegam calados, comem calados e calados saem. Um não dirige a palavra para o outro. Ledo engano. Eles estão, em silêncio, DISCUTINDO A RELAÇÃO. Acho uma covardia DISCUTIR A RELAÇÃO em silêncio. Eles não falam nada. Ela fica quebrando palitos e ele rasgando o guardanapo de papel. Imundando o restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os mais modernos DISCUTEM A RELAÇÃO via Internet. Ele digita um disparate para ela na Vila Madalena, o texto vai para um satélite, dali vai para Columbus (Ohio, USA), volta ao satélite, baixa na central do Rio de Janeiro e, finalmente, entra no computador dela em Pinheiros, a uns 500 metros de distância. Depois é a vez dela fazer o mesmo. Coitado do satélite que tem que decifrar aqueles palavrões todos. Em português, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior não é DISCUTIR A RELAÇÃO. O pior é pagar fortunas a um profissional, sentar-se numa poltrona ou divã e ficar ali, durante 50 minutos, por intermináveis semanas, meses a fio, anos seguidos, repetindo tintim por tintim como foi a nossa última conversa com o ser amado, fazendo um esforço danado para lembrar fala por fala, todos os diálogos. E o terapeuta lá, com aquele olho de peixe morto, caído, quase bocejando, ouvindo, pela oitava vez, naquela mesma tarde, a mesma nauseante história de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque com ele a gente não DISCUTE A RELAÇÃO. Discutimos, no máximo, o preço. Da nossa dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=======&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do livro “100 crônicas de Mário Prata”, Cartaz Editorial – São Paulo, 1997, pág. 163. Disponível em Fonte: http://www.releituras.com/marioprata_menu.asp; acessado em 13.jan.2006.&lt;br /&gt;Contribuição: Alcione Albuquerque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113717358446822887?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113717358446822887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113717358446822887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/01/amor-vamos-discutir-nossa-relao-mrio.html' title='Amor, vamos discutir a nossa relação? - Mário Prata'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113658780104579874</id><published>2006-01-06T14:21:00.000-08:00</published><updated>2006-01-07T07:57:40.710-08:00</updated><title type='text'>BOCA DE LUAR - Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;- Você tem boca de luar, disse o rapaz para a namorada, e a namorada riu, perguntou ao rapaz que espécie de boca é essa, o rapaz respondeu que é uma boca toda enluarada, de dentes muito alvos e leitosos, entende? Ela não entendeu bem e tornou a perguntar, desta vez que lua correspondia à sua boca, se era crescente, minguante, cheia ou nova. Ao que o rapaz disse que minguante não podia ser, nem crescente, nem nova, só podia ser lua cheia, uai. Aí a moça disse que mineiro tem cada uma, onde é que se viu boca de lua cheia, até parece boca cheia de lua, uma bobice. O rapaz não gostou de ser chamada de bobice a sua invenção, exclamou meio espinhado que boca de luar, mesmo sendo de luar de lua cheia, é completamente diferene - insistiu: com-ple-ta-men-te - de boca cheia de lua; é uma imagem poética e daí isso não tem nada que ver com mineiro, ele até nem era propriamente mineiro, nasceu em Minas por acaso, seu pai era juiz de direito numa comarca de lá, mas viera do Rio Grande do Norte, depois o pai deixou a magistratura e se mudou para São Paulo, onde ele passou a infância, mudando-se finalmente para o Rio com a família. Ah, disse a moça, você ficou zangado comigo, diga, ficouzinho? bobo, te chamo de bobo como te chamo meu bem, fica nervosinho não, eu agora estou sentindo que o que você falou é uma graça, boca de luar é legal, olha aqui, vou te dar um beijo superluar, você quer? Ele ensaiou uma cara de quem não faz questão de ser beijado, mas os lábios da moça estavam já assumindo a forma de beijo, avançavam para ele num movimeno que parecia comandar e concentrar todo o corpo, como resistir? Pois resistiu, se bem que com intenção de ceder: daí a pouco. Não ficava bem desmanchar a zanga assim tão depressa, ela ia ter a impressão de que ele nem sabia ficar com raiva, a simples oferta de beijo o amolecia, e que seria do casamento deles, se houvesse casamento? Não é que pensasse em casar com a moça, longe disso, não pensava em casar com ela nem com moça nenhuma nos próximos 10 anos, mas é bom manter a linha de durão mesmo sem perspectiva de futura manutenção de autoridade. É da lei não escrita, homem ficar emburrado e não fazer por menos. Então é assim? falou baixinho a moça, você não quer o meu beijo oferecido de coração, pois não vai ter mais nenhum nem agora nem depois de amanhã nem nunca, ouviu, seu bolha? E os lábios recuaram tanto que foi como se despregassem do rosto ali diante do moço zangado e fugissem para longe, para onde nem sequer fossem vistos, e escusa de procurar, porque boca de boca desprezada some na nuvem mais escura, por trás daquela serra para os lados de Teresópolis. E eu vou sofrer com isso? o moço não disse mas falou consigo mesmo, que bem me importa se ela não quer mais me beijar, eu beijo outras, beijo a prima dela, beijo milhões e acabou-se. Mas a moça, que despachara os lábios para o sem-fim, continuava diante dele, muito saborosa e séria, séria e saborosa, aquela pele fina e dourada, aqueles olhões, quele busto, aquilo tudo de primeiríssima beleza, sem falar na boca ausente mas presente, sabe como é? Ele não sabia, mas a vontade de provar o beijo reapareceu depois que o beijo fora recusado para todo o sempre, e o rapaz avançou o braço direito para pegar docemente no queixo da moça, quem disse que o queixo cedeu? Ele fez um gesto mais positivo, tentando segurar o ombro da moça, o ombro esquivou-se ao toque, embora ela não recuasse. Continuavam próximos um do outro, a uma distância infinita do entendimento. Forçar o beijo seria besteira, ela cerraria os lábios, a boca de luar não se abriria na aceitação úmida da sua. E que gosto pode ter beijo roubado, se até o que não é roubado costuma ser insípido quando as duas partes não se movem pelo mesmo impulso de doação e devoração? A moça visivelmente esperava o ataque, ele visivelmente se proibia de atacar, isso durou um tempão, com o beijo parado em potencial entre os poucos centímetros de uma boca a outra, eis senão quando - ui! - uma formiga, não mais que uma formiguinha, vinda de não se sabe que subterrâneo preparado para expedi-la, em momentos que tais, começou a subir ziquezagueando pelo pescoço da moça, ela deu um grito, ele precipitou para caçar a formiguinha, os rostos tocaram-se, os lábios também, e o beijo desabrochou, flor na ponta de duas hastes conjugadas, superlunar e inevitável, beijo fluido e forte, resultante da incompreendida imagem poética ou da formiguinha encomendada, quem sabe, pelo rapaz? ou pela moça?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;===========================&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; do livro de mesmo nome; RJ: Ed. Record, 1984 - p. 53&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113658780104579874?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113658780104579874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113658780104579874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/01/boca-de-luar-carlos-drummond-de.html' title='BOCA DE LUAR - Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113658606282446095</id><published>2006-01-06T14:13:00.000-08:00</published><updated>2006-01-06T14:21:02.843-08:00</updated><title type='text'>O REI MENINO – Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O estandarte do Rei não é de púrpura e brocado,&lt;br /&gt;é um lírio flutuante sobre o caos,&lt;br /&gt;onde ambições se digladiam&lt;br /&gt;e ódios se estraçalham.&lt;br /&gt;O Rei vem cumprir o anúncio de Isaías:&lt;br /&gt;vem para evangelizar os brutos,&lt;br /&gt;consolar os que choram,&lt;br /&gt;exaltar os cobertos de cinza,&lt;br /&gt;desentranhar o sentido exato da paz,&lt;br /&gt;magnificar a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Belém e Judá e Wall Street,&lt;br /&gt;no torvelinho de negações e equívocos,&lt;br /&gt;a vergasta de luz deixa atônitos os fariseus. &lt;br /&gt;Cegos distinguem o sinal,&lt;br /&gt;surdos captam a melodia de anjos-cantadores,&lt;br /&gt;mudos descobrem o movimento da palavra.&lt;br /&gt;O Rei sem manto e sem jóias,&lt;br /&gt;nu como folha de erva,&lt;br /&gt;distribui riquezas não tituladas.&lt;br /&gt;Oferece a transparência&lt;br /&gt;da alma liberta de cuidados vis.&lt;br /&gt;As coisas já não são as antigas coisas&lt;br /&gt;de perecível beleza&lt;br /&gt;e o homem não é mais cativo de sua sombra.&lt;br /&gt;A limitação dos seres foi vencida&lt;br /&gt;Por uma alegria não censurada,&lt;br /&gt;graça de reinventar a Terra,&lt;br /&gt;antes castigo e exílio,&lt;br /&gt;hoje flecha em direção infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei, criança,&lt;br /&gt;permanecerá criança mesmo sob vestes trágicas&lt;br /&gt;porque assim o vimos e queremos,&lt;br /&gt;assim nos curvamos diante do seu berço&lt;br /&gt;tecido de palha, vento e ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu sangrento destino prefixado não dilui&lt;br /&gt;a luminosidade desta cena.&lt;br /&gt;O menino, apenas um menino,&lt;br /&gt;acima das filosofias, da cibernética e dos dólares,&lt;br /&gt;sustenta o peso do mundo&lt;br /&gt;na palma ingênua das mãos. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;==============================&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Farewell - CDA; Rio de Janeiro - Ed. Record, 1966: p. 78.&lt;br /&gt;Contribuição de Laura Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113658606282446095?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113658606282446095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113658606282446095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/01/o-rei-menino-carlos-drummond-de.html' title='O REI MENINO – Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113654751772501216</id><published>2006-01-06T03:34:00.000-08:00</published><updated>2006-01-06T03:38:37.740-08:00</updated><title type='text'>Não mate o homem velho - Alcione Albuquerque</title><content type='html'>Todos nós que temos legitima intenção de crescer e de mudar e sendo seres sazonais, aproveitamos as épocas de transição prefixadas pelo calendário social como o Ano Novo para cuidarmos do “balanço”. Acabei de receber uma mensagem de Feliz Ano Novo de uma excelente amiga e ela exatamente criticava esta historia de balanços... Dizia ela corajosamente que afora os balanços propostos pela Receita Federal, nenhum outro deveria ser obrigatório! De fato. As imposições sejam de fora para dentro (leis humanas), sejam de dentro para fora (crenças cegas ou preconceitos) não correspondem aos fatores de crescimento a que nos propomos.Assim sendo não trarão os resultados da harmonia e bem estar que o crescimento verdadeiro propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para crescermos em sincera harmonia vamos precisar aceitar o velho fato de que... somos humanos! Pois é isso mesmo. Continuamos em dificuldades neste setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitamos quase tudo... menos a nossa inalienável humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teóricos, tecemos frases a respeito da dita, falamos de nossos defeitos de forma tolerante – assim como falamos da morte, coisa que só acontece na casa alheia – e cheios de modéstia enumeramos uma ou outra qualidade a nós atribuída, como se a mesma não nos pertencesse , fosse assim como algo emprestado, uma jóia de família que por azar viesse pousar em nosso dedo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, caro leitor, vai ai a primeira notícia do ano: tal postura traduz falta de responsabilidade pessoal .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para crescermos precisamos ter noção do todo em torno do qual nos organizamos, isto é, organizamos o nosso ser no mundo, nossa individualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este todo se compõe tanto de nossos defeitos quanto de nossas qualidades. Temos defeitos? Sim e muitos. Temos qualidades? Sim e muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos tão responsáveis pelos nossos defeitos quanto pelas nossas qualidades. Ambos representam fatores de crescimento para a nossa personalidade e equivalem a lições – desafios. Nosso potencial se expressa na medida em que transformamos os defeitos em qualidades diminuindo os fatores de estresse psíquico.Quanto melhor uso e aproveitamento do todo, melhores os resultados para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula e muito antiga, atribuída a Aristóteles.  Foi ele quem propôs “a transformação do vício em virtude” a partir da aprendizagem que se adquire como substrato do erro, sua conseqüente desarmonia e busca de harmonização subseqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais antigo que Aristóteles é Confúcio (6000 AC) e este mestre já dizia que  a fórmula do bem estar se expressava de acordo com o bom humor com que lidássemos conosco!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Boa Nova, quando nos fala da Parábola dos Talentos e das moedas que não podemos enterrar e sim devemos multiplicar sob pena de não sermos dignos da Misericórdia do Senhor, não propõe o aproveitamento de “moedas novas e luzidias”, mas fala-nos de um aproveitamento geral, isto é, todas elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já viu uma fruta nascer madura, madurinha , no pé? Impossível. Tal ato estaria fora da lei natural. A fruta depende do sol, da água, da terra, das condições climáticas em geral porém, mais que tudo, depende do tempo para processar doçura e sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pare e reflita neste alvorecer de um novo ano que nos esta sendo dado como oportunidade de recomeçar e fazer melhor, como exigir de si amadurecimento pleno e imediato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo na vida é processo e este, conceitualmente, começa de um jeito , termina de outro e depende do tempo. Não se ponha fora da ordem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma coisa – não intencione matar o homem velho; isto equivale  a suicídio psíquico! Aproveite-o! Ele é o seu melhor você até agora. Está cheio de bagagem e experiência evolutiva e merece crédito. Planeje mudanças possíveis, viáveis. Peça ajuda se for preciso. Organize seu tempo e determinadamente siga em busca de seu sonho. Um sonho bom incluiu a felicidade de outras pessoas, portanto confie no faro de sua consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para finalizar, justifico o emprego do termo fórmula: nós adoramos as fórmulas. Se eu dissesse simplesmente boa idéia ou sugestão talvez não estivéssemos juntos até esta altura do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplifique-se, pois, e ótimo 2006!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;Alcione Albuquerque - Psicóloga especialista clinica – Profa Ética Profissional/ abordagem sistêmica. Contato: alcialbuquerque@hotmail.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113654751772501216?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113654751772501216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113654751772501216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/01/no-mate-o-homem-velho-alcione.html' title='Não mate o homem velho - Alcione Albuquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113646253295305464</id><published>2006-01-05T03:51:00.000-08:00</published><updated>2006-01-05T04:05:04.133-08:00</updated><title type='text'>Num Meio-Dia de Fim de Primavera... - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Num meio-dia de fim de primavera &lt;br /&gt;     Tive um sonho como uma fotografia. &lt;br /&gt;     Vi Jesus Cristo descer à terra. &lt;br /&gt;     Veio pela encosta de um monte &lt;br /&gt;     Tornado outra vez menino, &lt;br /&gt;     A correr e a rolar-se pela erva &lt;br /&gt;     E a arrancar flores para as deitar fora &lt;br /&gt;     E a rir de modo a ouvir-se de longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Tinha fugido do céu. &lt;br /&gt;     Era nosso demais para fingir &lt;br /&gt;     De segunda pessoa da Trindade. &lt;br /&gt;     No céu era tudo falso, tudo em desacordo &lt;br /&gt;     Com flores e árvores e pedras. &lt;br /&gt;     No céu tinha que estar sempre sério &lt;br /&gt;     E de vez em quando de se tornar outra vez homem &lt;br /&gt;     E subir para a cruz, e estar sempre a morrer &lt;br /&gt;     Com uma coroa toda à roda de espinhos &lt;br /&gt;     E os pés espetados por um prego com cabeça, &lt;br /&gt;     E até com um trapo à roda da cintura &lt;br /&gt;     Como os pretos nas ilustrações. &lt;br /&gt;     Nem sequer o deixavam ter pai e mãe &lt;br /&gt;     Como as outras crianças. &lt;br /&gt;     O seu pai era duas pessoas &lt;br /&gt;     Um velho chamado José, que era carpinteiro, &lt;br /&gt;     E que não era pai dele; &lt;br /&gt;     E o outro pai era uma pomba estúpida, &lt;br /&gt;     A única pomba feia do mundo &lt;br /&gt;     Porque não era do mundo nem era pomba. &lt;br /&gt;     E a sua mãe não tinha amado antes de o ter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Não era mulher: era uma mala &lt;br /&gt;     Em que ele tinha vindo do céu. &lt;br /&gt;     E queriam que ele, que só nascera da mãe, &lt;br /&gt;     E nunca tivera pai para amar com respeito, &lt;br /&gt;     Pregasse a bondade e a justiça! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Um dia que Deus estava a dormir &lt;br /&gt;     E o Espírito Santo andava a voar, &lt;br /&gt;     Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. &lt;br /&gt;     Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. &lt;br /&gt;     Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. &lt;br /&gt;     Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz &lt;br /&gt;     E deixou-o pregado na cruz que há no céu &lt;br /&gt;     E serve de modelo às outras. &lt;br /&gt;     Depois fugiu para o sol &lt;br /&gt;     E desceu pelo primeiro raio que apanhou. &lt;br /&gt;     Hoje vive na minha aldeia comigo. &lt;br /&gt;     É uma criança bonita de riso e natural.   &lt;br /&gt;     Limpa o nariz ao braço direito,  &lt;br /&gt;     Chapinha nas poças de água, &lt;br /&gt;     Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.   &lt;br /&gt;     Atira pedras aos burros, &lt;br /&gt;     Rouba a fruta dos pomares &lt;br /&gt;     E foge a chorar e a gritar dos cães. &lt;br /&gt;     E, porque sabe que elas não gostam &lt;br /&gt;     E que toda a gente acha graça, &lt;br /&gt;     Corre atrás das raparigas pelas estradas &lt;br /&gt;     Que vão em ranchos pela estradas &lt;br /&gt;     com as bilhas às cabeças &lt;br /&gt;     E levanta-lhes as saias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A mim ensinou-me tudo. &lt;br /&gt;     Ensinou-me a olhar para as cousas. &lt;br /&gt;     Aponta-me todas as cousas que há nas flores. &lt;br /&gt;     Mostra-me como as pedras são engraçadas  &lt;br /&gt;     Quando a gente as tem na mão &lt;br /&gt;     E olha devagar para elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Diz-me muito mal de Deus. &lt;br /&gt;     Diz que ele é um velho estúpido e doente, &lt;br /&gt;     Sempre a escarrar no chão &lt;br /&gt;     E a dizer indecências. &lt;br /&gt;     A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia. &lt;br /&gt;     E o Espírito Santo coça-se com o bico &lt;br /&gt;     E empoleira-se nas cadeiras e suja-as. &lt;br /&gt;     Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica. &lt;br /&gt;     Diz-me que Deus não percebe nada &lt;br /&gt;     Das coisas que criou — &lt;br /&gt;     "Se é que ele as criou, do que duvido" — &lt;br /&gt;     "Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,  &lt;br /&gt;     Mas os seres não cantam nada. &lt;br /&gt;     Se cantassem seriam cantores. &lt;br /&gt;     Os seres existem e mais nada, &lt;br /&gt;     E por isso se chamam seres." &lt;br /&gt;     E depois, cansados de dizer mal de Deus, &lt;br /&gt;     O Menino Jesus adormece nos meus braços &lt;br /&gt;     e eu levo-o ao colo para casa. &lt;br /&gt;     .................................................. &lt;br /&gt;     Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. &lt;br /&gt;     Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava. &lt;br /&gt;     Ele é o humano que é natural, &lt;br /&gt;     Ele é o divino que sorri e que brinca. &lt;br /&gt;     E por isso é que eu sei com toda a certeza &lt;br /&gt;     Que ele é o Menino Jesus verdadeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     E a criança tão humana que é divina &lt;br /&gt;     É esta minha quotidiana vida de poeta, &lt;br /&gt;     E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre, &lt;br /&gt;     E que o meu mínimo olhar &lt;br /&gt;     Me enche de sensação, &lt;br /&gt;     E o mais pequeno som, seja do que for, &lt;br /&gt;     Parece falar comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A Criança Nova que habita onde vivo &lt;br /&gt;     Dá-me uma mão a mim &lt;br /&gt;     E a outra a tudo que existe &lt;br /&gt;     E assim vamos os três pelo caminho que houver, &lt;br /&gt;     Saltando e cantando e rindo &lt;br /&gt;     E gozando o nosso segredo comum &lt;br /&gt;     Que é o de saber por toda a parte &lt;br /&gt;     Que não há mistério no mundo &lt;br /&gt;     E que tudo vale a pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A Criança Eterna acompanha-me sempre. &lt;br /&gt;     A direção do meu olhar é o seu dedo apontando. &lt;br /&gt;     O meu ouvido atento alegremente a todos os sons &lt;br /&gt;     São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Damo-nos tão bem um com o outro &lt;br /&gt;     Na companhia de tudo &lt;br /&gt;     Que nunca pensamos um no outro, &lt;br /&gt;     Mas vivemos juntos e dois &lt;br /&gt;     Com um acordo íntimo &lt;br /&gt;     Como a mão direita e a esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas &lt;br /&gt;     No degrau da porta de casa, &lt;br /&gt;     Graves como convém a um deus e a um poeta, &lt;br /&gt;     E como se cada pedra &lt;br /&gt;     Fosse todo um universo &lt;br /&gt;     E fosse por isso um grande perigo para ela &lt;br /&gt;     Deixá-la cair no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens &lt;br /&gt;     E ele sorri, porque tudo é incrível. &lt;br /&gt;     Ri dos reis e dos que não são reis, &lt;br /&gt;     E tem pena de ouvir falar das guerras, &lt;br /&gt;     E dos comércios, e dos navios &lt;br /&gt;     Que ficam fumo no ar dos altos-mares. &lt;br /&gt;     Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade &lt;br /&gt;     Que uma flor tem ao florescer &lt;br /&gt;     E que anda com a luz do sol &lt;br /&gt;     A variar os montes e os vales, &lt;br /&gt;     E a fazer doer nos olhos os muros caiados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Depois ele adormece e eu deito-o. &lt;br /&gt;     Levo-o ao colo para dentro de casa &lt;br /&gt;     E deito-o, despindo-o lentamente &lt;br /&gt;     E como seguindo um ritual muito limpo &lt;br /&gt;     E todo materno até ele estar nu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ele dorme dentro da minha alma &lt;br /&gt;     E às vezes acorda de noite &lt;br /&gt;     E brinca com os meus sonhos. &lt;br /&gt;     Vira uns de pernas para o ar, &lt;br /&gt;     Põe uns em cima dos outros &lt;br /&gt;     E bate as palmas sozinho &lt;br /&gt;     Sorrindo para o meu sono. &lt;br /&gt;     ........................................&lt;br /&gt;     Quando eu morrer, filhinho, &lt;br /&gt;     Seja eu a criança, o mais pequeno. &lt;br /&gt;     Pega-me tu ao colo &lt;br /&gt;     E leva-me para dentro da tua casa. &lt;br /&gt;     Despe o meu ser cansado e humano &lt;br /&gt;     E deita-me na tua cama. &lt;br /&gt;     E conta-me histórias, caso eu acorde, &lt;br /&gt;     Para eu tornar a adormecer. &lt;br /&gt;     E dá-me sonhos teus para eu brincar &lt;br /&gt;     Até que nasça qualquer dia &lt;br /&gt;     Que tu sabes qual é. &lt;br /&gt;     ........................................ &lt;br /&gt;     Esta é a história do meu Menino Jesus. &lt;br /&gt;     Por que razão que se perceba &lt;br /&gt;     Não há de ser ela mais verdadeira &lt;br /&gt;     Que tudo quanto os filósofos pensam &lt;br /&gt;     E tudo quanto as religiões ensinam?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;=====================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De O Guardador de Rebanhos - Alberto Caeiro &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Fernando Pessoa - Antologia Poética; seleção de Isabel Pascoal; Ed. Ulisseia - Portugal [sd].&lt;br /&gt;Também disponível em http://www.secrel.com.br/jpoesia/fp213.html; acessado em 05.jan.2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113646253295305464?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113646253295305464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113646253295305464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/01/num-meio-dia-de-fim-de-primavera.html' title='Num Meio-Dia de Fim de Primavera... - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113637979373241868</id><published>2006-01-04T04:59:00.000-08:00</published><updated>2006-01-04T05:03:13.746-08:00</updated><title type='text'>Ecologia interior - Frei Betto</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1. Por um minuto, esquece a poluição do ar e do mar, a química que contamina a Terra e envenena os alimentos, e medita: como anda o teu equilíbrio ecobiológico? Tens dialogado com teus órgãos interiores? Acariciado o teu coração? Respeitas a delicadeza de teu estômago? Acompanhas mentalmente teu fluxo sangüíneo? Teus pensamentos são poluídos? As palavras, ácidas? Os gestos, agressivos? Quantos esgotos fétidos correm em tua alma? Quantos entulhos – mágoas, ira, inveja – se amontoam em teu espírito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Examina a tua mente. Está despoluída de ambições desmedidas, preguiça intelectual e intenções inconfessáveis? Teus passos sujam os caminhos de lama, deixando um rastro de tristeza e desalento? Teu humor intoxica-se de raiva e arrogância? Onde estão as flores do teu bem-querer, os pássaros pousados em teu olhar, as águas cristalinas de tuas palavras? Por que teu temperamento ferve com freqüência e expele tanta fuligem pelas chaminés de tua intolerância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Não desperdiça a vida, queimando a tua língua com as nódoas de teus comentários infundados sobre a vida alheia. Preserva o teu ambiente, investe em tua qualidade de vida, purifica o espaço em que transitas. Limpa os teus olhos das ilusões de poder, fama e riqueza, antes que fiques cego e tenhas os passos desviados para a estrada dessinalizada dos rumos da ética. Ela é cheia de buracos e podes enterrar o teu caminho num deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tu és, como eu, um ser frágil, ainda que julgues fortes os semelhantes que merecem a tua reverência. Somos todos feitos de barro e sopro. Finos copos de cristal que se quebram ao menor atrito: uma palavra descuidada, um gesto que machuca, uma desconfiança que perdura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Graças ao Espírito que molda e anima o teu ser, o copo partido se reconstitui, inteiro, se fores capaz de amar. Primeiro, a ti mesmo, impedindo que a tua subjetividade se afogue nas marés negativas. Depois, a teus semelhantes, exercendo a tolerância e o perdão, sem jamais sacrificar o respeito e a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Livra a tua vida de tantos lixos acumulados. Atira pela janela as caixas que guardam mágoas e tantas fichas de tua contabilidade com os supostos débitos de outrem. Vive o teu dia como se fosse a data de teu renascer para o melhor de ti mesmo – e os outros te receberão como dom de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Pratica a difícil arte do silêncio. Desliga-te das preocupações inúteis, das recordações amargas, das inquietações que transcendem o teu poder. Recolhe-te no mais íntimo de ti mesmo, mergulha em teu oceano de mistério e descobre, lá no fundo, o Ser Vivo que funda a tua identidade. Guarda este ensinamento: por vezes, é preciso fechar os olhos para ver melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Acolhe a tua vida como ela é: uma dádiva involuntária. Não pediste para nascer e, agora, não desejas morrer. Faze dessa gratuidade uma aventura amorosa. Não sofras por dar valor ao que não merece importância. Trata a todos como igual, ainda que estejam revestidos ilusoriamente de nobreza, ou se mostrem realmente como seres carcomidos pela miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Faze da justiça o teu modo de ser e jamais te envergonhes de tua pobreza, de tua falta de conhecimentos ou de poder. Ninguém é mais culto do que o outro. O que existe são culturas distintas e socialmente complementares. O que seria do erudito sem a arte culinária da cozinheira analfabeta? Tua riqueza e teu poder residem em tua moral e dignidade, que não têm preço e te trazem apreço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Porém, arma-te de indignação e esperança. Luta para que todos os caminhos sejam aplainados, até que a espécie humana se descubra como uma só família, na qual todos, malgrado as diferenças, tenham iguais direitos e oportunidades. E esteja convicto de que convergimos todos para Aquele que, supremo Atrator, impregnou-nos dessa energia que nos permite conhecer a abissal distância que há entre a opressão e a libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Faze de cada segundo de teu existir uma oração. E terás força para expulsar os vendilhões do templo, operar milagres e disseminar a ternura como plenitude de todos os direitos humanos. Ainda que estejas cercado de adversidades, se preservares a tua ecobiologia interior, serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros indevassáveis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;==========================&lt;br /&gt;Frei Betto é escritor, autor de Gosto de Uva (Garamond)&lt;br /&gt;Fonte: Jornal Estado de Minas - 27.maio.2004/5ª. feira - Cultura, p. 10 &lt;br /&gt;Contribuição: Ana Maria de Sousa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113637979373241868?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113637979373241868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113637979373241868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2006/01/ecologia-interior-frei-betto.html' title='Ecologia interior - Frei Betto'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113598136261030617</id><published>2005-12-30T14:18:00.000-08:00</published><updated>2005-12-30T14:22:42.630-08:00</updated><title type='text'>Minha biblioteca - JG de Araujo Jorge</title><content type='html'>Pátria e lar do pensamento,&lt;br /&gt;porto do coração.&lt;br /&gt;Minha loja de sonhos, mercado de emoções&lt;br /&gt;onde faço pelas madrugadas a minha "feira"&lt;br /&gt;para reabastecer meu espírito de realidades e ficções&lt;br /&gt;e sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí estão as prateleiras sortidas, estoques inesgotáveis&lt;br /&gt;de fantasias a experiências&lt;br /&gt;para a minha fome de conhecimentos, minha sede&lt;br /&gt;de descobertas,&lt;br /&gt;minhas ânsias de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só estender a mão e colher o livro&lt;br /&gt;como um fruto maduro que lentamente degusto&lt;br /&gt;e, milagrosamente,&lt;br /&gt;permanece inteiro, íntegro, intacto&lt;br /&gt;entre folhas e flores&lt;br /&gt;e surpreendentemente se renova e multiplica&lt;br /&gt;em inusitados sabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha biblioteca&lt;br /&gt;parque de papel e palavras&lt;br /&gt;onde me perco em andanças e onde me reencontro&lt;br /&gt;em tantos caminhos desconhecidos,&lt;br /&gt;bosque de tantos livros, como as árvores&lt;br /&gt;com quem Beethoven conversava&lt;br /&gt;em seu bosque de Bonn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus livros, companheiros pacientes e silenciosos&lt;br /&gt;com quem dialogo horas sem conta,&lt;br /&gt;que não discutem, não alteiam a voz&lt;br /&gt;em tantas discordâncias inevitáveis,&lt;br /&gt;e humildemente se fecham e se recolhem&lt;br /&gt;a um simples gesto meu de impaciência, cansaço&lt;br /&gt;ou de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha biblioteca,&lt;br /&gt;abrigo certo&lt;br /&gt;oásis de águas e sombras&lt;br /&gt;no imenso deserto,&lt;br /&gt;que me faz decolar de tantas realidades&lt;br /&gt;e planar como uma asa-delta&lt;br /&gt;sozinho, sobre paisagens insuspeitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha biblioteca,&lt;br /&gt;pousada no caminho&lt;br /&gt;onde me sento, a pensar,&lt;br /&gt;e onde chego a esquecer que há um mundo&lt;br /&gt;rosnando ameaças ao redor,&lt;br /&gt;e adormeço como um menino&lt;br /&gt;feliz...&lt;br /&gt;===================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro "Tempo Será" – 1986&lt;br /&gt;Disponível em http://www.jgaraujo.com.br/poesias/biblioteca.htm; acessado em 30.dez.2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113598136261030617?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113598136261030617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113598136261030617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/12/minha-biblioteca-jg-de-araujo-jorge.html' title='Minha biblioteca - JG de Araujo Jorge'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113459975143084948</id><published>2005-12-14T14:34:00.000-08:00</published><updated>2005-12-14T14:35:51.446-08:00</updated><title type='text'>O mundo é grande - Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>O mundo é grande e cabe&lt;br /&gt;nesta janela sobre o mar.&lt;br /&gt;O mar é grande e cabe&lt;br /&gt;na cama e no colchão de amar.&lt;br /&gt;O amor é grande e cabe&lt;br /&gt;no breve espaço de beijar. &lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;(in “Amar se Aprende Amando”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113459975143084948?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113459975143084948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113459975143084948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/12/o-mundo-grande-carlos-drummond-de.html' title='O mundo é grande - Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113459718242689293</id><published>2005-12-14T13:51:00.000-08:00</published><updated>2005-12-14T13:53:02.453-08:00</updated><title type='text'>OS OLHOS CLAROS DE JOÃO - R. Maluf</title><content type='html'>Nem sei mesmo porque me lembrei do João !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falei nele, não vi nada que me fizesse recordá-lo; faz tempo que não sonho com ele; não remexi em minha caixa de cartas e muito menos revi suas fotos, escondidas e bem guardadas, já bastante amareladas pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sozinha em casa, dou uma espiada nos jornais, tento ler um pouco antes de dormir. Preparo um chá de camomila – me sinto relaxar um pouco a cada gole. Troco o CD. Imagino que Vivaldi possa me trazer para dentro de mim. O som dos violinos me enche de uma ternura inexplicável e aí meu coração me diz que posso salvar-me da loucura que nos acomete a todos, sem exceção, neste mundo de hoje. Ainda há salvação nas canções, nos poemas, nos poucos corações cheios de amor, nos raros namoros ao luar, nas transas selvagens, beijos calientes, mordidas, arranhões, gritos e sussurros, de couper le souffle! Há de haver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se João ainda andasse por aqui talvez a vida não me estivesse sendo assim tão dura. Teríamos do que rir, sobre o que falar. Ele com aquele seu jeitão italiano, sua voz de tenor, aquelas mãos enormes, grosseiras e ao mesmo tempo tão ternas. Me fazia tão bem o seu colo. Me fazia feliz ouvir seu respirar ruidoso, por vezes cheio de tosse. Era um pigarro persistente que resistia aos anos mesmo depois de parar com o cigarro.  Ah, João se você estivesse aqui para me fazer companhia, assistiríamos juntos aos jornais na TV, jogaríamos cartas após o jantar, falaríamos da vida alheia, você me contaria pela milésima vez sua infância na Itália, cantaria para mim com sua voz de tenor...Sinto muito a sua falta, João.  Falta de mergulhar em seus olhos claros, de me deitar quietinha em seu peito,  ouvir bater o seu coração. Sinto falta do seu cheiro, cheiro de homem limpo.  Eu te amei tanto, João e agora... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João era assim, diferente. De uma simplicidade que encantava. Nada em João me incomodava. Não mudaria nada nele, nem um defeito sequer. Às vezes eu me punha a pensar se era ele deste mundo, ou talvez quem sabe, do outro...daquele que nem mesmo sabemos se existe ou não.  Tinha pensamentos estranhos, tão diferentes dos meus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João adorava a primavera: durante esses meses os ipês amarelos eram puros raios de sol, muitas vezes enchendo o pátio interno do casarão com um imenso tapete dourado. Mais de uma florada, algumas vezes duas,três...não sabíamos explicar por quê. Eram suas flores preferidas e João se divertia deitado na rede, esperando que seu rosto se cobrisse das flores que caiam das árvores. Eu ficava pensando em beija-flores, em João semente, em João ponto de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, sem mais nem menos volto no tempo e meu coração vai se enchendo de um calor gostoso, desses que invadem o peito trazendo mansidão e paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que minha vida era um vazio só...Mas a verdade é que depois que me separei do segundo marido, me ficou um amargo na boca, um frio no sentir e meu olhar para o mundo transformou-se por completo. Fui minguando aos poucos. Fui secando. Ficando árida. Não por paixão. Não por saudade mas por desânimo e preguiça de um recomeço. Havíamos passado bons anos juntos, nem tenho do que me queixar, mas fomos nos distanciando tanto que no final ele estava aqui e eu no Japão. Mesmo assim foi doloroso, dolorido, as meninas sentiram muito a falta do pai, falta que durou dois anos só e logo depois foram encontrando um jeito de se falar: ele morando em Salvador, onde lecionava na universidade federal e elas aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu optei por continuar murchando, por dentro e por fora. Me olhava no espelho e sentia pena de mim. Ah, isto era o mais triste! Me achava tão feia, acabada, um caquinho, uma coisinha de nada . E de miúda que sempre fora me encolhia cada vez mais. Fui perdendo tudo : peso, viço, olfato, paladar, desejos, ilusões, virei um quase-nada. Aos poucos fui deixando de visitar amigos, de sair no final de semana, recusando convites para casamentos, aniversários, achava tudo uma chatice. Fui me fazendo de vítima, uma dor aqui outra acolá...abria mão de qualquer situação para que elas, as meninas, pudessem viver a plenitude de seus vinte anos. Me sentia aliviada quando o telefone não tocava, quando ninguém apertava o interfone e mais aliviada ainda quando a campainha da porta parecia nem existir. Me fazia bem o silêncio. Inês me perguntava sobre depressão. Eu dizia, não, isto é meu modo de ser. Fico triste não, gosto de ficar sozinha, sem ninguém para incomodar. Mas ela insistia para que eu tomasse fluoxetina, santo-remédio. Eu sorria, carece não; preciso de jeito nenhum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o tempo foi passando, passando, eu cada vez mais quieta em meu mundo descolorido, sem graça, sem flores, sem festas. Fui ficando insensível também. Gostava muito de ficar só, em casa, lendo e fazendo palavras cruzadas. Cozinhar eu não gostava, nunca gostei e não gosto até hoje. Raramente via um programa na tv, achava tudo pobre por demais, sem conteúdo algum. Aprendi a fazer crochê. Começava de um tudo e terminava nada. Aprendi a tecer tricô, não passei de um chale que dei de presente para minha irmã Fany. Retomei a prática da yoga, a meditação, voltei ao livro de orações, recomecei a rezar, e aos poucos fui me transformando em uma beata só: sempre que podia corria para igreja. Logo eu, que nunca fora de muita missa, sentia um alívio diante do altar; como se minhas dores fossem diminuídas pelo ambiente silencioso, respeitoso, majestoso da catedral. E ele lá pregado na cruz, bem que poderia me ajudar, me socorrer. Me socorre, Ó Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas insistiam tanto para que eu parasse com aquela idéia ridícula de me fazer mais idosa, mais doente, mais rezadeira, mais infeliz! Mas a minha infelicidade tocou em um ponto estranho: mais triste eu ficava, menos ia sentindo o cheiro e o gosto das coisas.  Meu olfato se foi, assim como a minha alegria de viver. Paladar, quase não tinha. Pouco me importava o que comia: doce, salgado, ácido ou amargo. Tudo me era tão igual! Se foram também, o meu ânimo, minha energia vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo andava ruim por demais. Sem dinheiro, sem olfato, sem paladar e sem sono. Pouco ânimo, pouca alegria, pouco dinheiro. Resolvi vender umas terrinhas. Coisinha pouca - um pequeno sítio que há muito tempo ninguém visitava. Na verdade desde que nos mudamos de Solidão nunca mais aparecemos por lá. Além do mais, ficava ao norte, pertinho de Milagres, pouco mais de 20 minutos de carro pela estrada vermelha e poeirenta. Muita seca. Terra ruim onde há algum tempo atrás, plantamos até café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa de minha irmã disposta a resolver tudo em uma semana: procurar o cartório , conferir a papelada, ver o preço do terreno e procurar um interessado. Entretanto, apesar da minha dispoisção inicial a  semana não fora suficiente para tudo resolver. Voltei para a capital. Vim rezando para que aparecesse um comprador, bom e honesto, fácil de lidar e disposto a pagar pelas terras o preço justo; nem um centavo  a mais. Tinha muita esperança de que o comprador apareceria, eu precisava muito daquele dinheiro, muito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezei mais de dois meses sem parar, em casa, na igreja, no trabalho, dia após dia, debulhando o terço, até que  Deus um dia me ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Heloísa, telefone pra senhora. Já vou, gritei saindo do banheiro. Quem é? Perguntei. Isa falou assim, é de Milagres. Ah ! Alô, sim , sou eu, pois não, como vai o senhor. É deveras, estou vendendo sim. Sei. Conhece Sua Caldeira?  Do cartório? Pois é, tá tudo com ele, o senhor pega as informações e depois, se for do seu interesse, liga de novo, podemos marcar para ver o sítio, assim o senhor conhece, vê se é do seu agrado. Tá bom, nada a agradecer, para o senhor também. Foi a primeira vez que falei com João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezei mais um mês sem parar, podia tanto dar certo. Havia ligado para a minha irmã, sondando quem era o interessado, o tal homem, e ela me havia dado a ficha  completa. Fiquei esperando que ele voltasse a ligar, nada. Resolvi dar um pulo até Milagres e de lá até Solidão. Aproveitava o feriado de Corpus Christie e quem sabe, não dava um empurrãozinho  nas coisas paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui de ônibus. Me sentia insegura ao dirigir sozinha e as meninas tinham compromisso, cada uma viajando para um canto, com amigos de faculdade. Também tinha outra coisa, achava até bom aproveitar a viagem de ônibus. Me dava um entendimento das coisas, via tudo de um jeito tão calmo, com o tempo ali passando devagar, tinha era tempo para muita reflexão. Assim que eu achava. E pensava também que estando sozinha colocava melhor minhas idéias no lugar. Ficava admirando a natureza, as cores, as coisas e pensando na vida, nas pessoas, em tudo que já havia se passado, no que acontecia no presente e o futuro,  como seria ? O que nos reservava o futuro? Pensava nas meninas. O que seria da vida de cada uma delas? E da minha vida ? Não sabia nada de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em Milagres. Fany foi me pegar na rodoviária. Ela e a neta, filha de Dulce. Tão engraçadinha, perguntadeira, curiosa, linda a menina, mas chatinha- eu não tinha mais paciência para lidar com crianças, ainda mais pequeninas assim. Quatro anos de pura perguntação e que não nos deixava conversar direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Minha irmã, já sei tudo sobre o tal do homem. Você se lembra do Seu João? Aquele do Mato Cerrado? Do café. Lembra sim. Que a mulher dele perdeu o primeiro filho e ele de triste ficou mais de mês bebendo sem parar. Foi encontrado quase morto, lembra? Passou tempos no hospital municipal, sem memória e sem fala. Ficou foi tempo sem aparecer. Quando saiu foi direto para a fazenda. Sumiu de Mato Serrado. Ah, claro que nós contamos para você. Quando ouvimos falar dele de novo? Quando ele tirou uma menina da zona, engravidou a coitada e levou a pobrezinha para fazenda. Dizem que acabou se casando com ela. Foi um falatório, não se falava noutra coisa aqui na cidade. Fazenda dele, sabeondeé ? Perto da sua, pros lados de Solidão. Então, foi só enchendo a mulher de filho, uma escadinha. Lembrou? Pois é. Ele é o comprador da terra sua. Já falou na barbearia do Jonas que vai comprar mesmo a fazendinha. Tá pertinho das terras dele. Se eu fosse você, crescia o preço...o homem tem interesse por demais nas terras, Sá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte fui ao cartório. Fala com um, fala com outro, cumprimento velhos conhecidos de Milagres. Contudo saio de lá sem os papéis de que eu precisava. Peço para Seu Honório me levar até a fazenda do Seu João. Fany vai junto. Poeirão daqueles, bem vermelho, parecendo nuvem. Fico triste com o que vejo pelo caminho. Tudo tão seco, tão diferente do tempo em que tocávamos a fazenda. Sempre difícil, é verdade, mas agora, quase impossível. Fany não pára de falar. Conversa comigo, dá ordens para o Seu Honório e eu caladinha no meu canto, pensando, pensando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos no mesmo pé em que viemos. Seu João não estava. Deixei com Corisco o telefone da casa de minha irmã. Que ele me ligue quando chegar, falei para o ajudante. Careço de falar com ele, é  urgente. Diga que é a dona da Solidão, estou aqui só até amanhã e depois volto para a capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para a capital e nada de falar com o Seu João. Desanimei. Me pareceu que ele desistira do negócio mas não quisera falar, sei lá. Vai saber o que se passa pela cabeça de um matuto destes. Matuto nada, dizia Fany, Seu João tem estudo, ficou assim depois da morte da mulher, mas dizem que tem até diploma de doutor, doutor no estrangeiro. Diploma, sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde recebi um recado escrito por Alzira. Finalmente iria me encontrar com o italianão. Peguei com São Judas Tadeu; que ele encaminhasse um bom término para o negócio. Eu precisava tanto e para o homem também haveria de ser bom, as terras já coladinhas às terras dele. Valei-me, meu santo das causas impossíveis.&lt;br /&gt;Voltei para Milagres. Mandei Seu Honório até Mato Cerrado dar o recado pro homem. Se ele não estivesse, que  deixasse o bilhete com Corisco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me arrumei um pouco mais do que de costume. Passei um perfume qualquer, só um pouco, bem pouco. Passei batom. Coloquei um vestido pouco usado. Estava quente e achei que ficaria mais bem apresentada. Afinal iria fechar um negócio. Peguei o carro de Fany. Vou sozinha, é coisa entre ele e eu. Precisa vir junto não. Daqui a pouco estou de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corisco veio abrir a porteira e já que o Seu João aparecia na varanda. Tirou o chapéu, abriu o portãozinho e desceu as escadas. Ficou parado enquanto eu estacionava o carro embaixo dos hibiscos. Entra, Dona Heluísa, a casa é sua.&lt;br /&gt;O café estava servido, Sinhana havia deixado a fazenda grande e viera para dar uma ajeitada em Mato Cerrado. Discreta, saiu para o terreiro com a desculpa de olhar umas quitandas assando no forno de barro. Dali deve ter ido de volta pois não a vi mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos o que tinha para ser conversado e ele anotava numa cadernetinha tudo que deveríamos fazer nos próximos dias: papelada, assinaturas, advogado, banco, cartório, essas coisas. Ao contrário do que eu esperava demoramos muito mais tempo que o previsto e nesse vai e vem na boléia com o Seu João fomos nos tornando mais próximos, algumas lembranças de nossos passados, nos confidenciando alguns segredos, algumas esperanças. Dia após dia, durante duas semanas, nos vimos todas as manhãs e todas as tardes. À noite, cada um em sua casa, mortos de cansaço. Foi naqueles dias tão cansativos que comecei a gostar de João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era tão bom conversar com ele. João tinha um jeito diferente e quando me chamava de Dona Heluisa eu não conseguia conter o riso. A gente conversava sobre tudo e eu aprendia tanto com ele. Nunca tocava no nome da mulher nem dos filhos. Também nunca perguntei, nem me interessava saber. Uma única vez me apresentou Romeo, filho mais velho que cuidava dos seus negócios. Nunca mais o vi nem na fazenda nem na cidade. Uma única vez perguntou-me  o nome das minhas filhas : Alice e Elisa, eu disse. Bonito! Bonitos nomes, ele falou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando toda a papelada enfim ficou pronta e finalmente tudo se acertara. Eu me preparava para voltar para a capital. Achei o João calado naquele dia, sempre parecendo que iria abrir a boca e dizer algo. Seria muita ingenuidade minha imaginar que pudesse ser um assunto mais sério referente a nós dois; afinal nada se passara que não fosse apenas cordial, comercial e normal. Mas sabe que lá no fundo eu bem que queria ouvir uma declaração de amor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que conheci o João e nos aproximamos para resolver a compra das terras eu voltara a sentir cheiros. Primeiro do café torrado em casa de Fany, depois o cheiro do pequi no mercado de Milagres e pensei comigo, se sinto cheiro de novo estou voltando à vida outra vez. Será que estou apaixonada ? Desde que o falecido se fora, meu olfato se foi junto e fiquei uma mulher sem cheiro de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde fria de julho, já com toda a papelada pronta e assinada e o dinheiro depositado em minha conta achei que o fim de um negócio como aquele merecia uma celebração. Comprei uma garrafa de vinho, levei umas coisinhas fatiadas, uns pães e fiz uma surpresa para o João, sem avisar. O sol começava a se esconder banhando tudo de um alaranjado tão lindo. João ficou muito feliz. Não sabia o que fazer para me agradece re tentava a todo custo, me agradar. Parecia um adolescente, assim que nem eu com o coração saindo pela boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram poucas palavras, muitos carinhos, beijos entre silêncios e suspiros. Ainda dávamos conta do recado e como foi bom! Me senti viva de novo, quase não trocamos palavra mas o olhar de João dizia tudo. Não dormi na fazenda, voltei dirigindo, feliz e cantando. Quando cheguei em casa todos já dormiam e eu não queria contar para ninguém. Depois de tantos anos eu tinha um segredo só meu. só meu.  E nada de Seu João...só João ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prática, resolvi na manhã seguinte voltar para Beagá. Mandei recado pra ele, que não se preocupasse, estava tudo bem e logo eu voltaria para passar os últimos dias das férias de julho. Minha filha havia ligado e precisava de mim, resolver detalhes da formatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante estes poucos dias fora de Milagres recebi várias cartas de João. Nada de computadores, e-mails, telefonemas – cartas, com cheiro de papel, envelope cheirando a cola, os selos.  Ficava imaginando ele na cozinha, escrevendo na mesa grande, pensando no que me dizer, indo ao correio para postar todas aquelas mensagens doces. Ah, João me parecia tão sincero mas e o medo que eu sentia ? Era muito maior que sua sinceridade.  Acredite! Junto com as cartas me chegavam fotos dele ainda criança, com os pais, em Carmona, na Itália. Achava tudo tão engraçado, nem parecia que toda aquela história se passava comigo. O certo é que não voltei para o final das férias, estava embevecida com as cartas, as fotos, o cheiro do papel que agora eu voltara a sentir. E respondia a todas elas.  Tirava do vasinho uma violeta, e com durex pregava a florzinha no papel. Também enviei uma foto, mas me senti tão ridícula. Imagina se as meninas soubessem destas coisas. Eu morreria de vergonha, por certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento eu não queria, nem João poderia – afinal tinha mulher e filhos. Amante, eu não aceitava. Foi um custo me deitar com ele sem ter nenhum compromisso formal. O que eu queria então ? Queria que ele viesse a Belo Horizonte, que se hospedasse em um hotel bem simplesinho, e eu me encontraria com ele todos os dias, na hora em que ele quisesse. Mas João achava que só isto era pouco. Resolvemos que uma semana viajando poderia ser bom pra nós. Fomos para uma praia tranqüila, sem crianças gritando, sem sol forte demais, água morninha e cada final de tarde mais lindo que o outro. Eu cuidei de tudo e ele cuidou das mentiras que falaria com a família. Com as meninas foi bem mais fácil. Tinha uma grande amiga morando em Guaraparí e  para me encontrar com ela eu viajaria no próximo sábado. Por poucos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dias e noites fantásticas dos quais me lembrarei com profunda emoção para o resto de minha vida. Cada vez nos gostando mais começava a ficar difícil encontrar uma solução para nós dois. Não poderíamos simplesmente chegar para as pessoas e contar a verdade, o que se passava entre nós. Também não poderíamos assumir nada. João não era um homem livre. Livre era eu, que também não pretendia se prender. Queria ficar assim, achando tudo tão moderno, tão bom. Comecei a gostar da minha imagem no espelho, passei a me olhar com mais gosto, mais amor.minha auto-estima, finalmente, aumentava dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltamos dos dias passados em Jacaraípe achei que seria bom ter uma conversa franca com João. Olha, João, não acho que vale a pena, sabe. Sou franca. Não quero lhe causar tristeza depois.Não sou a companhia ideal que você gostaria que eu fosse. Veja bem, estou só há seis anos e nesses anos todos meu coração foi se fechando aos poucos até se fechar por completo. Trancou por dentro. Nem que eu gostasse assim tanto dele, você entende João,  mas achei uma ingratidão grande por demais e fui ficando com o pensamento só naquilo, só na ida dele, nas meninas e eu. Sozinha, com 2 filhas.  Foi fácil não. E daí, fiquei assim, uma mulher seca, sem vontade, sem alegria, sem saudade. Sinto saudades não. Lembrança boa ou ruim, nenhuma diferença me faz. Minha vida é como um livro de gravuras, umas coloridas, outras preto e branco, e eu apenas vou passando as páginas. Mas saudade, de ter vontade de voltar ao passado, por que foi bom, por que foi gostoso, tenho não. De nada. Vejo fotos, e nem parece que sou eu. Não me vejo em lugar nenhum. Como se nunca tivesse guardado um sorriso, uma imagem que me fizesse feliz.&lt;br /&gt;Não me lembro mais nada de bom, nem da minha infância, de pai, de mãe, da fazenda velha, das tardes de calor bravo, o banho no rio, nada eu lembro com  gosto, lembro só por lembrar. A professora, as meninas da escola, as festas, as procissões na igreja, o canto coral! Tá tudo registrado, sabe. Mas só isto. Casamento, nascimento de filho, morte de parentes, nada. Eu vivo numa bola de vidro, uma redoma, é isto – eu vejo tudo e todo mundo me vê, mas é só. E tem mais, o futuro me assusta. Tenho medo, muito medo de ser coisa passageira, assim, só um fogo de palha e depois, o que será de mim, depois? O que será de nós, se não der certo ? E se der certo, como é que vamos fazer? Vejo solução não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só, presta atenção. Outro dia mesmo lá na praia, nós dois deitados na areia, começou a chover, lembra? A chuva caia assim, comprida e eu fiquei ali pensando na minha vida, querendo sentir saudade de nós dois, daquele momento, de alguma coisa, sem conseguir. Querendo sentir cheiro da chuva, da areia molhada, a maresia mas eu não podia, não conseguia. Aí, João, você me fala essas coisas todas. Fico sem jeito. Sou mulher acostumada a ouvir coisas assim não. Fico sem jeito, fico envergonhada, me sinto mal, mal mesmo. Mas também reconheço que culpa você não tem. Nas coisas do coração a gente não manda. Mas não posso mentir nem deixar que você se engane a meu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fiquei pensando enquanto você dormia no sofá. Que diacho, sô. Nesta altura da vida, o que este homem tem que me dispara assim o coração,  deixando ele acelerado, batendo que nem doido. Como pode uma mulher na minha idade!   Que resposta ? Resposta de que ? Fiquei ensaiando, falando baixo um discurso para dizer a você que minha resposta é não. Acho que já chega. Melhor parar por aqui. Poupar sofrimento para nós dois, João. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de João se fizeram mais claros ainda e dentro daquele azul eu quis mergulhar. Dizer que nada daquilo era verdade. Que eu faria o que ele quisesse. Que pouco me importava se fosse ilegal, imoral, inadequado, proibido, censurado.&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio  por longo tempo. Eu havia falado demais, muito mais do que ele precisava ouvir e ele nada dissera. Me pegou pela mão e fomos caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do aeroporto de Vitória desci na Pampulha e João seguiu para Montes Claros, ficava mais perto de Milagres. Viemos em silêncio. Olhares cheios de carinho, mas nem uma palavra sobre nosso ponto de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho marcando um xis não calendário da minha agenda.&lt;br /&gt;Faz 32 dias que não falo com João. Mais de mês que voltamos das férias.&lt;br /&gt;Às vezes me arrependo de ter sido tão direta...poderia ter sido mais flexível, deixar as coisas como estavam. E se ele não me procurar nunca mais? Se eu estiver perdendo a maior chance da minha vida? Tantas perguntas sem respostas me deixam com dor de cabeça. Abaixo a televisão, vou até a cozinha. Preciso de uma neosaldina. Procuro a caixinha de remédio, do lado, em cima da bandeja um envelope... &lt;br /&gt;João!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113459718242689293?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113459718242689293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113459718242689293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/12/os-olhos-claros-de-joo-r-maluf.html' title='OS OLHOS CLAROS DE JOÃO - R. Maluf'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113077414548994174</id><published>2005-10-31T07:54:00.000-08:00</published><updated>2005-10-31T07:55:45.490-08:00</updated><title type='text'>Avó... - Rô Maluf</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quero ser avó um dia...&lt;br /&gt;Sem pressa,  sem correria&lt;br /&gt;Ver nos filhos dos meus filhos&lt;br /&gt;O brilho dos olhos deles&lt;br /&gt;E neles a cor da alegria&lt;br /&gt;Quero ser avó um dia&lt;br /&gt;Dar o ombro, o colo amigo&lt;br /&gt;Deixar que os meus netos&lt;br /&gt;Brinquem&lt;br /&gt;E façam o que quiserem comigo&lt;br /&gt;Quem sabe assim re-descubro&lt;br /&gt;O parabéns pra você&lt;br /&gt;O cheiro bom dos natais&lt;br /&gt;O encanto de um papai noel&lt;br /&gt;O coelhinho e os ovos de páscoa&lt;br /&gt;Uniforme , lancheira e livros&lt;br /&gt;Pastas, lápis, papel&lt;br /&gt;Brigas, choros e risos&lt;br /&gt;Morrer como anjo&lt;br /&gt;Ir pro céu...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113077414548994174?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113077414548994174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113077414548994174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/10/av-r-maluf.html' title='Avó... - Rô Maluf'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113077358450317505</id><published>2005-10-31T07:41:00.000-08:00</published><updated>2005-10-31T07:46:24.546-08:00</updated><title type='text'>A Guerra e a Paz - Alcione Albuquerque</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Guerra e a Paz&lt;br /&gt;                  ou como domesticar crocodilos africanos)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu azul é paz, é manto de N. Sra, dizem os devotos; mar azul e brisa mansa também falam de tempos de paz, repouso, ausência de pressão; dentro do útero será zul? ...E quando os astronautas vêem a Mãe Terra de longe, relatam que Gaia também é azul. Se estiver tudo bem, está tudo azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marte, o mitológico deus da guerra é vermelho. Não o vermelho do tomate ou da maçã, nem mesmo do tomate-maçã. Vermelho sangue, medo, morte. Nesta palheta vibratória às vezes fazemos tons complexos – vermelho da guerra misturado ao vermelho da paixão! Nos inflamamos, de uma forma estranha e até matamos, apaixonadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se retomarmos a Ética primitiva, encontraremos o registro de batalhas desde os tempos imemoriais da humanidade. Batalhamos pela fêmea, pela caça, pela água, pelo território. Naturalmente. Como naturalmente nos condicionamos a “brigar por”. E assim prosseguimos, pois que fomos bem sucedidos. Também entre aspas. Isto porque a naturalidade também exige contextualização. Nos primórdios da evolução, brigar até a morte era condição de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se este paradoxo teve sentido e foi aproveitado para chegarmos até aqui devemos daqui para frente coloca-lo sob crítica. E não devemos nos contentar com as respostas simplesmente adaptativas do nosso querer. O que vemos é um planeta vermelho do sangue de todos os tipos de guerras e não um planeta azul, cheio de Paz.&lt;br /&gt;A filosofia afirma que O Homem é um ser de linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande passo nas relações pessoais foi dado quando a capacidade de se comunicar pela fala, pelo vocabulário, se instalou entre nós. Dizer de nós, do mundo conforme o interpretamos e incluir o outro, tudo isto foi possível a partir da fala. As notícias eram espalhadas oralmente. Antes, muito antes da escrita. Os arautos dos reis eram figuras prestigiadas pelo simples fato de saberem dizer, fazendo valer o cumpra-se a Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando para a contemporaneidade o diálogo tornou-se a nova palavra de ordem. Dialogar é preciso. Na família, entre os pares, no trabalho, na escola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas temos desdenhado o que de nós mesmos construímos e do que somos constituídos. A Linguagem. E as relações de diálogo, a negociação e a gerencia de nossos problemas estejam eles no micro universo ou no macro. Escolhemos outros verbos: tomar, exigir, obrigar, subjugar, brigar e até matar. Muitas vezes silenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a guerra se mantém desinteligentemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito de tudo isto pude assistir a um documentário sobre crocodilos ainda agora. A equipe francesa se deslocou para o norte da África e lá descobriu uma nação praticamente tribal que cultua os crocodilos. A exemplo dos egípcios que representavam seus faraós algumas vezes com a cabeça do mesmo embora o corpo humano. Diziam então que a fera representava a fertilidade. Mas na tribo africana dizem mais. Que os animais são espíritos que velam sobre eles e são capazes de os curar. Chegam mesmo a terem um sacerdote responsável para conversar (grifo a propósito) com os bichos. E pasmem, os crocodilos que são sabidamente animais ferozes, comedores de carne, inclusive humana, respondem a este estranho diálogo e se aquietam, passeiam pela aldeia, comem da mão dos seus guardiões... Servem de cavalinho para as crianças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pensar: se os crocodilos respondem as crenças de uma humanidade dita primitiva, que tal tentarmos? Entre nós, na nossa nação pessoal, e depois no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz do planeta é uma escolha e depende de nossa linguagem. De nossas crenças, nossos valores. E a boca sempre fala do que o coração está cheio.&lt;br /&gt;================================&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alcione Albuquerque &lt;/strong&gt;- Psicóloga especialista clinica – Profa Ética Profissional/ abordagem sistêmica. Contato: alcialbuquerque@hotmail.com. BH. 30/10/2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113077358450317505?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113077358450317505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113077358450317505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/10/guerra-e-paz-alcione-albuquerque.html' title='A Guerra e a Paz - Alcione Albuquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113058546348886715</id><published>2005-10-29T04:20:00.000-07:00</published><updated>2005-10-29T04:31:03.533-07:00</updated><title type='text'>...Essa segurançazinha não durará muito tempo - Aïvanhov</title><content type='html'>Nós devemos trabalhar com amor e desapego a fim de formarmos uma só família na terra. Só nessa altura os direitos de cada pessoa serão respeitados. Quando tudo prossegue harmoniosamente numa coletividade, todos os indivíduos beneficiam das boas condições, ao passo que se apenas alguns indivíduos se encontrarem bem, também estes serão ameaçados mais dia menos dia. Enquanto a situação não for pacífica e estável para todos, não o será realmente para ninguém. A vida coletiva é o meio em que estamos mergulhados, nós dependemos dele. Ninguém pode considerar a sua própria situação independentemente da coletividade. &lt;strong&gt;Por isso, o objetivo das pessoas não deve ser o de procurarem um &lt;em&gt;abrigozinho&lt;/em&gt; apenas para si, porque essa &lt;em&gt;segurançazinha&lt;/em&gt; não durará muito tempo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: AÏVANHOV, Omraam Mikhaël - &lt;em&gt;Pensamentos Quotidianos&lt;/em&gt;; Lisboa (PT): Edições Prosveta; 1997: 100. [No texto, o negrito é nosso].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113058546348886715?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113058546348886715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113058546348886715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/10/essa-seguranazinha-no-durar-muito.html' title='...Essa &lt;em&gt;segurançazinha&lt;/em&gt; não durará muito tempo - Aïvanhov'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113037509065803220</id><published>2005-10-26T17:55:00.000-07:00</published><updated>2005-10-26T18:04:50.676-07:00</updated><title type='text'>Depois de algum tempo, você aprende a diferença...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Depois de algum tempo, você aprende a diferença&lt;/strong&gt;, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&lt;strong&gt; aprende a construir &lt;/strong&gt;todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descobre que se levam anos &lt;/strong&gt;para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descobre que as pessoas &lt;/strong&gt;com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprende que heróis são pessoas &lt;/strong&gt;que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprende que maturidade &lt;/strong&gt;tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprende que quando está com raiva &lt;/strong&gt;tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprende que nem sempre &lt;/strong&gt;é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Portanto&lt;/strong&gt;... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!&lt;br /&gt;=====================&lt;br /&gt;Esse texto consta em diversos sites e blogs como se fosse de Shakespeare, mas isso não é comprovado. Vejam a observação abaixo, que pode ser encontrada em http://www.balaiovermelho.blogger.com.br/2004_08_01_archive.html: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente, há um texto atribuído a William Shakespeare intitulado "Aprender" ou "Manual de Sobrevivência" que começa assim: "Depois de algum tempo você ainda é capaz de aprender a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. (...)" Qualquer pessoa que conheça minimamente a obra de Shakespeare vai ver que esse texto não é dele. Todo escritor tem seu estilo, e a linguagem utilizada, as palavras, os valores colocados ali, a forma de se expressar, nada, nada indica qualquer conexão com o imortal autor de Hamlet, Macbeth, Rei Lear e outros monumentos da literatura universal. No entanto, existem mais de 400 sites na Internet que apresentam esse texto com destaque, como se fosse de autoria do dramaturgo inglês."&lt;br /&gt;========================&lt;br /&gt;Contribuições da Ana Maria Lourenço, Laura Martins e Mariliana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113037509065803220?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113037509065803220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113037509065803220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/10/depois-de-algum-tempo-voc-aprende.html' title='Depois de algum tempo, você aprende a diferença...'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-113032888557474153</id><published>2005-10-26T05:12:00.000-07:00</published><updated>2005-10-26T05:14:45.580-07:00</updated><title type='text'>Dicas para escrever bem</title><content type='html'>&lt;strong&gt;· Vc. deve evitar abrev., etc. &lt;br /&gt;· Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero  excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Anule aliterações altamente abusivas. &lt;br /&gt;· "não  esqueça  das  maiúsculas",  como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão , no ipiranga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Evite lugares-comuns, assim como o diabo foge da cruz. &lt;br /&gt;· O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário. &lt;br /&gt;· Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in. &lt;br /&gt;· Chute  o  balde  no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá  ligado? &lt;br /&gt;· Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda. &lt;br /&gt;· Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro. &lt;br /&gt;· Evite  repetir  a  mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Não  abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias". &lt;br /&gt;· Frases incompletas podem causar &lt;br /&gt;· Não  seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes;  isto  é,  basta  mencionar  cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Seja mais ou menos específico. &lt;br /&gt;· Frases com apenas uma palavra? Jamais! &lt;br /&gt;· A voz passiva deve ser evitada. &lt;br /&gt;· Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas. &lt;br /&gt;· Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação. &lt;br /&gt;· Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!" &lt;br /&gt;· Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha. &lt;br /&gt;· Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível! &lt;br /&gt;· Evite  frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia  central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando,  desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria  ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto recebido em um e-mail sem citação do autor)&lt;br /&gt;=============&lt;br /&gt;[Contribuição de Laura Martins, via e-mail.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-113032888557474153?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113032888557474153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/113032888557474153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/10/dicas-para-escrever-bem.html' title='Dicas para escrever bem'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112869402106553255</id><published>2005-10-07T06:37:00.000-07:00</published><updated>2005-10-07T07:09:10.316-07:00</updated><title type='text'>Manifesto Antigerundista -  Ricardo Freire(publicitário)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O uso freqüente de frases como "vou estar mandando um fax" ou "vou estar telefonando em breve" inspirou o publicitário Ricardo Freire a escrever um texto que se propagou pela Internet, em forma de uma corrente de e-mails, para criticar o "gerundismo". Confira a íntegra do "Manifesto Antigerundista" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este artigo foi feito especialmente para que você &lt;em&gt;possa estar recortando&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;estar imprimindo &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;estar fazendo &lt;/em&gt;diversas cópias, para &lt;em&gt;estar deixando &lt;/em&gt;discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga &lt;em&gt;estar falando &lt;/em&gt;sem &lt;em&gt;estar espalhando &lt;/em&gt;essa &lt;strong&gt;praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode também &lt;em&gt;estar passando &lt;/em&gt;por fax, &lt;em&gt;estar mandando &lt;/em&gt;pelo cor-reio ou &lt;em&gt;estar enviando &lt;/em&gt;pela Internet. O importante é &lt;em&gt;estar garantindo &lt;/em&gt;que a pessoa em questão &lt;em&gt;vá estar recebendo &lt;/em&gt;esta mensagem, de modo que ela &lt;em&gt;possa estar lendo &lt;/em&gt;e, quem sabe, consiga até mesmo &lt;em&gt;estar se dando &lt;/em&gt;conta da maneira como tudo o que ela costuma &lt;em&gt;estar falando &lt;/em&gt;deve &lt;em&gt;estar soando&lt;/em&gt; nos ouvidos de quem precisa &lt;em&gt;estar escutando&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinta-se livre para &lt;em&gt;estar fazendo&lt;/em&gt; tantas cópias quantas você &lt;em&gt;vá estar achando&lt;/em&gt; necessárias, de modo a &lt;em&gt;estar atingindo &lt;/em&gt;o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que &lt;em&gt;estar repreendendo &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;estar caçoando&lt;/em&gt;, o objetivo deste movimento é &lt;em&gt;estar fazendo &lt;/em&gt;com que &lt;em&gt;esteja caindo &lt;/em&gt;a ficha das pessoas que costumam &lt;em&gt;estar falando &lt;/em&gt;desse jeito &lt;em&gt;sem estar percebendo&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos que &lt;em&gt;estar nos unindo &lt;/em&gt;para &lt;em&gt;estar mostrando &lt;/em&gt;a nossos interlocutores que, sim!, &lt;em&gt;pode estar existindo &lt;/em&gt;uma maneira de &lt;em&gt;estar aprendendo&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;estar parando &lt;/em&gt;de &lt;em&gt;estar falando &lt;/em&gt;desse jeito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque, caso contrário, todos nós vamos &lt;em&gt;estar sendo obrigados &lt;/em&gt;a &lt;em&gt;estar emigrando&lt;/em&gt; para algum lugar onde não vão &lt;em&gt;estar nos obrigando &lt;/em&gt;a &lt;em&gt;estar ouvindo &lt;/em&gt;frases assim o dia inteirinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente: nossa paciência &lt;em&gt;está estando &lt;/em&gt;a ponto de &lt;em&gt;estar estourando&lt;/em&gt;. O próximo 'Eu &lt;em&gt;vou estar transferindo &lt;/em&gt;a sua ligação' que eu &lt;em&gt;vá estar ouvindo &lt;/em&gt;&lt;em&gt;pode estar provocando &lt;/em&gt;alguma reação violenta da minha parte. Eu não &lt;em&gt;vou estar me responsabilizando &lt;/em&gt;pelos meus atos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas precisam &lt;em&gt;estar entendendo &lt;/em&gt;a maneira como esse vício maldito conseguiu &lt;em&gt;estar entrando &lt;/em&gt;na linguagem do dia-a-dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo &lt;em&gt;começou a estar acontecendo &lt;/em&gt;quando alguém precisou &lt;em&gt;estar traduzindo &lt;/em&gt;manuais de atendimento por telemarketing. Daí a &lt;em&gt;estar pensando&lt;/em&gt; que 'We'll be sending it tomorrow' &lt;em&gt;possa estar tendo &lt;/em&gt;o mesmo significado que 'Nós vamos estar mandando isso amanhã' acabou por &lt;em&gt;estar sendo &lt;/em&gt;só um passo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco a coisa deixou de &lt;em&gt;estar acontecendo &lt;/em&gt;apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para &lt;em&gt;estar ganhando &lt;/em&gt;os escritórios. Todo mundo passou a &lt;em&gt;estar marcando &lt;/em&gt;reuniões, a &lt;em&gt;estar considerando &lt;/em&gt;pedidos e a &lt;em&gt;estar retornando &lt;/em&gt;ligações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravidade da situação só começou a &lt;em&gt;estar se evidenciando &lt;/em&gt;quando o diálogo mais coloquial demonstrou &lt;em&gt;estar sendo invadido &lt;/em&gt;inapelavelmente pelo gerundismo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira pessoa que inventou de &lt;em&gt;estar falando &lt;/em&gt;'Eu vou &lt;em&gt;tá pensando &lt;/em&gt;no seu caso' sem querer acabou por &lt;em&gt;estar escancarando &lt;/em&gt;uma porta para essa infelicidade lingüística &lt;em&gt;estar se instalando &lt;/em&gt;nas ruas e &lt;em&gt;estar entrando&lt;/em&gt; em nossas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você certamente já deve &lt;em&gt;ter estado estando &lt;/em&gt;a &lt;em&gt;estar ouvindo &lt;/em&gt;coisas como 'O que cê &lt;em&gt;vai tá fazendo &lt;/em&gt;domingo?', ou 'Quando que cê vai &lt;em&gt;tá &lt;br /&gt;viajando &lt;/em&gt;pra praia?', ou 'Me espera, que eu &lt;em&gt;vou tá te ligando &lt;/em&gt;assim que eu chegar em casa'.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus! O que a gente pode &lt;em&gt;tá fazendo &lt;/em&gt;pra que as pessoas &lt;em&gt;tejam entendendo &lt;/em&gt;o que esse negócio &lt;em&gt;pode tá provocando &lt;/em&gt;no cérebro das novas gerações? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única solução &lt;em&gt;vai estar sendo &lt;/em&gt;submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram &lt;em&gt;estar sendo &lt;/em&gt; expostos seus coleguinhas contagiosos, como o &lt;em&gt;'a nível de'&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;'enquanto'&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;'pra se ter uma idéia' &lt;/em&gt;e outros menos votados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?" &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;Disponível em: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=artigos/docs/antigerundismo.&lt;br /&gt;Acessado em: 07.out.2005&lt;br /&gt;Contribuição da Rô Maluf, com informações complementares da Ana Maria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112869402106553255?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112869402106553255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112869402106553255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/10/manifesto-antigerundista-ricardo.html' title='Manifesto Antigerundista -  Ricardo Freire(publicitário)'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112808324542187459</id><published>2005-09-30T05:23:00.000-07:00</published><updated>2005-09-30T05:27:25.430-07:00</updated><title type='text'>13 LINHAS PARA VIVER - Gabriel García Marques</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;1. Gosto de você não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;2. Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas, e quem as mereça não te farás chorar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;3. Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que não te ame com todo teu ser.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;4. Um verdadeiro amigo é quem pega tua mão e toca teu coração.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;5. A pior forma de sentir saudade de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca o poderás ter.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;6. Nunca deixes de sorrir, nem quando estejas triste porque nunca sabes quem pode se apaixonar por teu sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;7. Podes ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa você é o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;8. Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;9. Quem sabe Deus queira que conheças muita gente equivocada antes que conheças a pessoa adequada, para que quando finalmente a conheças, saibas estar agradecido.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;10. Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;11. Sempre haverá gente que te machuca, assim que o que tens a fazer é seguir confiando e ser mais cuidadoso em quem confias duas vezes. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;12. Transforme-se em uma pessoa melhor e assegure-se de saber quem és antes de conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;13. Não te esforçes tanto, as melhores coisas acontecem quando menos as esperas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;=============&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://aleatorio.weblogger.terra.com.br/200409_aleatorio_arquivo.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;http://aleatorio.weblogger.terra.com.br/200409_aleatorio_arquivo.htm&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;; capturado em 30.set.2005&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112808324542187459?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112808324542187459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112808324542187459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/09/13-linhas-para-viver-gabriel-garca.html' title='13 LINHAS PARA VIVER - Gabriel García Marques'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112678313502583528</id><published>2005-09-15T04:15:00.000-07:00</published><updated>2005-09-15T04:18:55.033-07:00</updated><title type='text'>Morre lentamente - Pablo Neruda</title><content type='html'>&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;quem não ouve música, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;quem não encontra graça em si mesmo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;uem não se deixa ajudar, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;não se arrisca a vestir uma nova cor &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;ou não conversa com quem não conhece. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente quem evita uma paixão, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoínho de emoções, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;não pergunta sobre um assunto que desconhece &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=====================&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sinpro-pe.org.br/corujinha/page03.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.sinpro-pe.org.br/corujinha/page03.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Acessado em 15.set.2005. Contribuição da amiga Silvânia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112678313502583528?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112678313502583528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112678313502583528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/09/morre-lentamente-pablo-neruda_15.html' title='Morre lentamente - Pablo Neruda'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112523059549977280</id><published>2005-08-28T04:53:00.000-07:00</published><updated>2005-08-28T05:03:15.506-07:00</updated><title type='text'>A DANAÇÃO DE AGOSTO - Affonso Romano de Sant’Anna</title><content type='html'>Agosto, mês da raiva e do desgosto.&lt;br /&gt;Eu cão brasileiro, magro e raivoso&lt;br /&gt;Saio mordendo, como o  povo&lt;br /&gt;– o próprio osso.&lt;br /&gt;Ou será que mordo o  próprio rabo,&lt;br /&gt;Tão  faminto estou e tão danado?&lt;br /&gt;Neste caso, não sou cão, sou cobra&lt;br /&gt;Que  se devora num vicioso círculo&lt;br /&gt;No chão, onde sobra boca               &lt;br /&gt;– e falta pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto, mês da danação&lt;br /&gt;Em que a nação uiva seus medos&lt;br /&gt;Aquartelando emoções.&lt;br /&gt;Aos latidos deste mês&lt;br /&gt;Alguns se desesperam: um presidente&lt;br /&gt;Se matou (ou foi deposto)Outro renunciou&lt;br /&gt;– babando ébrios remorsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, agosto não é mês de Augusto&lt;br /&gt;– imperador de Roma, é mês de angústia&lt;br /&gt;e coma, em que o  César do Sul,&lt;br /&gt;– a águia do Catete&lt;br /&gt;se deixou abater por um corvo&lt;br /&gt;e seus cadetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto, em que o tresloucado Janus&lt;br /&gt;– bifronte criatura –&lt;br /&gt;forçou na moldura o quadro,&lt;br /&gt;meteu os pés pelas mãos&lt;br /&gt;açulando a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem ache terrível abril.&lt;br /&gt;Ouros atravessam novembro&lt;br /&gt;Com  a mão no rosto.&lt;br /&gt;Em agosto, as fúrias desembestam&lt;br /&gt;E fazem delirar o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vacina contra agosto?&lt;br /&gt;Este mês que nos morde a alma e o bolso?&lt;br /&gt;Quem mordeu o primeiro cão?&lt;br /&gt;Foi  o Diabo, foi Judas? Foi Adão?&lt;br /&gt;Quem nos deu a original mordida&lt;br /&gt;Ou beijo   &lt;br /&gt;– maçã do  rosto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a mordida de agosto&lt;br /&gt;Deve-se latir sozinho? Ou em coro&lt;br /&gt;Num desgoverno  de choros?&lt;br /&gt;Que remédio dar à vítima?&lt;br /&gt;Chamar o médico e a polícia?&lt;br /&gt;Há primeiros socorros?&lt;br /&gt;Quanto tempo agüenta o povo a prova&lt;br /&gt;De sensibilidade ao soro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva é típica do cão?&lt;br /&gt;O azar é típico de agosto?&lt;br /&gt;Não. Também morcegos e ratos&lt;br /&gt;Gatos e macacos&lt;br /&gt;São capazes de mordedura,&lt;br /&gt;Mas se a hidrofobia ataca&lt;br /&gt;O cão de guarda&lt;br /&gt;– caímos na ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cão tinhoso não anda aceso,&lt;br /&gt;Embora viva um interno inferno,&lt;br /&gt;Vaga apagado e escuo,&lt;br /&gt;com o rabo baixo&lt;br /&gt;E orelha murcha ao pé do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duro  ser cão de terceiro mundo,&lt;br /&gt;Cão mendigo, virando latas e bancos,&lt;br /&gt;Empestado de dívidas, imundo,&lt;br /&gt;Batendo aflito em estranhas portas&lt;br /&gt;E enxotado pelos fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque agosto,&lt;br /&gt;Há um comício de cães danados&lt;br /&gt;No latido dos jornais.&lt;br /&gt;Porque agosto,&lt;br /&gt;A “raiva paralítica” das praças&lt;br /&gt;E a “raiva furiosa” das massas&lt;br /&gt;Podem engatar em cópulas fatais.&lt;br /&gt;Porque agosto,&lt;br /&gt;Lá vou eu, preso por ser cão,&lt;br /&gt;Preso por não ter pão,&lt;br /&gt;E neste bestiário&lt;br /&gt;Mordo na própria sombra&lt;br /&gt;A sombra do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto,&lt;br /&gt;Cão operário rosno&lt;br /&gt;Pro meu salário,&lt;br /&gt;Que diariamente me come.&lt;br /&gt;Cão patrão&lt;br /&gt;Vou salivando agosto e angústia&lt;br /&gt;Nas cercas do calendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cão político&lt;br /&gt;Discurso louco prá lua,&lt;br /&gt;Lembrando os dias antigos&lt;br /&gt;Em que fui veterinário.&lt;br /&gt;Cão Quixote&lt;br /&gt;Pego lápis e lança,&lt;br /&gt;Subo um caixote de rimas&lt;br /&gt;E num comício de dentes&lt;br /&gt;Mordo o pé do presidente&lt;br /&gt;E ao ministro das finanças&lt;br /&gt;Mordo-lhe a pança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta ensandeceu, está febril,&lt;br /&gt;Pegou o “vírus das ruas”,&lt;br /&gt;Agosto mordeu-lhe o verso&lt;br /&gt;E onde havia poesia&lt;br /&gt;Ladra agora a hidrofobia,&lt;br /&gt;Pois neste agosto de fúrias&lt;br /&gt;Somos todos cães danados&lt;br /&gt;E o Brasil       &lt;br /&gt;– um canil.&lt;br /&gt;=====================&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(do livro POLITICA E PAIXÃO,.Rocco, 1984)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112523059549977280?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112523059549977280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112523059549977280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/danao-de-agosto-affonso-romano-de.html' title='A DANAÇÃO DE AGOSTO - Affonso Romano de Sant’Anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112514462822741111</id><published>2005-08-27T05:08:00.000-07:00</published><updated>2005-08-27T05:10:28.240-07:00</updated><title type='text'>Discussões estéreis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A linguagem articulada é um dos grandes dons que felicitam a humanidade, distinguindo-a no concerto da criação. Mediante a linguagem transmitem-se tesouros de pensamento e cultura, tratando-se de um elemento facilitador do progresso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Importa preservar esse valioso recurso, dando-lhe destinação útil. Assim verifique o modo como você utiliza a palavra. Cuide para que esse dom não se converta em instrumento de suplício para seus semelhantes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É natural e mesmo esperado que você busque compartilhar com o próximo seus ideais e experiências.Encontrando-se convencido do acerto do seu modo de ver e perceber a vida, pode experimentar a tentação de converter os demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para bem evidenciar a correção de seu pensamento, talvez ache necessário empenhar-se em infindáveis discursos e longas discussões. Contudo, com esse proceder, bem cedo se tornará cansativo aos seus amigos e familiares. Uma coisa é trocar idéias com os semelhantes, com humildade e delicadeza, ouvindo e refletindo sobre o que eles têm a dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra, bem diferente e antipática, é tentar impor às consciências alheias a sua forma peculiar de entender o mundo. Constitui sinal de vaidade pensar que apenas você foi brindado com a capacidade de perceber a realidade que o cerca. É razoável pretender que todos os que o rodeiam permanecem nas trevas da ignorância? Já imaginou que talvez eles, com mais brilho do que você, compreendam a vida sob prismas mais profundos e lógicos? Nesse caso, o que os mantém em silêncio não será a humildade? Ou talvez seja a generosidade que os impede de tentar convencê-lo, por perceberem que você ainda não possui condições para acompanhar-lhes o raciocínio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É importante pensar nisso antes de assumir o papel de conversor compulsório dos semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas imaginemos que o seu sistema de pensar e sentir realmente seja o melhor. Isso o autoriza, de algum modo, a forçar as consciências dos outros? Se ainda ontem você não havia entendido a lição que hoje quer ensinar, trata-se de um eloqüente sinal de que tudo no mundo tem o seu momento próprio. É natural que você deseje ver seus amores no melhor caminho, mas violentar o modo de sentir do próximo cria apenas resistência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saber respeitar o nível de entendimento dos outros é sinal de sabedoria e de maturidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Qualquer corrente filosófica, política ou religiosa que não contenha em suas bases o respeito ao ser humano possui grave falha. Entretanto, sendo impróprio a você impor suas idéias, nada o impede de evidenciá-las diariamente pelo exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, viva com a pureza possível de conformidade com os seus ideais. Torne a sua conduta reta o reflexo de seus pensamentos. Sendo sublimados os seus atos, os outros não tardarão a perceber a beleza da teoria que os embasa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se perca, pois, em estéreis discussões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não enfade seus ouvintes com arengas repetitivas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Respeite o livre-arbítrio dos que o cercam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No mundo, é importante dizer o necessário. Mas também é preciso não perder tempo com quem não tem interesse em suas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pense nisso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;==============&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.momento.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.momento.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acessado em 27.ago.2005.&lt;br /&gt;Se você deseja receber outros textos como este, acesse &lt;/span&gt;&lt;a href="http://casa.momento.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://casa.momento.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e cadastre-se.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112514462822741111?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112514462822741111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112514462822741111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/discusses-estreis.html' title='Discussões estéreis'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112471790406231061</id><published>2005-08-22T06:31:00.000-07:00</published><updated>2005-08-22T06:38:24.076-07:00</updated><title type='text'>O diabo vai protestar? - Leandro Konder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entre as obras-primas que Machado de Assis escreveu, há um conto intitulado ''A igreja do Diabo'' que merece uma atenção especial, pois parece que foi escrito diretamente para a realidade do Brasil contemporâneo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No conto, o Diabo procurou Deus para lhe comunicar que desistiu de trabalhar no varejo e decidiu operar no atacado: resolveu fundar uma igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Argumentava: as almas das pessoas são como mantos de veludo com franjas de algodão. E concluía: puxando-as por essa franja, trarei todas para a minha igreja. Desafiador, o Capeta insistia: O céu vai ficar vazio, por causa do preço, que é muito alto. Minha hospedaria barata vai levar uma enorme vantagem na concorrência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escritura contra Escritura, breviário contra breviário, o Demônio se lançou à sua prédica. Reabilitava a gula, a luxúria, a avareza (''é a mãe da economia''). Um crítico, na época, considerou a apologia demoníaca da venalidade um monumento de lógica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Diabo dizia que os seres humanos, tendo direito à propriedade, podem vender tudo que lhes pertence. Você pode vender a sua casa, o seu boi, o seu sapato, o seu chapéu: são coisas que lhe pertencem. São coisas que estão fora do seu corpo. Quando nos defrontamos com a situação criada pelas propriedades que estão dentro de nós, fazem parte do nosso corpo, não podemos deixar de reconhecer que elas são muito mais propriedades nossas do que as virtudes que foram absorvidas e só depois passaram a fazer parte da nossa realidade física, corporal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é absurdo que o ser humano possa vender livremente sua casa, seu boi, seu sapato, mas sofra restrições em sua capacidade de vender sua opinião, seu voto, sua palavra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa característica da ''ética'' do Demônio me parece ser interessantíssima. Voltaremos a ela. Antes, contudo, devo lembrar que a experiência da Igreja do Diabo fez, inicialmente, um sucesso imenso, porém depois o Príncipe das Trevas descobriu que os seres humanos eram bem mais estranhos do que ele pensava. Seus pecadores preferidos (os ''santos'' da sua Igreja) praticavam a caridade secretamente. Cultivavam as antigas virtudes. Muitos avarentos davam esmolas , à noite, nas ruas mal povoadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perplexo, Satanás foi consultar Deus, para tentar entender o que estava acontecendo. E Deus lhe disse: ''Que queres tu, meu pobre Diabo? As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão. Que queres tu? É a eterna contradição humana''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo hoje, aqui, comentar o final do conto. Minha intenção é apenas a de indagar se algum elemento do ideário da Igreja do Diabo sobreviveu em solo brasileiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estudando o comportamento de alguns legisladores, analisando as atitudes assumidas por alguns dos ilustres representantes dos poderes da República - Legislativo, Executivo e Judiciário - tendo a achar que a influência da reflexão e da ação do Capeta é inegável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As denúncias sobre o mensalão, as malas cheias de dinheiro, as mentiras pregadas durante os depoimentos, o juiz que matou um funcionário de supermercado porque o funcionário não lhe permitiu entrar após a hora de fechar o estabelecimento... Tudo isso soa como coisa típica do Demo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Examinando o panorama com maior cuidado, porém, sinto falta de uma virtude diabólica, que Belzebu exibe com muito vigor. Sinto falta de uma franqueza retórica que, se não é completamente ausente, é com certeza bastante escassa entre os nossos delinqüentes ilustres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Diabo, tal como está caracterizado no conto de Machado de Assis, assumia ser efetivamente quem era, confessava sua identidade e se esforçava para desmoralizar as imagens que dele faziam as velhas beatas. Pedia que os homens comparassem tais imagens com sua estampa real: ''Vêde-me gentil e airoso''. Como quase todos os intelectuais, era vaidoso. Contudo, tinha razão para se orgulhar de sua eficiência retórica. Expunha sua doutrina com ''uma voz que reboava nas entranhas do século''. Incutia em seus ouvintes, na turba que o seguia, ''a grandes golpes de eloquência'', os preceitos da sua nova Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse talvez seja o ponto decisivo para nós discutirmos a respeito do grau de continuidade que liga a Igreja do Diabo à vida política brasileira: a qualidade da retórica nos debates atuais é muito medíocre. As deficiências retóricas se agravam na medida em que os falantes, em sua imensa maioria, falam demais. Outro dia, um falante desastrado fez uma citação mal feita, em latim: transformou modus operandi (modo de atuar) em ''MODESS operandi''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas batalhas que vêm sendo travadas pelas autoridades, as armas da eloqüência vêm sendo usadas de maneira bisonha. Em alguns pronunciamentos, as regras da concordância gramatical parecem ter sido abolidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A confusão na linguagem parece corresponder à confusão moral e à confusão política. Há conservadores pregando mudanças drásticas; há revolucionários que só se preocupam com a preservação da ordem, com a governabilidade; há ateus se prosternando diante de todos os altares e há religiosos carregando malas profanas, cheias de dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Parlamento, há pessoas que querem criar tumultos e gritam ''pela ordem!''. Há adversários que se insultam, mas se tratam de ''excelência''. Os comportamentos se tornaram muito bizarros. E não são poucos os observadores que chamam a nossa atenção para a importância do papel que a deterioração da linguagem vem desempenhando nesse processo que o velho Marx chamaria de ''alienação'': os seres humanos não se reconhecem naquilo que estão criando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos, apesar das diferenças, sustentar que atualmente nos defrontamos no Brasil com uma reedição da velha Igreja do Diabo? Ou, com a corrupção da linguagem, já nos encontramos num estágio mais avançado de corrupção do que aquele que se manifesta na completa mercantilização da vida, tal como está descrito no conto de Machado de Assis? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devemos formular nossa avaliação com cuidado. Pode ser que estejamos alcançando um novo patamar. Podemos até chegar a uma situação na qual o Diabo, mestre da retórica, escandalizado com a corrupção da linguagem, venha a entrar na Justiça com uma ação pleiteando que os nossos delinqüentes políticos (são muitos!) não sejam considerados seguidores fiéis dos mandamentos da bem-sucedida instituição por ele fundada, a respeitável instituição chamada Igreja do Diabo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;*Leandro Konder é sociólogo e  escreve mensalmente no JB. &lt;/div&gt;=================&lt;br /&gt;Leia o conto de Machado de Assis em &lt;a href="http://www.vicosa.com.br/lerbr/ma_igrdiabo.html"&gt;http://www.vicosa.com.br/lerbr/ma_igrdiabo.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Jornal do Brasil, ed. de sábado/20.ago.2005 – caderno Idéias. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://jbonline.terra.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acessado em 22.ago.2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112471790406231061?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112471790406231061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112471790406231061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/o-diabo-vai-protestar-leandro-konder.html' title='O diabo vai protestar? - Leandro Konder'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112419127451780176</id><published>2005-08-16T04:16:00.000-07:00</published><updated>2005-08-16T04:21:14.520-07:00</updated><title type='text'>Oração e disposição - Pe. Orlando Ganbi</title><content type='html'>Não basta orar, mecanicamente. É preciso levar em conta que a oração é entrega, é confiança, é disposição de ser útil, de servir com humildade.  Vale a pena meditar na prece do Pe. Ganbi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Senhor, se eu não puder ser o que  desejo, que eu seja o que desejas de mim. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a árvore que dá frutos, que eu seja o arbusto que dá sombra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o rio que inunda a terra, que eu seja a fonte que dá de beber. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser uma estrela no céu, que eu seja uma luz que anima as esperanças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o teto que abriga a todos, que eu seja a porta que se abre a quem bate. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o mar que liga os continentes, que eu seja o porto que recebe a embarcação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o bosque que floresce, que eu seja o pássaro que nele canta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a roseira carregada, que eu seja o perfume de uma flor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a melodia que enleva, que eu seja a inspiração de cada verso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o vento que arrebata, que eu seja a brisa que acaricia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o livro que ensina, que eu seja a palavra que comove.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a seara que promete, que eu seja o trigo que vai ser o pão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o fogo que incendeia, que eu seja o óleo que mantém a chama. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a estrada que conduz, que eu seja o sinal que marca a direção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o rico que tudo pode, que eu seja o pobre que não nega nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo, que eu seja o orvalho que umedece a flor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis, que eu seja o agasalho na casa dos pobres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o sorriso que encanta, que eu seja a impressão que ele deixa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam, que eu seja feliz em ser tudo para todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser toda a bondade do mundo, que eu seja bom como todo o mundo espera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser a eternidade, que eu seja o tempo em que Tu nos falas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se eu não puder ser o amor que tudo começa, que eu seja o amor que faz chegar ao fim!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;===============&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.momento.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.momento.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acesso: 16.ago.2005.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112419127451780176?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112419127451780176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112419127451780176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/orao-e-disposio-pe-orlando-ganbi.html' title='Oração e disposição - Pe. Orlando Ganbi'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112413060021146725</id><published>2005-08-15T11:26:00.000-07:00</published><updated>2005-08-16T04:16:12.910-07:00</updated><title type='text'>Aprendi... - [autor desconhecido]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Aprendi...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;... Que não posso exigir o amor de ninguém, mas posso dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos; depois disso, preciso saber do que estou falando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que perdoar exige muita prática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e tenho que me acostumar com isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que não é o bastante ser perdoado pelos outros; eu preciso me perdoar primeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... Que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112413060021146725?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112413060021146725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112413060021146725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/aprendi-autor-desconhecido.html' title='Aprendi... - [autor desconhecido]'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112377158055287106</id><published>2005-08-11T07:42:00.000-07:00</published><updated>2005-08-11T07:46:20.573-07:00</updated><title type='text'>Elegância - Edna Maria Pereira Vargas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;É uma elegância desobrigada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E, quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante, você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza... Atitudes gentis, falam mais que mil imagens...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Abrir a porta para alguém...é muito elegante ... Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda...é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Educação enferruja por falta de uso.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;E, detalhe: não é frescura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;===========&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.parakletos.org.br/modules.php?op=modload&amp;name=News&amp;amp;file=article&amp;sid=382"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.parakletos.org.br/modules.php?op=modload&amp;amp;name=News&amp;file=article&amp;amp;sid=382&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Acessado em: 11.ago.2005.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Contribuição de Silvania Rodrigues.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112377158055287106?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112377158055287106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112377158055287106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/elegncia-edna-maria-pereira-vargas.html' title='Elegância - Edna Maria Pereira Vargas'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112350148467216368</id><published>2005-08-08T03:55:00.000-07:00</published><updated>2005-08-10T17:22:48.763-07:00</updated><title type='text'>A Repúblicado rabo preso  - Lya Luft</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;A advertência de Lia Luft, abaixo, vem bem a propósito - tome cuidado com a língua, ou morra pela boca...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Algumas palavrinhas que vêm à lembrança, ao acompanharmos o noticiário:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Boquirroto&lt;/strong&gt; = que é incapaz de guardar informação confidencial; falador. [Então o funcionário do correio deixou escapar uma "informação confidencial"!!! Ora, &lt;strong&gt;informação&lt;/strong&gt; é sempre &lt;strong&gt;informação&lt;/strong&gt;...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Bufão&lt;/strong&gt; = quem faz rir por falar ou agir de forma cômica ou inconveniente; quem tem costume de contar vantagem, de se vangloriar. [Que o bufão dos palanques é &lt;em&gt;cômico&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;inconveniente&lt;/em&gt;, não há quem duvide, mas que faz rir?! Poupem-nos, por favor... temos comediantes melhores! Quanto a contar vantagem e se vangloriar, desde a origem humilde até o "vão ter que me engolir", é só o que sabe fazer, pelo visto].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Falastrão&lt;/strong&gt; = quem fala demais e comete indiscrições. [Graças a alguns falastrões, a lama que existia aflorou mais claramente. Mas, graças a outros, parece que não vai dar em nada - falam demais e resolvem nada...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Trapalhão&lt;/strong&gt; = quem faz trapalhadas, quem se atrapalha, desajeitado. [Seria ótimo se os boquirrotos, bufões e falastrões apenas &lt;strong&gt;se&lt;/strong&gt; atrapalhassem. A droga é que se dão mal (será?!) e &lt;strong&gt;nos&lt;/strong&gt; atrapalham (isso é certo!)].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Atrapalhador =&lt;/strong&gt; aquele que &lt;strong&gt;atrapalha =&lt;/strong&gt; confunde, perturba, embaraça. [E andam fazendo outra coisa?!].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Não existe a palavra &lt;strong&gt;atrapalhão &lt;/strong&gt;(não a encontrei no Aurélio e no Caldas Aulete, onde as anteriores podem ser conferidas). Proponho a criação deste neologismo, para designar a cambada que &lt;strong&gt;se &lt;/strong&gt;atrapalha e &lt;strong&gt;nos&lt;/strong&gt; ferra juntos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Fiquem agora com a Lia Luft, muito mais agradável e competente que este escrivinhador:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;"Senhores, andamos falando demais, e mal. Usamos frivolamente termos perigosos e abusamos das palavras de respeito. Exageramos nos clichês e nos rótulos, geralmente burros e pobres, embora às vezes necessários – como tantas coisas pobres e burras que é preciso suportar neste mundo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Usar o termo "elites" requer muito cuidado. É temerário empregá-lo como se falássemos de uma entidade abstrata, bicho-papão para assustar – não criancinhas, mas os tolos. Usamos a palavra sem sequer a definir direito. O conceito "elite" significa "o melhor, os melhores", o que não envolve necessariamente dinheiro nem sede de poder, muito menos arrogância, mas decência, por exemplo. Honradez, pudor e consciência, por exemplo. Boa educação e cortesia também, não vamos esquecer. Nada disso é privilégio de ricos e poderosos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que deve nos assustar é o predomínio de um tipo de ralé: a da hipocrisia, da ambição e do cinismo, que passa por cima do cadáver – não da mãe, mas do povo e da pátria. Nós, a gente brasileira, não somos mais tão bobos assim. Um populismo tardio e a velha demagogia barata ainda tentam seduzir o povo, fingindo que o protegem para melhor o explorar. Porém, acho que falas delirantes, acusações falsas e auto-elogios pueris enganarão cada vez menos os mais pobres e menos cultos, que merecem algo bem melhor. Talvez ainda os contaminem alguns conceitos superados, fazendo-os pensar que estão sendo ajudados, quando apenas os manipulam. Mas esta crise deve nos tornar mais lúcidos. Esperemos que sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paira no ar uma – espero que passageira – sensação de que tudo poderá se resolver nos velhos moldes do grande PIP, o Partido do Interesse Próprio. Fala-se em tentar estabelecer pactos dos quais nós, comuns mortais, em outros tempos nada saberíamos. Mas hoje em dia, com políticos honrados, jornalistas íntegros e pessoas conhecidas ou anônimas avisando, ninguém mais vai poder dizer "Eu não sabia". Por isso tenho esperança de que os atuais boatos de acordos e arranjos para que todo mundo se acomode e continue se locupletando em paz sejam apenas boatos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cautela, senhores: não se pode enganar muita gente por longo tempo com tamanha desfaçatez. Somos um país pouco desenvolvido, com muita gente ainda desinformada e por isso facilmente manobrada, mas somos um povo honrado. E os honrados podem se manifestar e agir, na indignação da integridade – privilégio de poucos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Blindar" um tumor não ajuda na cura do corpo, ao contrário: é preciso refletir bem nisso. Que a dolorosa crise propicie uma grande mudança, servindo para crescimento e esclarecimento, novas tomadas de posição, e um recomeço positivo. Depende de cada um de nós. E, à medida que os crimes forem comprovados, que sejam varridos os elementos maus de todos os partidos, e eliminados de seus cargos os corruptos, os incompetentes e os omissos – que são seus cúmplices. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caso o que deveria ser rigorosíssima investigação de dinheiros mal ganhos e mal aplicados (portanto de corrupção) acabe numa ciranda geral, em que os enganadores dançam segurando o rabo do vizinho, senhores, afundaremos todos juntos num mar morno e de odor suspeito. De lá não se retorna fácil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a verdade não for perseguida e as conseqüências honestamente tiradas, vamos naufragar, sim: cúmplices do cinismo que vai recobrir esta boa terra – enquanto o povo trabalha com salários indecentes mas paga impostos, acredita em promessas mas morre nas filas, e nossos jovens deixam um país que não lhes dá estímulo, para eventualmente morrer de forma miserável em terra estrangeira. Não é hora de falar de esquerda, direita, centro, elite ou povão, termos caducos e mofados. Falemos da grande faxina moral, judicial e institucional que deve estar começando, sem a qual seremos meros sobreviventes. Todos nós, os enganados e os enganadores, seremos os humilhados habitantes da República dos Rabos Presos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se isso acontecer, condolências, senhores.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;==========&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Revista Veja, ed. 1.917 - de 10.ag0.2005. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/100805/ponto_de_vista.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://veja.abril.com.br/100805/ponto_de_vista.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acessado em 08.ago.2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112350148467216368?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112350148467216368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112350148467216368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/repblicado-rabo-preso-lya-luft.html' title='A Repúblicado rabo preso  - Lya Luft'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112317947025652286</id><published>2005-08-04T11:14:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T11:17:50.266-07:00</updated><title type='text'>Sua auto-estima, como anda? - Márcia Helena Oliveira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Auto-estima baixa, parente próxima da insegurança e do medo do desconhecido, leva a pessoa a uma vida de automatismos e insatisfação. Sua dinâmica psíquica vai retirando o investimento libidinal dos objetos externos, concentrando-o em suas dificuldades. Presa nesta teia de acusações e queixas, vai deixando que a vida a leve. Pode parecer incrível, mas se acomoda nesta situação. Para suportar sua grande insatisfação, estará sempre responsabilizando os pais, irmãos, mulher/marido, namorada/o, colegas, chefes ou qualquer um que cruzar o seu caminho, por não conseguir realizar seus sonhos/metas. Sua posição é de vítima deste outro que, ela tem certeza, não a entende e nem faz o mínimo esforço para compreendê-la. No entanto, não se dispõe a lutar para mudar a situação ou, se for o caso, cortar o laço que a sufoca. Como abrir mão do que lhe faz tão mal, mas, ao mesmo tempo, fornece material para justificar suas queixas e reforçar sua posição de vítima? Como afastar o que pode ser responsabilizado pelo seu sofrimento? Fazer isto significaria uma tomada de posição e muito trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Mesmo sofrendo por estar vivendo uma vida pautada pela subserviência, ausência de trocas revitalizadoras, pobreza de afetos e quase nenhum investimento em seus projetos pessoais e profissionais, insiste em manter-se nessa situação desestimulante e repetitiva, inconscientemente fecha todas as saídas e se alguém, ao ouvir pela enésima vez suas queixas, a questiona acerca de uma possível mudança, responderá que já tentou de tudo, que este é seu destino e que agora é tarde demais. Bem sabe (mas não quer saber), que esta é uma maneira de não lutar, de viver à sombra do outro e se deixar manipular por seus fantasmas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Felizmente, para muitos, chega uma hora em que este lugar de submissão ao desejo do outro se torna insuportável e, de mansinho, deixa que o seu desejo se apresente. No início, muito timidamente, mas aos poucos vai tomando corpo e se fortalecendo. Perguntas que exigem respostas mais verdadeiras vão se formando em sua cabeça. Questiona-se sobre o que está acontecendo em sua vida, porque fez esta e não aquela escolha o por que não luta pela realização dos seus sonhos. Neste ponto já começa a ver que tem responsabilidades no caminho que, passivamente, deixou traçassem para si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;No enfrentamento das dificuldades, em busca de uma vida mais feliz, há uma receita simples e eficaz e que, por desvendar as tramas e os equívocos em que nos enredamos, é sempre temido e odiado: o diálogo. Uma boa conversa, que exige calma, honestidade e espíritos desarmados, traz efeitos reveladores e inesperados. Pode-se observar, por exemplo, que aquele a quem se acusa de, deliberadamente lhe causar mal, sequer tinha noção do efeito de suas atitudes ou palavras. Muitas vezes a situação chegou a tal ponto de desgaste que o diálogo se torna quase impossível. O que não se pode é, em nome da dificuldade, deixar de esgotar todas as possibilidades que visem um possível entendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Mudanças são muito bem vindas, se fruto de um processo de amadurecimento. Primeiro é preciso saber o que se quer mudar, quem estará envolvido, pesar os prós e os contras. Depois avaliar a capacidade de sair da situação de suposta proteção (na verdade de assujeitamento) em que se encontra. Se a decisão envolve uma separação ou mudança de projetos, preparar-se para as perdas, os sustos e a solidão que toda tomada de decisão traz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Sair da sombra do outro (da posição de queixa) e assumir que tem luz própria para iluminar seu caminho é desabrochar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Assumir a responsabilidade pela sua própria vida não é luta fácil de se ganhar, pois acarreta muitos ônus, mas, felizmente, também, muitos bônus, especialmente um grande aumento da auto-estima, refletida na alegria de viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;===============&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Márcia Helena Oliveira é psicóloga clínica. Contatos: f. 3332.4945 – E-Mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:marciahelena2154@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;marciahelena2154@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.   &lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Jornal Carpe Diem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112317947025652286?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112317947025652286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112317947025652286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/sua-auto-estima-como-anda-mrcia-helena.html' title='Sua auto-estima, como anda? - Márcia Helena Oliveira'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112316425065826240</id><published>2005-08-04T06:58:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T07:04:10.670-07:00</updated><title type='text'>Os que atrapalham - Antônio C. A. Maximiano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Você consegue identificar alguns dos tipos abaixo, entre as pessoas de sua relação e, nestes dias bicudos, entre nossos políticos? Fica aí o desafio...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;"Entre as grandes dificuldades do trabalho de grupo e da convivência humana de forma geral, estão alguns personagens especiais. São aquelas pessoas que não sabem, não conseguem o não querem fazer o mínimo esforço para participar produtivamente de um grupo de trabalho. (...) Apresentamos alguns desses tipos. Cuidado com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O idiota&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para os gregos antigos, idiota era aquele que só pensava em si próprio e não se importava com a coletividade. Como eles davam um valor muito alto ao comportamento socialmente responsável, os gregos execravam os idiotas. Como passar do tempo, apalavra perde seu sentido original e ficamos sem poder designar de modo adequado o comportamento daqueles que só pensam em si e não se importam com seus colegas ou vizinhos, apesar de ser fácil reconhecê-los.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trânsito e a política são dois territórios onde os idiotas proliferam. Pode-se reconhecer facilmente um idiota ao volante: ele é incapaz de respeitar um farol vermelho, de colocar o carro entre as duas faixas que sinalizam uma vaga ou de esperar um pedestre. Um político idiota tem a preocupação essencial de nomear seus apadrinhados e se reeleger, jamais de facilitar o trabalho do governo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O idiota julga-se sozinho no mundo e nunca se preocupa com os efeitos de sua conduta. Ele põe os pés na parece e joga lixo no chão. Ele nunca se dispõe a colaborar e nunca assume uma posição clara, mas, se os outros cometem algum deslize, ele é o primeiro a criticar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um idiota num grupo causa um problema considerável. Num grupo onde só existem idiotas, todos se julgam espertos e passam o tempo todo dando pernadas uns nos outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O chato&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os chatos são idiotas que gostam de falar incessantemente, em geral de si próprios ou de assuntos que os interessam. O chato fala em voz alta, em lugares públicos, de maneira a evidenciar sua enciclopédica erudição ou  a profundidade de seu raciocínio a respeito dos grandes problemas que ameaçam a galáxia. Ele monopoliza o tempo do grupo e sempre se manifesta quando a palavra é deixada livre. Não adianta dar um limite de tempo para o chato falar. Ele sempre vai usar um múltiplo desse limite. Para encontrar um chato, peça comentários: infalivelmente, ele terá um discurso escrito, “que faço questão de ler para que os companheiros conheçam o meu posicionamento, ou o de meu grupo”. Não pergunte a um chato o que anda acontecendo. Você se arrisca a ouvir uma dissertação sobre as últimas novidades dos assuntos nos quais ele é especialista, com direito a bibliografia e possivelmente autobiografia, começando com “Eu vi esse assunto pela primeira vez há quinze anos, quando morei nos Estados Unidos para fazer meu mestrado...” Coragem, a conversa vai longe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O intransigente&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O intransigente acha que todo mundo tem que pensar e agir segundo seus padrões. Como os outros teimam em ser e pensar de maneira diferente, ele se coloca na posição de quem é o único que tem razão enquanto o resto da humanidade está errado. Ele tem extrema dificuldade para aceitar os pontos de vista alheios e para rever seus próprios conceitos. Uma vez que se apegue a um ponto de vista, o intransigente não consegue mais deixá-lo. O intransigente é uma das grandes dificuldades para o trabalho de grupo, assim como os demais colegas seus desta galeria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O ditador&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O ditador é uma combinação de idiota, intransigente e chato, com a agravante de que lhe deram autoridade, ou ele, o que é mais provável, a usurpou. O ditador acha que todo mundo é obrigado a concordar com ele. Ele tem opiniões sobre como os demais devem se comportar e meios de obrigá-los a fazer isso. Uma das características dos ditadores é julgar que os outros não têm o direito de errar, isto é, de agir de maneira diferente da que ele acha correta. Volta e meia, o ditador convoca uma reunião para expor (e impor) seus pontos de vista. Os ditadores detestam ser criticados e por isso têm grande simpatia pela censura. Os demais membros do grupo ou concordam com ele ou estão proibidos de se manifestar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O bebê chorão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O bebê chorão é um idiota que sofre de autocompaixão e acha que os demais membros do grupo devem levá-lo no colo. Para o bebê chorão, nada nunca está bom. Ele é uma vítima que sempre tem um motivo ou algo de que se queixar: o chefe, os colegas, os subordinados, a empresa, o cliente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;─ Como é que eu posso trabalhar direito se não tenho apoio da administração? Se não definem minhas atribuições? Se não me dão os recursos de que preciso? Se não me dão a importância que eu mereço? Nesta organização, ninguém cumpre suas responsabilidades. É por isso que nada funciona aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O bebê chorão pode tornar-se muito chato, quando elabora um projeto de salvação nacional que faz questão de apresentar para os outros, que não querem ouvi-lo, é claro, porque não alcançam a profundidade de suas formulações. O bebê chorão tem uma incrível dificuldade para reconhecer suas próprias deficiências e uma grande facilidade para atribuí-las aos outros, que são incompreensíveis e não têm pena dele, coitadinho, um gênio que está à frente de seu tempo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;=================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; MAXIMIANO, Antônio C. A. &lt;em&gt;Gerência de Trabalho de Equipe&lt;/em&gt;. São Paulo: Ed. Pioneira, 1993, p. 30/2. Trecho do cap. IV – O senado é uma fera maligna. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112316425065826240?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112316425065826240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112316425065826240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/08/os-que-atrapalham-antnio-c-maximiano.html' title='Os que atrapalham - Antônio C. A. Maximiano'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112277371480834319</id><published>2005-07-30T18:33:00.000-07:00</published><updated>2005-07-30T18:35:15.703-07:00</updated><title type='text'>Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti</title><content type='html'>&lt;span style="color:#006600;"&gt;Eu sei que a gente se acostuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Mas não devia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A gente se acostuma para poupar a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acesso: 30.jul.2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112277371480834319?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112277371480834319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112277371480834319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/eu-sei-mas-no-devia-marina-colasanti.html' title='Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112274901811552815</id><published>2005-07-30T11:41:00.000-07:00</published><updated>2005-07-30T11:43:38.120-07:00</updated><title type='text'>Crônica &amp; corrupção - Affonso Romano de Sant'anna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque estou deixando de escrever neste jornal, depois de 17 anos de colaboração semanal, resolvi reler muitas das crônicas publicadas. E dei-me conta de que várias são sobre corrupção. Numa delas, de 1988, no governo Sarney, está escrito: “Há dias Dom Luciano Mendes levou ao presidente uma denúncia de que havia corrupção demais no seu governo. Que a corrupção era tanta que estava superando a do tempo da ditadura. O presidente deu vários socos na mesa e afirmou: ‘Meu governo não é corrupto. Não sou conivente’”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o governo Collor com o PC, e as crônicas e a corrupção continuaram. A corrupção continuou crônica também no governo Fernando Henrique. Na alegoria “O rei que amava a limpeza”, eu dizia: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Um dia o rei encontrou na sala de seu principal auxiliar um monte de esterco. Pensou: ‘Esse meu secretário é fantástico, há tanto tempo comigo, não sabia que conseguia converter fezes em ouro’. E sem tapar o nariz, cumprimentou-o satisfeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como, no entanto, continuassem as reclamações de que o mau cheiro se alastrava, por ordem superior foi determinado que se jogassem perfumes, que se distribuíssem frascos de bom cheiro para os que reclamavam”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa outra crônica, historiei a corrupção em outros países, e noutra, há quase vinte anos, dizia assim: “Resolvi dedicar-me à corrupção. Mas não me entendam mal. Resolvi ir fundo nessa questão, estudá-la minuciosamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As motivações são óbvias: só se fala disto nos jornais. Então, como um cidadão qualquer, me indaguei se este seria um triste privilégio de nossa geração. Me indaguei se isto seria natural também na democracia. Me indaguei se seria uma tara exclusivamente nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comecei por onde deveria. Não apenas por tudo isto que está sendo publicado a respeito na imprensa, mas pela etimologia da palavra “corrupção”. É um vício profissional achar que a raiz do entendimento deve começar com a raiz da própria palavra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os dicionários então informam que além da conotação ética existe um sentido físico. O latim “corruptione” indica a noção de “putrefação” e “decomposição”. Quer dizer: um corpo ou um sistema em estado de corrupção revela seu apodrecimento (moral e físico). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais. No interior dessa palavra está o sentido de “romper” e “quebrar”, no radical “rup”. O “corrupto” então é aquele elo fraco do tecido moral e social. É nele que se “rompe” e se “quebra” a linha de continuidade ética. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os dicionários em português tratam pobremente o assunto. Os de língua inglesa, com mais precisão, oferecem mais de uma dúzia de variação do sentido do termo. Os de língua francesa são sempre mais líricos. Me revelam, por exemplo, que “as cerejas e os morangos se corrompem rapidamente”. E como o termo tem um sentido político, acrescentam: “A lei pune toda tentativa de corrupção do funcionário”. Percebo que estou realmente lendo um dicionário sobre costumes sociais em outro país. Um país que foi capaz de fazer essa frase exemplar: “Robespierre foi chamado de incorruptível”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar por todas as línguas possíveis, dou falta do grego. Consulto meu oráculo na área. Já que a etimologia dessa palavra é sempre de origem latina, surge a indagação: será que na Grécia não havia corrupção? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Informam-me que sim. E que há um texto de Demóstenes em que fala de “sépsis”, equivalente à corrupção nas demais culturas. O contrário desse termo estaria, por exemplo, em “asséptico” — o sujeito limpo, não contaminado de impureza e putrefações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas isto não basta. É um bom princípio, mas o termo me parece podre de rico, mais do que me sugere a asséptica etimologia. Ataco então as enciclopédias ao alcance da mão. Na “Mirador” não encontro nada. Vejo lá o termo “corrosão”, que poderia ter alguma coisa com o que procuro. Poderia fazer uma aproximação metafórica, porque lá se fala de “formas de corrosão”, “taxas de corrosão”, “agentes de corrosão”, “mecanismos de corrosão”, e a rigor a corrupção ou corrução, como querem alguns puristas, também tem “formas”, “taxas”, “agentes”, e “mecanismos”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caio necessariamente na “Britânica”. E não é que lá tem um longo verbete sobre “Práticas corruptas”? Diz logo de saída que este é um termo amplo para suborno e influências indébitas, mas se refere sobretudo à questão do dinheiro no processo político. E diz que foi a partir do século XIX que países como a Inglaterra e Estados Unidos começaram a lidar com este assunto mais corajosamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acabei de pesquisar também em todos os livros de frases e citações célebres, mas pouca coisa encontro. É verdade que “Provérbios e frases proverbiais do século XVI”, de Freitas Casanova, tem umas sentenças saborosas como essa: “A cabra safrosa corrompe todo o curral”. O autor achou isto no livro de João de Barros — “Espelho de casados”. Não sei exatamente o que é uma “cabra safrosa”, mas imagino. Há outras frases sugestivas para o atual momento em que vivemos: “Um mestre de más artes basta para corromper um povo”. Ou esta: “Corrupto governo é usar primeiro do formoso que do necessário”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saio em demanda de mais informações. Chego à biblioteca da universidade. Será que existe uma espécie de “História universal da infâmia”, de Borges, mas sobre a corrupção? Será que assim como existe aquela apaixonante história — “Os seis mil anos do pão”, algo existiria que nos relatasse seis mil anos de corrupção? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E para minha perplexidade o fichário de livros sobre corrupção é farto. Dezenas e dezenas de livros. O primeiro com o qual dou de cara é: “IBAD: sigla da corrupção”, de Elói Dutra. Ali está narrado como a corrupção se instalou na política para se dar o golpe de 1964 que, paradoxalmente, dizia combater a corrupção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Peço vários livros para me ilustrar. Seus títulos são sugestivos.“O roubo é livre” de Francisco Oliveira, “Sociologia da corrupção” de Celso Barroso Leite, “Enriquecimento ilícito no exercício de cargos públicos” de Bilac Pinto e, sobretudo, um deles me fascina e o quero ler vorazmente: “Os honrados corruptos” de Walter Goodman. Peço-o à funcionária. Ela o procura, mas me informa desalentada: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Lamento informar que esse livro sobre o roubo foi roubado”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Jornal O Globo – caderno Prasa &amp; Verso – ed. de 30.jul.2005. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/affonso.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/affonso.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acesso: 30.jul.2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112274901811552815?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112274901811552815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112274901811552815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/crnica-corrupo-affonso-romano-de.html' title='Crônica &amp; corrupção - Affonso Romano de Sant&apos;anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112274888456478610</id><published>2005-07-30T11:38:00.000-07:00</published><updated>2005-07-30T11:41:24.573-07:00</updated><title type='text'>Sola Pizza - © Mario Persona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Geraldo me aguardava no aeroporto no Rio. Falante, seria o motorista a me acompanhar a Cabo Frio para um negócio. Arrumado, colarinho branco e gravata, Geraldo podia ser confundido com um executivo ou deputado. No carro foi logo apresentando suas credenciais de malandro. Sabe como é, o típico malandrus brasiliensis. Nem ladrão, nem facínora, apenas malandro, como todo brasileiro se gaba de ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conversado, sotaque carioca, Geraldo fez a viagem parecer breve e leve com suas histórias de jeitinhos, subornos e embromações. A típica biografia não-autorizada do típico brasileiro não-autorizado. No vocabulário, Geraldo se expressava bem politicamente, sem o obrigatório adjetivo "correto" para a palavra parecer verossímil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Cabo Frio, convidei Geraldo para almoçar comigo um belo peixe num restaurante avarandado. Não quis. Disse que, não estava com fome, que comeria um salgado num boteco qualquer, que era assim que fazia. Desconfiei. Na mesa tinha linguado com alcaparras. Na desculpa tinha truta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já que a malandragem é unha e carne com a corrupção, vestir a primeira como a camisa listrada do patrimônio cultural de nosso povo inclui levar a segunda na cueca. É claro que malandragem tem em todo lugar, mas ninguém consegue cantá-la com a ginga nacional. Nem de perto. Porque exige jogo de cintura - dengo para requebrar princípios e sapatear convenções. Aqui honestidade acaba em samba-enredo e ética em carro alegórico. Sério! Sério?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí o brasileiro médio - e também o brasileiro grande e o pequeno – vai trabalhar numa empresa de grife e é amestrado em coisas como visão, missão, valores, crenças, atitude... A princípio fica contente, porque foi isso que aprendeu da mãe que carregava o lar nas costas enquanto o pai bebia o bar, ou da professorinha que lecionava mais por missão do que por remuneração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até que um belo dia o chefe pede para lançar algo no caixa dois, levar o cliente ao bordel, conluiar o loteamento da licitação. É aí que dá "tilt" na cabeça do sujeito que descobre que em tudo – governos e empresas - há dois pesos, duas medidas e duas bocas. Quem não leva mala é mala. É a maneira fácil, a porta larga, o caminho espaçoso que ninguém se importa para onde conduz. Em casa liga a TV e o presidente diz: "É o que é feito no Brasil sistematicamente". Naturalmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, corrupção é o caminho natural das coisas. Tudo se corrompe, naturalmente. A carne sem sal amanhã é carniça. Esqueça a banana na fruteira e vai virar lixo. Corrupção é o destino natural e fácil de tudo, a menos que haja uma intervenção ativa. Corrupção é um processo passivo. Ser diferente é ser ativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Jesus chamou seus discípulos de sal do mundo o sentido era do sabor, mas também da conservação da integridade. O sal evita que a carne se deteriore. Mas até Suas palavras foram corrompidas na boca dos homens. Alguém definiu o cristianismo divino como a neve pura do céu e a cristandade humana como a lama em que se transforma a neve quando pisada na terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa época quando as estrelas caem - quando os poderes governantes se corrompem - o que resta de Norte para a bússola humana senão Deus? Quando a responsabilidade coletiva se enlameia, o que fazer da responsabilidade pessoal? Preservá-la, mesmo porque a prestação de contas é individual. Salgá-la, para que não se corrompa.  Temperá-la, para que outros vejam que honestidade tem mais sabor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Provérbios diz que "suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas" (Provérbios 20:17). Eu estava para ver o quanto isso tem de verdade na viagem de volta de Cabo Frio. Descobri que enquanto eu almoçava o linguado, Geraldo tramava uma truta que acabaria virando traíra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-  Nem almoçou, Geraldo? - perguntei, no carro na viagem de volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-  Que nada, fiz melhor. Comi uma fatia de pizza num boteco e peguei uma nota de refeição bem maior. A empresa reembolsa e saio ganhando. - riu ele da própria esperteza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-  Posso ver a nota? - pedi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A letra trêmula dizia "Despeza de refeissão", seguida do valor. No alto da nota fiscal, a razão social e descrição da empresa: "Sapataria do Aníbal - Meia-sola, Salto e Consertos em Geral".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-  Estava dura a pizza? - perguntei, rindo e apontando para o detalhe que Geraldo não tinha percebido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A viagem de volta foi tranqüila e silenciosa. Apenas ocasionalmente Geraldo abria a boca para xingar o dono do boteco clandestino, cuja nota fiscal jamais se atreveria a apresentar para reembolso.&lt;/div&gt;---&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mario Persona &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mariopersona.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.mariopersona.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; é palestrante, consultor e autor de Marketing Tutti-Frutti e Marketing de Gente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112274888456478610?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112274888456478610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112274888456478610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/sola-pizza-mario-persona.html' title='Sola Pizza - © Mario Persona'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112229656076638012</id><published>2005-07-25T05:52:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T06:24:11.550-07:00</updated><title type='text'>SOBRE A ATUAL VERGONHA DE SER BRASILEIRO - Affonso Romano de Sant'Anna</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;(Projeto de Constituição atribuido a Capistrano de Abreu:&lt;br /&gt;- Art. 1º.: Todo brasileiro deve ter vergonha na cara&lt;br /&gt;- Parágrafo único: Revogam-se as disposições em contrário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vergonha, Meu Deus! ser brasileiro&lt;br /&gt;e estar crucificado num cruzeiro&lt;br /&gt;erguido num monte de corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes nos matavam de porrada e choque&lt;br /&gt;nas celas da subversão. Agora&lt;br /&gt;nos matam de vergonha e fome&lt;br /&gt;exibindo estatísticas na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão zombando de mim. Não acredito.&lt;br /&gt;Debocham a viva voz e por escrito.&lt;br /&gt;é abrir jornal, lá vem desgosto.&lt;br /&gt;Cada notícia&lt;br /&gt;- É um vídeo-tapa no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez é mais difícil ser brasileiro.&lt;br /&gt;Cada vez é mais difícil ser cavalo&lt;br /&gt;desse Exu perverso&lt;br /&gt;- nesse desgovernado terreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi tamanho abuso.&lt;br /&gt;Estou confuso, obtuso,&lt;br /&gt;com a razão em parafuso:&lt;br /&gt;a honestidade saiu de moda,&lt;br /&gt;a honra caiu de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De hora em hora&lt;br /&gt;a coisa piora:&lt;br /&gt;arruinado o passado,&lt;br /&gt;comprometido o presente,&lt;br /&gt;vai-se o futuro à penhora.&lt;br /&gt;Me lembra antiga história&lt;br /&gt;daquele índio Atahualpa&lt;br /&gt;ante Pizarro - o invasor,&lt;br /&gt;enchendo de ouro a balança&lt;br /&gt;com a ilusão de o seduzir&lt;br /&gt;e conquistar seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um país esquisito:&lt;br /&gt;onde o ministro se demite&lt;br /&gt;negando a demissão&lt;br /&gt;e os discursos são inflados&lt;br /&gt;pelos ventos da inflação.&lt;br /&gt;Valei-nos Santo Cabral&lt;br /&gt;nessa avessa calmaria&lt;br /&gt;em forma de recessão&lt;br /&gt;e na temporada da fome&lt;br /&gt;ensinai-me&lt;br /&gt;- a navegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o país do diz e do desdiz,&lt;br /&gt;onde o dito é desmentido&lt;br /&gt;no mesmo instante em que é dito.&lt;br /&gt;Não há lingüista e erudito&lt;br /&gt;que apure o sentido inscrito&lt;br /&gt;nesse discurso invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui&lt;br /&gt;o dito é o não dito&lt;br /&gt;e já ninguém pergunta&lt;br /&gt;se será o Benedito&lt;br /&gt;o discurso se trunca:&lt;br /&gt;o sim, é não,&lt;br /&gt;o não, talvez,&lt;br /&gt;o talvez&lt;br /&gt;- nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o sinal dos tempos;&lt;br /&gt;este é o país produtor&lt;br /&gt;que tanto mais produz&lt;br /&gt;tanto mais é devedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país exportador&lt;br /&gt;que quanto mais exporta&lt;br /&gt;mais importante se torna&lt;br /&gt;como país&lt;br /&gt;- mau pagador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, há quem julgue&lt;br /&gt;que somos um bloco alegre&lt;br /&gt;do "Comigo Ninguém Pode",&lt;br /&gt;quando somos um país de cornos mansos&lt;br /&gt;cuja história vai dar bode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar bode, já que nunca deu bolo,&lt;br /&gt;tão prometido pros pobres&lt;br /&gt;em meio às festas e alarde,&lt;br /&gt;onde quem partiu, repartiu,&lt;br /&gt;ficou com a maior parte&lt;br /&gt;deixando pobre o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma situação&lt;br /&gt;totalmente pervertida:&lt;br /&gt;- uma nação que é rica&lt;br /&gt;conseguir ficar falida,&lt;br /&gt;- o ouro brota em nosso peito,&lt;br /&gt;mas mendigamos com a mão,&lt;br /&gt;- uma nação encarcerada&lt;br /&gt;doa a chave ao carcereiro&lt;br /&gt;para ficar na prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada povo tem o governo que merece?&lt;br /&gt;Ou cada povo&lt;br /&gt;tem os ladrões a que enriquece?&lt;br /&gt;Cada povo tem os ricos que o enobrecem?&lt;br /&gt;Ou cada povo tem os pulhas&lt;br /&gt;que o empobrecem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que cada vez mais&lt;br /&gt;mais se entristece esse povo&lt;br /&gt;num rosário de contas e promessas,&lt;br /&gt;num sobre e desce&lt;br /&gt;- de prantos e preces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ce n'est pas un pays serieux!&lt;br /&gt;já dizia o general.&lt;br /&gt;O que somos afinal?&lt;br /&gt;Um país pererê? folclórico?&lt;br /&gt;tropical? misturando morte&lt;br /&gt;e carnaval?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um povo de degradados?&lt;br /&gt;- Filhos de degredados&lt;br /&gt;largados no litoral?&lt;br /&gt;- Um povo-macunaíma&lt;br /&gt;sem caráter nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou somos um conto de fardas&lt;br /&gt;um engano fabuloso&lt;br /&gt;narrado a um menino bobo,&lt;br /&gt;- história de chapeuzinho&lt;br /&gt;já na barriga do lobo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que só nos contos de fada&lt;br /&gt;os pobres fracos vencem os ricos ogres?&lt;br /&gt;Por que os ricos dos paises pobres&lt;br /&gt;são pobres perto dos ricos&lt;br /&gt;dos paises ricos? Por que&lt;br /&gt;os pobres ricos dos paises pobres&lt;br /&gt;para enfrentar os ricos dos paises ricos,&lt;br /&gt;cada vez mais ricos,&lt;br /&gt;mesmo quando investem nos paises pobres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelho, espelho meu!&lt;br /&gt;há um país mais perdido que o meu?&lt;br /&gt;Espelho, espelho meu!&lt;br /&gt;há um governo mais omisso que o meu?&lt;br /&gt;Espelho, espelho meu!&lt;br /&gt;há um povo mais passivo que o meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o espelho respondeu&lt;br /&gt;algo que se perdeu&lt;br /&gt;entre o inferno que padeço&lt;br /&gt;e o desencanto do céu.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;=================&lt;br /&gt;Do livro "Política e Paixão"- Ed. Rocco - 1984&lt;br /&gt;Fonte: o autor.&lt;br /&gt;É! A história se repete e quem não aprendeu a lição está condenado a sofrê-la novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112229656076638012?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229656076638012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229656076638012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/sobre-atual-vergonha-de-ser-brasileiro.html' title='SOBRE A ATUAL VERGONHA DE SER BRASILEIRO - Affonso Romano de Sant&apos;Anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112229593693510573</id><published>2005-07-25T05:50:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T05:52:16.943-07:00</updated><title type='text'>A Implosão da Mentira  - Affonso Romano de Sant’ Anna</title><content type='html'>&lt;strong&gt;        &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Fragmento 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Mentiram-me.Mentiram-me ontem&lt;br /&gt;               e hoje mentem novamente.Mentem&lt;br /&gt;               de corpo e alma, completamente.&lt;br /&gt;               E mentem de maneira tão pungente&lt;br /&gt;               que acho que mentem sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Mentem, sobretudo, impune/mente.&lt;br /&gt;               Não mentem tristes.Alegremente&lt;br /&gt;               mentem. Mentem tão nacional/mente&lt;br /&gt;               que acham que mentindo história afora&lt;br /&gt;               vão enganar a morte eterna/mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Mentem.Mentem e calam. Mas suas frases&lt;br /&gt;               falam. E desfilam de tal modo nuas&lt;br /&gt;               que mesmo um cego pode ver&lt;br /&gt;               a verdade em trapos pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Sei que a verdade é difícil&lt;br /&gt;               e para alguns é cara e escura.&lt;br /&gt;               Mas não se chega à verdade&lt;br /&gt;               pela mentira, nem à democracia&lt;br /&gt;               pela ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Fragmento 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Evidente/mente a crer&lt;br /&gt;               nos que me mentem&lt;br /&gt;               uma flor nasceu em Hiroshima&lt;br /&gt;               e em Auschwitz havia um circo&lt;br /&gt;               permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Mentem. Mentem caricatural-&lt;br /&gt;               mente.&lt;br /&gt;               Mentem como a careca&lt;br /&gt;               mente ao pente,&lt;br /&gt;               mentem como a dentadura&lt;br /&gt;               mente ao dente,&lt;br /&gt;               mentem como a carroça&lt;br /&gt;               à besta em frente,&lt;br /&gt;               mentem como a doença&lt;br /&gt;               ao doente,&lt;br /&gt;               mentem clara/mente&lt;br /&gt;               como o espelho transparente.&lt;br /&gt;               Mentem deslavadamente,&lt;br /&gt;               como nenhuma lavadeira mente&lt;br /&gt;               ao ver a nódoa sobre o linho.Mentem&lt;br /&gt;               com a cara limpa e nas mãos&lt;br /&gt;               o sangue quente.Mentem&lt;br /&gt;               ardente/mente como um doente&lt;br /&gt;               em seus instantes de febre.Mentem&lt;br /&gt;               fabulosa/mente como o caçador que quer passar&lt;br /&gt;               gato por lebre.E nessa trilha de mentiras&lt;br /&gt;               a caça é que caça o caçador&lt;br /&gt;               com a armadilha.&lt;br /&gt;               E assim cada qual&lt;br /&gt;               mente industrial? mente,&lt;br /&gt;               mente partidária? mente,&lt;br /&gt;               mente incivil? mente,&lt;br /&gt;               mente tropical?mente,&lt;br /&gt;               mente incontinente?mente,&lt;br /&gt;               mente hereditária?mente,&lt;br /&gt;               mente, mente, mente.&lt;br /&gt;               E de tanto mentir tão brava/mente&lt;br /&gt;               constróem um país&lt;br /&gt;               de mentira&lt;br /&gt;                                       -diária/mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Fragmento 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Mentem no passado. E no presente&lt;br /&gt;               passam a mentira a limpo. E no futuro&lt;br /&gt;               mentem novamente.&lt;br /&gt;               Mentem fazendo o sol girar&lt;br /&gt;               em torno à terra medieval/mente.&lt;br /&gt;               Por isto, desta vez, não é Galileu&lt;br /&gt;               quem mente.&lt;br /&gt;               mas o tribunal que o julga&lt;br /&gt;               herege/mente.&lt;br /&gt;               Mentem como se Colombo partin-&lt;br /&gt;               do do Ocidente para o Oriente&lt;br /&gt;               pudesse descobrir de mentira&lt;br /&gt;               um continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Mentem desde cabral, em calmaria,&lt;br /&gt;               viajando pelo avesso, iludindo a corrente&lt;br /&gt;               em curso, transformando a história do país&lt;br /&gt;               num acidente de percuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Fragmento 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Tanta mentira assim industriada&lt;br /&gt;               me faz partir para o deserto&lt;br /&gt;               penitente/mente, ou me exilar&lt;br /&gt;               com Mozart musical/mente em harpas&lt;br /&gt;               e oboés, como um solista vegetal&lt;br /&gt;               que absorve a vida indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Penso nos animais que nunca mentem.&lt;br /&gt;               mesmo se têm um caçador à sua frente.&lt;br /&gt;               Penso nos pássaros&lt;br /&gt;               cuja verdade do canto nos toca&lt;br /&gt;               matinalmente.&lt;br /&gt;               Penso nas flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               cuja verdade das cores escorre no mel&lt;br /&gt;               silvestremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Penso no sol que morre diariamente&lt;br /&gt;               jorrando luz, embora&lt;br /&gt;               tenha a noite pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Fragmento 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Página branca onde escrevo. Único espaço&lt;br /&gt;               de verdade que me resta. Onde transcrevo&lt;br /&gt;               o arroubo, a esperança, e onde tarde&lt;br /&gt;               ou cedo deposito meu espanto e medo.&lt;br /&gt;               Para tanta mentira só mesmo um poema&lt;br /&gt;               explosivo-conotativo&lt;br /&gt;               onde o advérbio e o adjetivo não mentem&lt;br /&gt;               ao substantivo&lt;br /&gt;               e a rima rebenta a frase&lt;br /&gt;               numa explosão da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               E a mentira repulsiva&lt;br /&gt;               se não explode pra fora&lt;br /&gt;               pra dentro explode&lt;br /&gt;                                implosiva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;===================&lt;br /&gt;(Poema publicado no JB em 1984, quando do episódio do Rio Centro e em diversas antologias do autor)&lt;br /&gt;Fonte: o autor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112229593693510573?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229593693510573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229593693510573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/imploso-da-mentira-affonso-romano-de.html' title='A Implosão da Mentira  - Affonso Romano de Sant’ Anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112229372388762128</id><published>2005-07-25T04:57:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T05:15:23.893-07:00</updated><title type='text'>Não aprender com os próprios erros, é burrice!</title><content type='html'>Tudo isso que tem acontecido estarrece a todos nós. Embora não possamos alegar total desconhecimento de que &lt;em&gt;alguma coisa cheirava mal no reino&lt;/em&gt;, preferimos a cômoda cegueira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuar insistindo na ignorância ou numa postura igênua, recusando a aprender com nossos próprios erros, é burrice demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamar a atenção para isso foi meu propósito, ao trazer para esse espaço as 3 crônicas abaixo - duas de Affonso Romano e uma de Lya Luft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos pensar um pouco mais. Não dói tanto, pode ensinar muito e evitar repetição de besteiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112229372388762128?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229372388762128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229372388762128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/no-aprender-com-os-prprios-erros.html' title='Não aprender com os próprios erros, é burrice!'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112229258073791054</id><published>2005-07-25T04:25:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T04:56:20.756-07:00</updated><title type='text'>ENTÃO, FOI PARA ISTO? - Affonso Romano de Sant’Anna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Então, foi para isto que desembarcamos nessas praias com nossas caravelas, ostentando a cruz e a espada  e  dizimamos quatro milhões de índios pela varíola e pelas armas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que trouxemos seis milhões   de escravos da África e os encaixotamos nos “tumbeiros”, esfolando-lhes o lombo e a alma nas lavouras de cana e de café?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que ajudamos os portugueses a botar para fora os franceses, espanhóis e holandeses e depois botamos para fora também os portugueses? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que os cavalos arrastaram   Felipe dos Santos pelas pedras de Vila Rica  e foi para isto que Tiradentes ofereceu seu pescoço à forca deixando seu corpo  esquartejado em diferentes cantos de Minas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Ganga Zumba, Zumbi e os seus  resistiram durante 67 anos  em Palmares, até que Domingos Jorge Velho levasse como trofeu 3.900 orelhas de negros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que, na Bahia,  os negros haussás fizeram as revotas de 1807,1809,1813 e os nagôs as revoltas de 1809,1826,1827,1828,1830 e 1835?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que   homens livres mais escravos e mulheres, de novo na Bahia,  fizeram a Conjuração Baiana  ou Revolta dos Alfaiates, em 1798?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi  para isto que Frei Caneca em Pernambuco meteu-se primeiro na Revolução Praieira de 1817, depois na revolução  de 1824 e desafiando o império foi  preso e fuzilado  já que ninguém  tinha coragem de enforcá-lo? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então foi para isto que a corte portuguesa se transferiu para cá, D João VI começou nossa primeira modernização, viramos   Vice-Reino e   Pedro I proclamou aquele “Independência ou morte” `as margens do Ipiranga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que fizemos a guerra contra o Paraguai, matamos Solano Lopez numa irremissível carnificina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Mauá criou indústrias, ferrovias, estaleiros bancos e enfrentou o capital estrangeiro até à ruína?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que tivemos a revolta da Cabanada no Pará,  a Balaiada no Maranhão, a Sabinada na Bahia, as setembradas, as novembradas, as abriladas e não sei quantas outras revoluções esperançadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Caxias saiu esmagando todas essas revoltas pelo  país e Rio Branco lutou para  manter e alargar nossas fronteiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para ista que massacramos  os farrapos no Rio ˙Grande e mandamos 7.260   soldados eliminar 25 mil  miseráveis beatos em Canudos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que exilamos   Pedro II e sua barba e nos tornamos positivistas e republicanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi  para isto a marinha se rebelou contra Deodoro e Floriano e   meio século depois  marinheiros e sargentos se rebelaram com Jango?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que meu avô Pedro Sant’Anna participou da Revolta da Armada em 1893?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que meu pai Jorge Sant’Anna botou sua farda deu tiros nas revoltas e revoluções  1924, 1930 e 1932?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que o Marechal  Rondon saiu pelo país    demarcando fronteiras, dizendo que preferia morrer a ter que matar um indio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que os anarquistas fizeram tantas greves entre 1917 a 1920 e em 1922 surgiram os comunistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que os artistas modernistas fizeram a Semana de Arte Moderna apregoando  que iam  atualizar o espírito brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que os tenentes se rebelaram em 22   no Forte Capacabana, de novo em   1924 , lá em Sâo Paulo e finalmente chegaram ao poder em 64?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi  para isto que se formou a Coluna Prestes percorrendo 24.000 km tentando incendiar o país com a fugidia idéia de revolução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Minas e Paraiba se juntaram ao  Rio Grande do Sul para acabar com a República Velha e botar Vargas no poder em 1930?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que São Paulo se rebelou contra Vargas em 1932 exigindo uma constituição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Graciliano Ramos e tantos outros foram parar na Ilha Grande?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então  foi para isto que Monteiro  Lobato enfrentou os trustes do ferro e do petróleo, foi preso e se exilou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Prestes pela esquerda e Plínio Salgado pela direita tentaram organizar as massas e chegar ao poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi  para isto que os pracinhas sairam do sertão desvestindo-se  de Jeca Tatu, botando farda  para  morrer nos morros gelados da Italia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Villa-Lobos fez suas Bachianas, Niemeyer  seus edifícios esculturais, Portinari seus painéis, Drummond sua poesia, Guimarães Rosa perpetrou seu sertão, Clarice nos iluminou e Nelson Rodrigues nos satirizou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que seja no Círio de Nazaré em Aparecida do Norte  ou Juazeiro do Norte, jejuamos, subimos ladeiras  e escadarias de joelhos em preces, fomos a terreiros, fizemos e pagamos promessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que Vargas caiu em 45, voltou em  50 e se matou em 54 com um  tiro no coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que eu, soldado da 4a. RM, ficava de sentinela a noite inteira  na estação enquanto Lacerda fazia periclitar toda a nação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que JK, enfrentou a mediocridade, a reação e o provincianismo fez seu plano de metas    propondo em cinco anos trazer 50 de progresso e desenvolvimento?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então foi para isto que botamos lá o Jânio, tiramos Jânio, botamos Jango, fizemos parlamentarismo, voltamos ao presidencialismo e continuamos tirando,  botando e tirando presidentes e com a cara pintada levamos Collor à condenação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que corríamos da polícia, suportávamos porradas e choques nas celas da ditadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que  tantos foram para o exílio,  tantos morreram na guerrilha enquanto outros, do outro lado, também morriam defendendo a ordem institucional?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então foi para isto que Tancredo batalhou e pateticamente morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que fizemos tantos comícios de diretas, deliramos nas praças e ruas e tentamos dar sentido à palavra cidadania?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi para isto que se sonhou chegar ao poder e se  lutou para ter um sindicalismo moderno sem o ranço das velhas ideologias e se envolveu todo um país na palavra esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então, foi para isto?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;========================&lt;br /&gt;Fonte: o autor. Publicado n'O Globo, duas semanas atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112229258073791054?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229258073791054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229258073791054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/ento-foi-para-isto-affonso-romano-de.html' title='ENTÃO, FOI PARA ISTO? - Affonso Romano de Sant’Anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112229070238680879</id><published>2005-07-25T04:19:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T04:25:02.390-07:00</updated><title type='text'>De que ri a hiena? - Affonso Romano de Sant’anna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A imagem da hiena me veio à mente, assistindo à transmissão direta dos depoimentos dos envolvidos nos escândalos do mensalão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Primeiro, a conhecida estória da hiena. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Dizem que alguém, explicando como é a vida de uma hiena, foi assinalando que este é um animal muito esquisito, pois tem três características básicas: só faz sexo uma vez ao ano, alimenta-se de carniça e vive rindo. Ao que o outro indagou: Se faz sexo uma vez por ano, come carniça, então vive rindo de quê? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Claro que estou falando dessas CPIs. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;E essa imagem da hiena me veio à mente quando, assistindo à transmissão direta dos depoimentos dos envolvidos nos escândalos do mensalão, comecei a notar traços de hiena no rosto de alguns parlamentares que inquiriam os réus. Não é no rosto de todos, esclareço. Alguns fazem seu trabalho objetivamente, sem demagogia. Mas no rosto de alguns nota-se extremo prazer e sadismo em remexer as vísceras da vítima. De um certo ponto de vista, dir-se-ia que isso é até normal, pois nas savanas os leões e leopardos, quanto atacam um cervo derrubado, se fartam e se rejubilam sobre os despojos. É a lei da natureza. A vítima padecendo diante do predador. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Só que, no caso de nossa política, a coisa se complica um pouco. Tanto pelo fato de a vítima não ser uma simples vítima, mas um predador do estado, quanto pelo fato de o predador que a estraçalha na CPI não ser, às vezes, muito confiável. Algumas daquelas figuras até conhecemos de outros carnavais. Enfim, estou querendo dizer que estamos assistindo a um intrigante ritual. Alguns desses inquisidores na comissão de inquérito estão se purificando através da impureza alheia. É como se a sujeira do outro lavasse a minha sujeira. É como se, ao revelar o emporcalhamento do outro, eu me purificasse. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;E, no caso do PT, a coisa é mais complexa, pois quando esse partido orgulhosamente apregoava estar num patamar ou pedestal ético acima de todos os demais, pelo avesso ostentava uma pureza que os outros, presumidamente, não tinham. Ou seja: todos os demais haviam cometido o “pecado original”, mas o PT, não. Era, miticamente, um partido puro, angelical. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Então, tornou-se inevitável isso que, antigamente, Roberto Campos e outros economistas chamavam de “reversão da expectativa”. É como se os vizinhos descobrissem que a beata que se confessava todos os dias às seis da manhã, à noite freqüentava um oculto bordel. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Deste modo, no ritual que se encena em Brasília, houve uma troca de lado e de funções. Mas não apenas uma troca de posições entre o puro e o impuro, senão uma alteração de gradação, ou seja, os que remexem na sujeira alheia se colocam numa posição superior. Os impuros de ontem, de repente, ficaram puros. Os puros de ontem não só ficaram impuros, mas foram rebaixados. Saíram do olimpo e baixaram ao inferno. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Isso me leva a aplicar, uma vez mais, à política brasileira a fecunda teoria da carnavalização sobre a qual eu e outros trabalhamos há mais de 30 anos. Pois um dos rituais típicos do carnaval primitivo era as pessoas não apenas brincarem, mas brigarem com coisas sujas. Numa cidadezinha francesa, por exemplo, desde a Idade Média, criam um grande lamaçal no centro da vila e a brincadeira agressiva consiste em um bando de mascarados, todos enlameados, agarrar e jogar na lama todas as pessoas que passam. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Assim, todos se tornam sujos, impuros. E a festa continua.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;===========================&lt;br /&gt;Fonte: Jornal Estado de Minas - domingo/25.jul.2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112229070238680879?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229070238680879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229070238680879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/de-que-ri-hiena-affonso-romano-de.html' title='De que ri a hiena? - Affonso Romano de Sant’anna'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112229033915275526</id><published>2005-07-25T04:14:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T04:18:59.163-07:00</updated><title type='text'>É hora de agir - Lya Luft</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;"Poderíamos ter optado diferentementeem várias eleições – mas nos entregamosa miragens sedutoras e idéias sem fundamento.Deixamos de pegar nas mãos as rédeas da nossacondição de brasileiros, e isso pode não ter volta"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto um misto de tragédia e pantomima se desenrola aos nossos olhos atônitos, escrevo esta coluna meio ressabiada: como estará o Brasil quando ela for publicada, isto é, em um, dois dias? Estamos no meio de um vendaval desconcertante: numa mistura entre público e privado como nunca se viu, correntes inimagináveis de dinheiro sem origem ou destino declarados jorram sobre nós levando embora confiança, ética e ilusões. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O drama é que não somos arrastados por "forças ocultas" ou ventos inesperados. Devíamos ter sabido. Muitos sabiam e vários participaram – embora apontem o dedo uns para os outros feito meninos de colégio: "Foi ele, foi ele, eu não fiz nada, eu nem sabia de nada, ele fez muito pior". Espetáculo deprimente, que desaloja de seu acomodamento até os mais crédulos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Se mais bem informados, poderíamos ter optado diferentemente em várias eleições – mas nos entregamos a miragens sedutoras e idéias sem fundamento. Agimos como cidadãos assim como fazemos na vida: omissos por covardia ou fragilidade, por fugir da realidade que assume tantos disfarces. Deixamos de pegar nas mãos as rédeas da nossa condição de indivíduos ou de brasileiros, e isso pode não ter volta. Fica ali feito um fantasma pérfido: anos depois salta da fresta, mostra a língua, faz careta, ri da nossa impotência. Não dá para voltar, nem sempre há como corrigir o que se fez de errado, ou que deixou de ser feito e causou graves mazelas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;É tão mais fácil bancar a vítima – do universo, que faz mil armações para nos ferrar, dos outros, que querem nos prejudicar, e assim por diante. Usamos o eterno "fui enganado, estava distraído, estou fora, não tenho nada com isso". Nossas desculpas nem ao menos variam, mas a omissão é sempre o mesmo crime. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Quando o desalento ou a decepção expõem nossos enganos, se tivermos boa vontade havemos de reconhecer: "Pessoas em quem confiei foram cúmplices e, se eu não sabia, devia ter me informado". Aqui e ali eu podia ter feito diferente: agir, mudar minha atitude, assumir algumas coisas, dar uma guinada em minha vida ou na vida do meu país, da minha cidade, da minha casa. Escolher, em lugar de me conformar. Mas escolhemos não escolher, decidimos pela indecisão, aceitamos a fantasia que nos apresentavam. Outros, ou "a vida", optaram por nós – nem sempre a nosso favor. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A verdadeira tragédia moral que nestes dias se abate sobre nós, com personagens que deviam estar presos defendendo teses patéticas porque obviamente mentirosas, nos dá oportunidade de rever muitos mitos e adquirir mais lucidez e mais coragem. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Mesmo optando por "ficar de fora", um dia pagaremos (já pagamos bastante) o alto preço da omissão, de não agirmos conforme uma justa indignação movida pela clareza e pela fé. Se é que temos alguma, pois é bom indagar: ainda acreditamos em algo, e em que acreditamos? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fica difícil ter esperança, porém, em certos momentos, é preciso ser guerreiro. Nem guerrilheiro nem terrorista: um dos heróis do cotidiano que querem informação, querem a verdade. Não para se lamentar e choramingar, mas para agir com coragem e honradez. A começar, digo sempre, pela postura pessoal. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O tempo voa. Vamos perseguir a verdade sem desviar a atenção quando algo nos desagrada ou acusa. Vamos encarar os problemas em lugar de apontar para o vizinho ou o adversário, como fazem agora os pusilânimes. Vamos preparar um terreno melhor para as novas eleições, se chegarmos intactos a elas, na busca de uma democracia em que impere a integridade e nossa confiança não seja burlada. Como disse a personagem real de um filme recente, referindo-se à sua participação na tragédia de seu país: "Eu não sabia, ou não queria acreditar. Mais tarde entendi que não havia desculpa para não ter me informado melhor. E assim acabei cúmplice de tão grandes males". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Que este terremoto brasileiro tenha um fim positivo, e depois dele poucos de nós precisem fazer a mesma terrível afirmação.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;========================&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Fonte: Revista Veja - ed. 1915/27.jul.2005. Pode ser acessado em &lt;a href="http://veja.abril.com.br/270705/ponto_de_vista.html"&gt;http://veja.abril.com.br/270705/ponto_de_vista.html&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112229033915275526?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229033915275526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112229033915275526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/hora-de-agir-lya-luft.html' title='É hora de agir - Lya Luft'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112222371584236679</id><published>2005-07-24T09:41:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T03:58:54.100-07:00</updated><title type='text'>Descobri por que a Inglaterra é um país triste!</title><content type='html'>Dizem que o inglês é um povo triste num país cinzento. Vejam, abaixo, por que - os coitados não têm do que rir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS DEPUTADOS INGLESES...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 . Não têm lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 . Não têm escritórios, &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;não têm secretários nem automóveis,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 . Não têm residência (pagam pela sua em Londres ou nas províncias);&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 . Não têm passagem de avião gratuita, salvo quando a serviço do próprio Parlamento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tudo isso têm de pagar do próprio bolso. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E seu salário equipara-se ao de um Chefe de Divisão de qualquer repartição.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é! Os coitados não podem, como nós, alegres hienas, digerirem a própria carniça e cair na gargalhada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112222371584236679?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112222371584236679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112222371584236679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/descobri-por-que-inglaterra-um-pas.html' title='Descobri por que a Inglaterra é um país triste!'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112208347321867867</id><published>2005-07-22T18:36:00.000-07:00</published><updated>2005-07-22T18:51:13.230-07:00</updated><title type='text'>Viver não dói - Carlos Drummond de Andrade [?]</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Definitivo, como tudo o que é simples. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;foram sonhadas e não se cumpriram. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por que sofremos tanto por amor? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O certo seria a gente não &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sofremos por quê? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;cancelados, pela eternidade interrompida. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;namorar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;interessada em nos compreender. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sufocada. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;chegamos a experimentar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Como aliviar a dor do que não foi vivido? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;vivendo mais!!! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;do sofrimento, perdemos também a felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A dor é inevitável. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O sofrimento é opcional."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;=============&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contribuição da Alcione Albuquerque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[?] Não consegui "autenticar" a autoria. Se alguém tem alguma informação, por favor, mande-me um e-mail.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112208347321867867?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112208347321867867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112208347321867867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/viver-no-di-carlos-drummond-de-andrade.html' title='Viver não dói - Carlos Drummond de Andrade [?]'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112129737705381808</id><published>2005-07-13T16:18:00.000-07:00</published><updated>2005-07-13T16:29:37.066-07:00</updated><title type='text'>Prece do brasileiro - Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>Datado de 30.maio.1970 e, no entanto, tão atual!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Prece do brasileiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus,&lt;br /&gt;só me lembro de vós para pedir,&lt;br /&gt;mas de qualquer modo sempre é uma lembrança.&lt;br /&gt;Desculpai vosso filho, que se veste&lt;br /&gt;de humildade e esperança&lt;br /&gt;e vos suplica: Olhai para o Nordeste&lt;br /&gt;onde há fome, Senhor, e desespero&lt;br /&gt;rodando nas estradas&lt;br /&gt;entre esqueletos de animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Iguatu, Parambu, Baturité,&lt;br /&gt;Tauá&lt;br /&gt;(vogais tão fortes não chegam até vós?)&lt;br /&gt;vede as espectrais&lt;br /&gt;procissões de braços estendidos,&lt;br /&gt;assaltos, sobressaltos, armazéns&lt;br /&gt;arrombados e – o que é pior – não tinham nada.&lt;br /&gt;Fazei, Senhor, chover a chuva boa,&lt;br /&gt;aquela que, florindo e reflorindo, soa&lt;br /&gt;qual cantata de Bach em vossa glória&lt;br /&gt;e dá vida ao boi, ao bode, à erva seca,&lt;br /&gt;ao pobre sertanejo destruído&lt;br /&gt;no que tem de mais doce e mais cruel:&lt;br /&gt;a terra estorricada sempre amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazei chover, Senhor, e já! numa certeira&lt;br /&gt;ordem às nuvens. Ou desobedecem&lt;br /&gt;a vosso mando, as revoltosas? Fosse eu Vieira&lt;br /&gt;(o padre) e vos diria, malcriado,&lt;br /&gt;muitas e boas... mas sou vosso fã&lt;br /&gt;omisso, pecador, bem brasileiro.&lt;br /&gt;Comigo é na macia, no veludo/lã&lt;br /&gt;e matreiro, rogo, não&lt;br /&gt;ao Senhor Deus dos Exércitos (Deus me livre)&lt;br /&gt;mas ao Deus que Bandeira, com carinho&lt;br /&gt;botou em verso: “meu Jesus Cristinho”.&lt;br /&gt;E mudo até o tratamento: por que vós,&lt;br /&gt;tão gravata-e-colarinho, tão&lt;br /&gt;vossa excelência?&lt;br /&gt;O você comunica muito mais&lt;br /&gt;e se agora o trato de você,&lt;br /&gt;ficamos perto, vamos papeando&lt;br /&gt;como dois camaradas bem legais,&lt;br /&gt;um, puro; o outro, aquela coisa,&lt;br /&gt;quase que maldito&lt;br /&gt;mas amizade é isso mesmo: salta&lt;br /&gt;o vale, o muro, o abismo do infinito.&lt;br /&gt;Meu querido Jesus, que é que há?&lt;br /&gt;Faz sentido deixar o Ceará&lt;br /&gt;sofrer em ciclo a mesma eterna pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você me responde suavemente:&lt;br /&gt;Escute, meu cronista e meu cristão:&lt;br /&gt;essa cantiga é antiga&lt;br /&gt;e de tão velha não entoa não.&lt;br /&gt;Você tem a Sudene abrindo frentes&lt;br /&gt;de trabalho de emergência, antes fechadas.&lt;br /&gt;Tem a ONU, que manda toneladas&lt;br /&gt;de pacotes à espera de haver fome.&lt;br /&gt;Tudo está preparado para a cena&lt;br /&gt;dolorosamente repetida&lt;br /&gt;no mesmo palco. O mesmo drama, toda vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, você sabe,&lt;br /&gt;você lê os jornais, vai ao cinema,&lt;br /&gt;até um livro de vez em quando lê&lt;br /&gt;se o Buzaid não criar problema:&lt;br /&gt;Em Israel, minha primeira pátria&lt;br /&gt;(a segunda é a Bahia)&lt;br /&gt;desertos se transformam em jardins&lt;br /&gt;em pomares, em fontes, em riquezas.&lt;br /&gt;E não é por milagre:&lt;br /&gt;obra do homem e da tecnologia.&lt;br /&gt;Você, meu brasileiro,&lt;br /&gt;não acha que já é tempo de aprender&lt;br /&gt;e de atender àquela brava gente&lt;br /&gt;fugindo à caridade de ocasião&lt;br /&gt;e ao vício de esperar tudo da oração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse e sorriu. Fiquei calado.&lt;br /&gt;Fiquei, confesso, muito encabulado,&lt;br /&gt;mas pedir, pedir sempre ao bom amigo&lt;br /&gt;é balda que carrego aqui comigo.&lt;br /&gt;Disfarcei e sorri. Pois é, meu caro.&lt;br /&gt;Vamos mudar de assunto. Eu ia lhe falar&lt;br /&gt;noutro caso, mais sério, mais urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escute aqui, ó irmãozinho.&lt;br /&gt;Meu coração, agora, tá no México&lt;br /&gt;batendo pelos músculos de Gérson,&lt;br /&gt;a unha de Tostão, a ronha de Pelé,&lt;br /&gt;a cuca de Zagalo, a calma de Leão&lt;br /&gt;e tudo mais que liga o meu país&lt;br /&gt;e uma bola no campo e uma taça de ouro.&lt;br /&gt;Dê um jeito, meu velho, e faça que essa taça&lt;br /&gt;sem milagres ou com ele nos pertença&lt;br /&gt;para sempre, assim seja... Do contrário&lt;br /&gt;ficará a Nação tão malincônica,&lt;br /&gt;tão roubada em seu sonho e seu ardor&lt;br /&gt;que nem sei como feche a minha crônica."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;==========================&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;30-5-1970 Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://memoriaviva.digi.com.br/drummond/index2.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://memoriaviva.digi.com.br/drummond/index2.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acessado em 13.jul.2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112129737705381808?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129737705381808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129737705381808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/prece-do-brasileiro-carlos-drummond-de.html' title='Prece do brasileiro - Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112129434467586503</id><published>2005-07-13T15:36:00.000-07:00</published><updated>2005-07-13T15:39:04.676-07:00</updated><title type='text'>Supérfluo e Necessário - Chico Xavier [?]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam ter voz bonita; outros, falar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam silêncio; outros, ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam um carro; outros, andar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112129434467586503?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129434467586503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129434467586503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/suprfluo-e-necessrio-chico-xavier.html' title='Supérfluo e Necessário - Chico Xavier [?]'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112129392854773378</id><published>2005-07-13T15:14:00.000-07:00</published><updated>2005-07-13T15:39:57.266-07:00</updated><title type='text'>Prof. Nailor tem razão... merecemo-nos!</title><content type='html'>Por uma dessas coincidências inexplicáveis (há coincidência explicável?!), os dois textos - "A lei de Zeca Pagodinho" e "Coisa de brasileiro" - me chegaram ao mesmo tempo. Li, primeiro, o que escreveu o prof. Nailor, e fiquei muito triste. Lendo, a seguir, o relato abaixo, juntou-se à tristeza um profundo desânimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo tempos muito bicudos. Dá vontade de pedir, parafraseando uma música antiga: pare o Brasil, que quero descer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;"Coisa de brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para que pudéssemos andar de trem livremente na Europa compramos o Eurailpass. É um bilhete onde você coloca a data e pode andar de trem naquele dia para onde quiser. Tínhamos comprado o de 15 dias. O aproveitamento tinha que ser ao máximo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chegando à Alemanha, tínhamos de ir de Hamburgo para Munique. O problema é que tinha apenas um trem, non-stop, que satisfazia o nosso horário. O próximo sairia muito tarde. Outro problema era que o trem não aceitava o maldito bilhete...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mas como &lt;em&gt;brazuca&lt;/em&gt; se acha mais esperto que o mundo todo, surgiu o seguinte raciocínio, compartilhado por quase 30 cabeças: "Vamos entrar no trem assim mesmo! Como ele é non-stop, não poderão colocar a gente para fora."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;E lá foi a brasileirada trem adentro. Com o trem já em movimento, chega a mulher para conferir os bilhetes. O primeiro a ser interpelado fui eu. Logo eu fui o cobaia. A mulher pegou o bilhete, virou-se para mim e disse aos berros:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Sprechen Sie Deutch?? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Eu disse: - No.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Speak English?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Respondi: - Yes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ela concluiu:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Get out, right now!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Eu ainda pensei: "Será que eu vou ter que me atirar pela janela?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A maldita pegou um intercomunicador, resmungou alguma coisa e, acreditem, o &lt;em&gt;trem non-stop&lt;/em&gt; parou na próxima estação. Os alemães foram todos para a janela para ver qual seria o motivo. Já ciente da minha expulsão, avisamos os demais brazucas para saírem também, pois o bicho ia pegar. Cenário montado: trem non-stop parado, todos os alemães na janela para saber o motivo de uns trinta brazucas sendo expulsos. Então uma alma teve a idéia brilhante:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Aí, galera!! Não vamos levar este mico pra casa, não!!!"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;E desembarcamos gritando em coro: "AR-GEN-TINA! AR-GEN-TINA! AR-GEN-TINA!"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;========================&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.zamorim.com/textos/coisadebrasileiro.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.zamorim.com/textos/coisadebrasileiro.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acesso 13.jul.2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112129392854773378?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129392854773378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129392854773378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/prof-nailor-tem-razo-merecemo-nos.html' title='Prof. Nailor tem razão... merecemo-nos!'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112129278350918475</id><published>2005-07-13T15:10:00.000-07:00</published><updated>2005-07-13T15:33:14.783-07:00</updated><title type='text'>A lei de Zeca Pagodinho - Prof. Nailor Marques Junior</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio. Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso. Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante professor é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "o importante é levar vantagem em tudo, certo?" (Lei de Gerson...! dá para rir...?).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas: a lógica da perpetuação da burrice.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros. Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas, Rorizes todos os que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo. Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- "Esse é o problema... eu sou o palhaço".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;======================&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fatosedados.com.br/qualidade.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.fatosedados.com.br/qualidade.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acesso: 13.jul.2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Colaboração da amiga e ex-aluna, Silvania Rodrigues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112129278350918475?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129278350918475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129278350918475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/lei-de-zeca-pagodinho-prof-nailor.html' title='A lei de Zeca Pagodinho - Prof. Nailor Marques Junior'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112129207490189096</id><published>2005-07-13T14:53:00.000-07:00</published><updated>2005-07-13T15:01:14.906-07:00</updated><title type='text'>Cortar o Tempo - Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.consciencia.net/artes/literatura/andrade_cd.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.consciencia.net/artes/literatura/andrade_cd.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; acessado em 13.jul.2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112129207490189096?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129207490189096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112129207490189096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/cortar-o-tempo-carlos-drummond-de.html' title='Cortar o Tempo - Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112073761523844171</id><published>2005-07-07T04:54:00.000-07:00</published><updated>2005-07-07T05:00:15.253-07:00</updated><title type='text'>O que é o sucesso para você? E para seus filhos? - Mario Persona©</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nossa vida é breve demais para errarmos em nosso planejamento estratégico. Tudo o que investimos nela pode ser recuperado, exceto nosso tempo. Só temos a porção que nos foi dada e é com essa porção que iremos determinar se nossa passagem aqui foi um caso de sucesso ou não. As maiores realizações das pessoas nem sempre estão nos jornais e na TV. O verdadeiro sucesso é sutil demais para ser público e notório. O que é o sucesso para você?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em 1998 meu pai mudou-se para o céu. Era ele o Mario Persona original, sem os nomes do meio que dividem minha cédula de identidade. Curiosamente, foi quando ele estava aposentado demais para ensinar que me incutiu as mais fundamentais lições. Seus últimos quatro anos de vida foram passados numa cadeira de rodas, vítima de um derrame.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um idoso inválido e dependente não é exatamente o que chamaríamos de padrão de sucesso em nossa sociedade. Na mídia que amamenta nossa mente os homens de sucesso são atléticos, não inválidos. Vestem Armani, não pijamas, e nem são calvos como meu pai, mas esvoaçam cabelos abundantes em carros conversíveis. Vivem acompanhados de mulheres siliconadas e deslumbrantes, nada parecidas com minha mãe, que fez proezas para cuidar do homem que amava.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A imagem de homem de sucesso que tentam nos vender só vale para quem se chama James e tem Bond por sobrenome. Na vida real não há muitos assim. Do lado de cá de Hollywood, somos todos iguais. A barriga atrapalha, vestimos roupas de liquidação, o carro está longe de ser o do ano e não existe uma versão do PhotoShop que alise as estrias e celulites em coxas de carne, como fazem com as fotos digitalizadas das revistas. Mesmo assim, num mundo de gente de verdade há quem persiga a ilusão de um sucesso de mentira.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é ser bem sucedido? A resposta depende dos padrões que adotamos. John D. Rockefeller respondeu "mais um pouco", quando lhe perguntaram quanto dinheiro é suficiente para ser feliz. Para os padrões ocidentais de beleza, ser magra, alta e caminhar como a Gisele Bündchen é o padrão. Adotamos modelos como modelo e tentamos nos modelar por elas. Mas o que nos falta em dinheiro de um Rockefeller nos sobra em barriga ou culote quando vestidos em roupa manequim Bündchen.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antes de buscar o sucesso a qualquer custo, é bom definir o que é sucesso para você. Vivemos cercados de ilusões intocáveis: carros que nunca teremos, cruzeiros que nunca navegaremos e mulheres que jamais beijaremos. O melhor é ter os pés no chão quando a questão for sucesso e fazer um planejamento de longo prazo. Sugiro, até, de eterno prazo. Ou você levará uma vida movida a inveja e desalento. Sonhe seus próprios sonhos, não os que a propaganda lhe mandar sonhar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A definição de alvos consistentes é pré-requisito para uma carreira de sucesso. Ajuda a evitar que você seja apenas mais um inseto voando rumo ao que dizem ser um sol de oportunidades e não passa de um anúncio de néon. Para meu pai, sucesso não era ficar rico ou ser astro em alguma área, mas apenas trabalhar, cuidar da família e fazer a vontade de Deus. Ele atingiu sua meta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma meta medíocre, diriam alguns. Mas é uma meta muito parecida com a de milhares de mães, pais, professores, garis, operários, funcionários públicos, motoristas, bombeiros, mecânicos, enfermeiras e tantos outros anônimos, cujo sucesso está depositado no peito, não na conta bancária. O sucesso não está na quantidade do que você faz, mas no valor daquilo que permanece. Não se preocupe se achar que o que faz é apenas um grão de areia no oceano. As mais belas praias são aquelas formadas pelos menores grãos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O sucesso monetário pode não ser um sucesso feliz. "Ganhei muitos milhões, mas eles não me trouxeram felicidade", disse John D. Rockefeller. Outro milionário, John Jacob Astor, confessou: "Sou o homem mais miserável na face da Terra". Se nunca ouviu falar dele, não se preocupe. Apesar de ter sido um bem-sucedido milionário em sua época, só me lembrei de seu nome por causa de sua relação com dois filmes de sucesso. "Titanic", em cujo naufrágio o próprio John Jacob Astor morreu, e "Esqueceram de Mim 2", que se passa no famoso Waldorf-Astoria, o hotel que construiu antes do naufrágio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fui visitar meu pai com minha cabeça ocupadas com problemas que pareciam ser os mais importantes do mundo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Olá, papai, tudo bem? - cumprimentei em modo automático.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Tudo ótimo, não poderia ser melhor - foi a resposta que me socou, vinda do que restou de seu corpo encurvado e disforme.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A lembrança que carrego de meu pai é a de um homem de sucesso. Ele trazia aquela tranqüilidade de quem cumpriu sua missão, enquanto eu o observava em sua cadeira de rodas, folheando as páginas amareladas de sua Bíblia, o seu "Manual do Sucesso", com a única mão que funcionava e fingindo ler o que a vista já não enxergava. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sei se meus filhos irão se lembrar de mim como um homem de sucesso. E os seus, como se lembrarão de você?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;=================&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mario Persona &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mariopersona.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.mariopersona.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; é palestrante, consultor e autor de Marketing &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tutti-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Frutti e Marketing de Gente. Contato: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:contato@mariopersona.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;contato@mariopersona.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.Veja outras crônicas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mariopersona.com.br/cronicas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.mariopersona.com.br/cronicas.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mariopersona.com.br/blog"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.mariopersona.com.br/blog&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112073761523844171?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112073761523844171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112073761523844171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/o-que-o-sucesso-para-voc-e-para-seus.html' title='O que é o sucesso para você? E para seus filhos? - Mario Persona©'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-112069757915205294</id><published>2005-07-06T17:28:00.000-07:00</published><updated>2005-07-06T17:52:59.166-07:00</updated><title type='text'>A violeta ambiciosa - Gibran Khalil Gibran</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Havia num bosque isolado uma bonita violeta que vivia satisfeita entre suas companheiras.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, radiante e orgulhosa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Gemeu a violeta, dizendo: "Pouca sorte tenho eu entre as flores: Humilde é meu destino! Vivo pegada à terra, e não posso levantar a face para o sol como fazem as rosas."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;A Natureza ouviu, e disse à violeta: "Que te aconteceu, filhinha? As vãs ambições apoderaram-se de ti?"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Suplico-te, ó Mãe poderosa, disse a violeta. Transforma-me em rosa, por um dia só que seja.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Tu não sabes o que estás pedindo, retrucou a Natureza. Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Transforma-me numa rosa esbelta e alta, insistiu a violeta. E tudo o que me acontecer será a conseqüência dos meus próprios desejos e aspirações.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;A Natureza estendeu sua mão mágica, e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Na tarde daquele dia, o céu escureceu-se, e os ventos e a chuva devastaram o bosque. As árvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre. E uma delas, olhando em volta de si, gritou às suas companheiras: "Hei,vejam o que a tempestade fez das grandes plantas que se levantam com orgulho e impertinência."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Disse outra: "Nós nos apegamos à terra; mas escapamos à fúria dos furacões."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Disse uma terceira: "Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada podem contra nós."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Então a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no chão como morta. E disse:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Vejam e meditem, minhas filhas, sobre a sorte da violeta que as ambições iludiram. Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Ouvindo essas palavras, a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas as suas forças, disse com voz entrecortada:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;"Ouvi, vós, ignorantes, satisfeitas, covardes. Ontem, eu era como vós, humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver como vós, pegada à terra, até que o inverno me envolvesse em sua neve e me levasse para o silêncio eterno sem que soubesse dos segredos e glórias da vida mais do que as inúmeras gerações de violetas, desde que houve violetas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Mas escutei no silêncio da noite e ouvi o mundo superior dizer a este mundo: 'O alvo da vida é atingir o que há além da vida'. Pedi então à Natureza - que nada mais é do que a exteriorização de nossos sonhos invisíveis - transformar-me em rosa. E a Natureza acedeu ao meu desejo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos das rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as pétalas das rosas. Pode alguma de vós vangloriar-se de tal honra?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Morro agora, levando na alma o que nenhuma alma de violeta jamais experimentara. Morro, sabendo o que há atrás dos horizontes estreitos onde nascera. É esse o alvo da vida."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;==============&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Do livro "Parábolas", de Gibran Khalil Gibran. Rio: ACIGI, s.d., pg. 68]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-112069757915205294?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112069757915205294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/112069757915205294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/07/violeta-ambiciosa-gibran-khalil-gibran.html' title='A violeta ambiciosa - Gibran Khalil Gibran'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111982349721750762</id><published>2005-06-26T15:01:00.000-07:00</published><updated>2005-06-26T15:04:57.223-07:00</updated><title type='text'>"Abandono" e "As sombras" - Rô Maluf</title><content type='html'>&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Abandono&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vento&lt;br /&gt;que venta&lt;br /&gt;de dia&lt;br /&gt;vira&lt;br /&gt;açoite&lt;br /&gt;na noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a brisa&lt;br /&gt;que sopra&lt;br /&gt;de tarde&lt;br /&gt;vira cantiga&lt;br /&gt;e me invade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a boca&lt;br /&gt;que agora&lt;br /&gt;me beija&lt;br /&gt;me molha&lt;br /&gt;me morde&lt;br /&gt;me deixa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As Sombras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu colo&lt;br /&gt;Repousam sombras&lt;br /&gt;Que assombram&lt;br /&gt;Repousam formas&lt;br /&gt;Que transformam&lt;br /&gt;Em meu colo&lt;br /&gt;Repousam lembranças&lt;br /&gt;Que transportam&lt;br /&gt;Repousam dores&lt;br /&gt;Que alimentam&lt;br /&gt;Repousam afetos&lt;br /&gt;Que adoçam&lt;br /&gt;Desejos... que atiçam&lt;br /&gt;Paixões... que florescem&lt;br /&gt;Amores que brotam&lt;br /&gt;Sonhos&lt;br /&gt;Sonhos&lt;br /&gt;Sonhos... que fenecem &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111982349721750762?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111982349721750762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111982349721750762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/abandono-e-as-sombras-r-maluf.html' title='&quot;Abandono&quot; e &quot;As sombras&quot; - Rô Maluf'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111982251143586226</id><published>2005-06-26T14:44:00.000-07:00</published><updated>2005-06-26T14:49:22.773-07:00</updated><title type='text'>Com açúcar e com afeto - Alcione Albuquerque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Quando o mundo vira do avesso, ao jeito de G. Rosa, seu habitante, que é o bicho – homem, sente-se assim, como quem é estrangeiro em terras próprias. &lt;em&gt;Un peu maladroit&lt;/em&gt;*, diriam os franceses...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Dá pena, pois que o planeta continua lindo e disponível a vivências que levam ao crescimento evolucional dos seres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O principio regulador do caos então se manifesta em socorro da família humana e os sintomas doentios se fazem mundiais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Solidão e sensação de abandono, carências crônicas que buscam anestesia em situações de interesse superficial e consumo exagerado de sexo, bebida, comida, trabalho, levam a perda do sentido existencial e são encontrados onde formos confirmando uma das leis da Antropologia: - onde está o homem, aí está a doença do homem. Em seu lastro seguem a depressão, segunda causa esperada de óbitos no século atual, perdendo apenas para as doenças cardíacas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O desinteresse pela vida, na ausência da anima, ou seja, do ânimo para viver, em se tornando crônico, fala de um suicídio indireto e lento, agressivo, pois que se desenrola diante de nossos olhos e corações, nos locais mais inusitados da sociedade, em qualquer faixa etária, social ou intelectual. TOC (transtorno obsessivo compulsivo), TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e outras siglas surgem no vocabulário da cultura geral à força de expressarem o contexto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A síndrome do pânico vem a seguir como pedido de socorro da individualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O paradoxo de nosso tempo tem sido objeto de estudo de inúmeros filósofos e pensadores, pois que também nunca se viu tanto progresso cientifico. Ainda assim as situações comezinhas, o dia-a-dia, pedem por auxilio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Se temos diante de nós um limão, água e sede, surge logo a idéia de uma limonada, mas falta açúcar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Onde encontrá-lo? Será preciso fabricá-lo? Por qual processo? Abriremos uma concorrência para eleger o melhor método? Convocaremos um corpo doutrinário para ajuizar sobre o fato? Escreveremos dissertações sobre o açúcar? Enquanto isso a sede aumenta...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Este verdadeiro círculo vicioso demonstra que ainda maior que a nossa sede é a nossa necessidade de negá-la, adiá-la numa escolha de nos culpabilizarmos como se fosse a solução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Vamos logo começar um novo ciclo açucareiro em nossas vidas: com afeto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Afetar-se não deveria ser uma ameaça, mas uma condição natural a quem, como nós, é equipado com sensações, emoções e sentimentos. É de nossa natureza essencial o afeto. Tornar-se afetivo é efetivar em si a condição amorosa humana, transformando a afetividade no ambiente básico do viver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Abrir mão de preconceitos tipo – homem não chora e mulher é fraca, criança e idoso não tem opinião a dar - é uma forma de começar, aula número 1 nesta imensa cartilha de afetar-se, adoçar-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O ser humano é conseqüente em seu viver. Conseqüência para si mesmo quando escolhe isto ou aquilo segundo seus valores atuais, e conseqüência para os outros com quem convive. O viver não é impune. Vive-se bem ou não e daí surgem as conseqüências, as causas e seus efeitos, em cristalina lei de justiça que a todos alcança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Voltemos a sede. Se já a percebemos não haverá qualquer risco em tentar nos dessedentar... as mudanças virão para melhor! Que tal experimentar um sorriso de verdade, de verdades?... Um aconchego a uma criança, qualquer uma, será sempre uma criança... Quem sabe uma flor na jarra da sala, ou na sala de alguém (leve as flores e a jarra, para variar). Aquele cartão em qualquer data só para dizer – oi , estou te vendo! –. Aquele telefonema só para elogiar um ato alheio, agora, em cima do fato, generosamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Imagine então esta limonada toda, açucarada de afeto matando a sede de todo o planeta começando de você, anônimo, e de mim e do nosso vizinho... hum? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Utopia?... não custa tentar. É só crer, para ver. Já temos o limão, a água e a sede... Estamos bem começados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;*Um pouco desajeitado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Alcione Albuquerque é psicóloga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111982251143586226?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111982251143586226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111982251143586226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/com-acar-e-com-afeto-alcione.html' title='Com açúcar e com afeto - Alcione Albuquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111955582845670219</id><published>2005-06-23T12:38:00.000-07:00</published><updated>2005-06-23T12:43:48.463-07:00</updated><title type='text'>Apaguem as luzes; quero ver!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;O título desta mensagem é intrigante. Em princípio, parece um contra-senso que alguém peça: "apaguem as luzes; quero ver!" No entanto, vale a pena acompanhar com atenção os argumentos do pensador que a escreveu, para entender que luzes são essas que, apagadas, podem favorecer a nossa visão. A mensagem foi escrita por um ilustre professor, e diz o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;A beleza da consciência não costuma se mostrar no clarão das luzes que brotam do calor dos acontecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Assim como os olhos exigem alguma proteção para olhar diretamente em direção ao sol, nossa razão pede a proteção do tempo para poder contemplar com serenidade a verdade em todo o seu esplendor. É preciso distanciar-se dos fatos, das experiências vividas, para finalmente poder-se contemplar a beleza da verdade. O tempo é o único colírio capaz de limpar os olhos da nossa razão, com os quais realmente enxergamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;É mister despir-se das ilusões, miragens que não ocorrem apenas para os perdidos nos desertos de areia. É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices filhas da angústia e do medo do desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Nós humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico; de nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes. Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver. Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranqüilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo; esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;É contraditório, mas é preciso morrer para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida. Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: "neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Acredito que, no ditado popular, a palavra Cristo significa "ter consciência do processo da vida".&lt;br /&gt;Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, certamente seríamos muito mais felizes. Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo. Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser. Viveríamos em paz, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros. Não necessitaríamos do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas; pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma.&lt;br /&gt;Pense nisso! Apague as luzes, dilate as pupilas da alma, e veja.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto do Professor Oriovisto Guimarães, Reitor do Centro Universitário Positivo - UNICENP. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Se você quer receber mensagens como essa em seu e-mail, cadastre-se em &lt;a href="http://casa.momento.com.br/"&gt;http://casa.momento.com.br/&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111955582845670219?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111955582845670219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111955582845670219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/apaguem-as-luzes-quero-ver.html' title='Apaguem as luzes; quero ver!'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111935447331238764</id><published>2005-06-21T04:43:00.000-07:00</published><updated>2005-06-21T04:47:53.336-07:00</updated><title type='text'>Filtro solar - Tim Cox</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca deixem de usar filtro solar!  Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.  Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar  estão provados e comprovados pela ciência;  já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha  própria experiência errante.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.  Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.  Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder  e a beleza da juventude até que tenham se apagado.  Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e  perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia  quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente,  e como você realmente tava com tudo em cima.  Você não é tão gordo(a) quanto pensa! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se preocupe com o futuro.  Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação  é tão eficaz quanto mascar chiclete  para tentar resolver uma equação de álgebra.  As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca  passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro  da tarde de uma terça-feira modorrenta.  Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.  Cante.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não seja leviano com o coração dos outros.  Não ature gente de coração leviano.  Use fio dental.  Não perca tempo com inveja.  Às vezes se está por cima,  às vezes por baixo.  A peleja é longa e, no fim,  é só você contra você mesmo.  Não esqueça os elogios que receber.  Esqueça as ofensas.  Se conseguir isso, me ensine.  Guarde as antigas cartas de amor.  Jogue fora os extratos bancários velhos.  Estique-se.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.  As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,  aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.  Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.  Tome bastante cálcio.  Seja cuidadoso com os joelhos.  Você vai sentir falta deles.  Talvez você case, talvez não.  Talvez tenha filhos, talvez não.  Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.  Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.  As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.  É assim pra todo mundo.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desfrute de seu corpo.  Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.  Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.  É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.  Dance.  Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.  Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.  Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dedique-se a conhecer os seus pais.  É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.  Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.  Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.  Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas  e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,  mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.  More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.  Viaje.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aceite certas verdades inescapáveis:  Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.  Você, também, vai envelhecer.  E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,  os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,  e as crianças, respeitavam os mais velhos.  Respeite os mais velhos.  E não espere que ninguém segure a sua barra.  Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.  Talvez case com um bom partido.  Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta  vai aparentar oitenta e cinco.  Cuidado com os conselhos que comprar,  mas seja paciente com aqueles que os oferecem.  Conselho é uma forma de nostalgia.  Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,  repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas no filtro solar, acredite! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;==========================================&lt;/div&gt;Tradução: Pedro Bial.&lt;br /&gt;O autor, Tim Cox, teve câncer de pele por falta de filtro solar.&lt;br /&gt;[Fonte: &lt;a href="http://www.encantosepaixoes.com.br/poesia2875.htm"&gt;http://www.encantosepaixoes.com.br/poesia2875.htm&lt;/a&gt;; capturado em 21.jun.2005]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.encantosepaixoes.com.br/index1.htm"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111935447331238764?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111935447331238764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111935447331238764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/filtro-solar-tim-cox.html' title='Filtro solar - Tim Cox'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111927245394411925</id><published>2005-06-20T05:34:00.000-07:00</published><updated>2005-06-20T06:00:53.956-07:00</updated><title type='text'>Não te amo mais - (?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Poemeto para ser lido "de cima pra baixo e de baixo pra cima" - este poeminha engraçadinho é bastante antigo nas listas de e-mail que rolam pela internet. Inicialmente divulgado sem autoria, ultimamente tem sido atribuído a Clarice Lispector. Caso alguém saiba quem escreveu esta graciosa brincadeirinha, peço a gentileza de entrar em contato comigo [com a pessoa responsável pelo site no final do texto] para que o nome seja divulgado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Não te amo mais &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Estarei mentindo dizendo que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Ainda te quero como sempre quis &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Tenho certeza que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Nada foi em vão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Sinto dentro de mim que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Você não significa nada &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Não poderia dizer mais que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Alimento um grande amor &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Sinto cada vez mais que &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Já te esqueci! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;E jamais usarei a frase &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Eu te amo! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;Sinto, mas tenho que dizer a verdade &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;É tarde demais... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#663366;"&gt;-o-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/Paris/Concorde/9366/mude.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;http://www.geocities.com/Paris/Concorde/9366/mude.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#cc0000;"&gt; (Esta página foi totalmente concebida, elaborada e é mantida por única e exclusiva responsabilidade de Anna Christina Saeta de Aguiar.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111927245394411925?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111927245394411925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111927245394411925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/no-te-amo-mais.html' title='Não te amo mais - (?)'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111926842236635938</id><published>2005-06-20T04:09:00.000-07:00</published><updated>2005-06-20T04:58:58.483-07:00</updated><title type='text'>MUDE - Edson Marques</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Mude&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Mas comece devagar, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;porque a direção é mais importante &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;que a velocidade. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sente-se em outra cadeira, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;no outro lado da mesa. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mais tarde, mude de mesa. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando sair, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;procure andar pelo outro lado da rua.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;calmamente, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;observando com atenção &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;os lugares por onde &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;você passa. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tome outros ônibus. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mude por uns tempos o estilo das roupas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Dê os teus sapatos velhos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Procure andar descalço alguns dias. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tire uma tarde inteira &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;para passear livremente na praia, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ou no parque, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;e ouvir o canto dos passarinhos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veja o mundo de outras perspectivas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Abra e feche as gavetas &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;e portas com a mão esquerda. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Durma no outro lado da cama... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;depois, procure dormir em outras camas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assista a outros programas de tv, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;compre outros jornais... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;leia outros livros, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Viva outros romances. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não faça do hábito um estilo de vida. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ame a novidade. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Durma mais tarde. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Durma mais cedo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprenda uma palavra nova por dia &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;numa outra língua. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Corrija a postura. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Coma um pouco menos, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;escolha comidas diferentes, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;novos temperos, novas cores, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;novas delícias. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tente o novo todo dia,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o novo lado, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o novo método, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o novo sabor, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o novo jeito, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o novo prazer, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o novo amor,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;a nova vida. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Busque novos amigos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Tente novos amores. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Faça novas relações. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Almoce em outros locais, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;vá a outros restaurantes, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;tome outro tipo de bebida &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;compre pão em outra padaria. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Almoce mais cedo, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;jante mais tarde ou vice-versa. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escolha outro mercado... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;outra marca de sabonete, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;outro creme dental... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;tome banho em novos horários. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Use canetas de outras cores. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Vá passear em outros lugares. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ame muito, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;cada vez mais, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;de modos diferentes. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Troque de bolsa, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;de carteira, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;de malas, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;troque de carro, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;compre novos óculos, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;escreva outras poesias. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jogue os velhos relógios, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;quebre delicadamente &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;esses horrorosos despertadores. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abra conta em outro banco. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Vá a outros cinemas, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;outros cabeleireiros, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;outros teatros, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;visite novos museus. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mude. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Lembre-se de que a Vida é uma só. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;E pense seriamente em arrumar um outro emprego, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;uma nova ocupação, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;um trabalho mais light, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;mais prazeroso, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;mais digno, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;mais humano. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você não encontrar razões para ser livre, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;invente-as. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Seja criativo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;longa, se possível sem destino. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Experimente coisas novas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Troque novamente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mude, de novo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Experimente outra vez. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você certamente conhecerá coisas melhores &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;e coisas piores do que as já conhecidas, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;mas não é isso o que importa. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O mais importante é a mudança, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o movimento, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;o dinamismo, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;a energia. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Só o que está morto não muda! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Repito por pura alegria de viver: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;a salvação é pelo risco, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;sem o qual a vida não vale a pena" (Clarice Lispector) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;-o-&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nota do autor: "Antes de qualquer reclamação:Este poema está circulando pela internet com a autoria erroneamente atribuída à Clarice Lispector. Provavelmente a frase utilizada no final do poema - corretamente creditada - deve ter causado esta confusão."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vicosa.com.br/lerbr/edmar_mude.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;http://www.vicosa.com.br/lerbr/edmar_mude.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Blog do autor: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://mude.weblogger.terra.com.br/index.htm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://mude.weblogger.terra.com.br/index.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111926842236635938?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111926842236635938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111926842236635938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/mude-edson-marques.html' title='MUDE - Edson Marques'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111920989163567593</id><published>2005-06-19T12:29:00.000-07:00</published><updated>2005-06-19T12:38:11.643-07:00</updated><title type='text'>"Caixinha de Surpresas" e "Impertinências"  - Alcione Albuquerque</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;Caixinha de Surpresas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;                &lt;br /&gt;A mitologia, analisada hoje, dentre os seus interesses históricos e religiosos, pretendeu explicar o inconsciente coletivo dos gregos e romanos de sua época, o que equivale a humanidade como um todo.  Assim tantos seres extraordinários foram trazidos à tona; fadas ,deuses, monstros,alguns alados, outros com patas de cavalos,diáfanos uns e feitos de pedras outros, numa polimorfia incrível, representativa de nosso psiquismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Todos eles se viram defrontados por desafios e quedas, vitórias e fracassos, suplícios e prêmios eternos a nos lembrar a trajetória evolutiva dos homens, inclusive podendo-se reconhecer certas explicações religiosas através deste viés...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Por exemplo Pandora, numa de suas versões, era uma mulher que recebeu dos deuses do Olimpo a incumbência de transportar uma caixa onde estavam aprisionadas as viciações humanas. Tendo êxito ela seria alçada a condição de semideusa. Mas a desajeitada Pandora , tropeça e deixa a caixa vir ao solo e ao abrir-se todos os males ficam as soltas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Daí que a Caixa de Pandora se tornou sinônimo de  surpresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se por um lado, ouvindo a estória, lastimamos a abertura da caixa pois  reconhecemos  tantos males presentes no mundo , por outro ponderemos se há como evita-los.Aproveitando a metáfora, digamos que há uma “caixa geral” pertencente ao planeta. São aqueles desafios coletivos , programados pela necessidade do conjunto de almas aqui encarnadas: as guerras , os fenômenos atmosféricos, os cataclismos, as epidemias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mas há também uma “caixinha” pessoal e intransferível que devemos tomar aos nossos cuidados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Incrível, mas esta é a verdadeira Caixinha de Surpresas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cada um de nós, em momentos variados da vida se vê surpreendido pelas próprias reações emocionais. Nos preparamos o tempo todo para uma certa atitude, repreendemos nosso próximo quando ele discorda de nossos valores e... cá estamos nós fazendo igual ou pior.Seremos incorrigíveis, maus, péssimos alunos? E lá vamos nós descendo uma vez mais as escadarias da estima que nos levam aos porões da culpa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;De fato o desafio da evolução se repete a cada dia de nosso viver por isso é melhor vê-lo de frente, sem subterfúgios e sem se esquecer que a própria vida , em sua dinâmica constante nos traz mudanças. Assim como ao fixarmos o olhar nas nuvens do céu temos a impressão de que estão paradas e a um simples desviar da visão, retomando o olhar, vemos um céu totalmente diferente, assim a dialética entre as mudanças do planeta, a nossa intimidade e a incessante novidade da vida em si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Distinguir o que é pessoal do que é geral já é um grande ganho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Como dizemos as nossas crianças quando transportam algo precioso, seguremos a nossa caixa com as ‘duas mãos’, mas não nos desesperemos se ela cair. Contemos com a nossa intenção de acerto e a Misericórdia Divina velando por nós. Observemos sem medo o que saiu de dentro e selecionemos o que queremos modificar. A própria vida, em sua sabedoria se encarrega muitas vezes de nos fazer tropeçar para que aprendamos a nos levantar mais depressa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ah! Já ia me esquecendo! Na Caixa de Pandora moravam também as Virtudes.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;==========&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Impertinências&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A incessante roda da vida ,&lt;br /&gt;independente de qualquer pergunta&lt;br /&gt;me trouxe até o hoje.&lt;br /&gt;Há um alívio em não ter&lt;br /&gt;que fazer&lt;br /&gt;"as sempre maiores perguntas" adelianas.&lt;br /&gt;Passo a pontuar diferente.&lt;br /&gt;Não mais interrogações ao final do dia.&lt;br /&gt;Só, exclamo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;=============&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Alcione Albuquerque - psicóloga especialista clinica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111920989163567593?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111920989163567593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111920989163567593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/caixinha-de-surpresas-e-impertinncias.html' title='&quot;Caixinha de Surpresas&quot; e &quot;Impertinências&quot;  - Alcione Albuquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111913348913389182</id><published>2005-06-18T14:31:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T15:24:49.146-07:00</updated><title type='text'>Divindades do Mar e das Águas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a name="A"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;O Oceano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Para os antigos o Oceano primitivamente é um rio imenso que envolve o mundo terrestre. Na Mitologia é o primeiro deus das águas, filho de Urano ou do Céu e de Gaia, a Terra; é o pai de todos os seres. Homero diz que os deuses eram originários do Oceano e de Tétis. Conta o mesmo poeta que os deuses iam muitas vezes à Etiópia visitar o Oceano e tomar parte nas festas e sacrifícios que ali se celebravam. Conta-se enfim que Juno, desde o seu nascimento, foi por sua mãe Réia confiada aos cuidados de Oceano e de Tétis, para livrá-la da cruel voracidade de Saturno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;O Oceano é pois tão antigo como o mundo. Por isso representam-no sob a forma de um velho, sentado sobre as ondas, com uma lança na mão e um monstro marinho ao seu lado. Esse velho segura uma urna e despeja água, símbolo do mar, dos rios e das fontes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como sacrifício ofereciam-lhe geralmente grandes vítimas, e antes das expedições difíceis, faziam-se-lhe libações. Era não somente venerado pelos homens, mas também pelos deuses. Nas Geórgicas de Virgílio, a ninfa Cirene, ao palácio do Peneu, na fonte desse rio, oferece um sacrifício ao Oceano; três vezes seguidas, ela deita o vinho sobre o fogo do altar, e três vezes a chama ressalta até a abóbada do palácio, presságio tranqüilizador para a ninfa e seu filho Aristeu.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="B"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Tetis e as Oceânidas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Tetis, filha do Céu e da Terra, casou com o Oceano, seu irmão, e foi mãe de três mil ninfas chamadas Oceânidas. Dão-lhe ainda como filhos, não somente os rios e as fontes, mas também Proteu, Etra, mãe de Atlas, Persa, mãe de Circeu, etc. Conta-se que &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Júpiter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, tendo sido amarrado e preso pelos outros deuses, Tetis pô-lo em liberdade, com auxílio do gigante Egeon. Ela se chamava Tetis, palavra que em grego significa "ama, nutriz", sem dúvida porque é a deusa da água, matéria-prima que, segundo uma crença antiga, entra na formação de todos os corpos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;O carro dessa deusa é uma concha de maravilhosa forma e de uma brancura de marfim nacarado. Quando percorre o seu império, esse carro, tirado por cavalos-marinhos mais brancos do que a neve, parece voar, à superfície das águas. Ao redor dela, os delfins, brincando, saltam no mar; Tetis é acompanhada pelos Tritões que tocam trombeta com as suas conchas recurvas, e pelas Oceânidas coroadas de flores, e cuja cabeleira esvoaça pelas espáduas, ao capricho dos ventos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tetis, deusa do mar, esposa de Oceano, não deve ser confundida com Tetis, filha de Nereu e mãe de Aquiles.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="C"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Netuno (Poseidon)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Netuno ou Poseidon, filho de Saturno e de Réia, era irmão de Júpiter e de Plutão. Logo que nasceu, Réia o escondeu em um aprisco da Arcádia, e fez Saturno acreditar ter ela dado à luz a um potro que lhe deu para devorar. Na partilha que os três irmãos fizeram do Universo ele teve por quinhão o mar, as ilhas, e todas as ribeiras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Quando Júpiter, seu irmão, a quem sempre serviu com toda a fidelidade, venceu os Titãs, seus terríveis competidores, Netuno encarcerou-os no Inferno, impedindo-os de tentar novas empresas. Ele os mantém por trás do recinto inexpugnável formado por suas ondas e rochedos. Netuno governa o seu império com uma calma imperturbável. Do fundo do mar em que está sua tranqüila morada, sabe tudo quanto se passa na superfície das ondas. Se por acaso os ventos impetuosos espalham inconsideradamente as vagas sobre as praias, causando injustos naufrágios, Netuno aparece, e com a sua nobre serenidade faz reentrar as águas no seu leito, abre canais através dos baixios, levanta com o tridente os navios presos nos rochedos ou encalhados nos bancos de areia, - em uma palavra, restabelece toda a desordem das tempestades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Teve como mulher Anfitrite, filha de Doris e de Nereu. Essa ninfa recusara antes desposar Netuno, e se escondeu para esquivar-se às suas perseguições. Mas um delfim, encarregado dos interesses de Netuno, encontrou-a ao pé do monte Atlas, e persuadiu-a que devia aceitar o pedido do deus; como recompensa foi colocada entre os astros. De Netuno ela teve um filho chamado Tritão, e muitas ninfas marinhas; diz-se também que foi a mãe dos Ciclopes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;O ruído do mar, a sua profundidade misteriosa, o seu poder, a severidade de Netuno que abala o mundo, quando com o tridente ergue os enormes rochedos, inspiram à humanidade um sentimento mais de receio do que de simpatia e amor. O deus parecia dar por isso, todas as vezes que se apaixonava de uma divindade ou de um simples mortal. Recorria então à metamorfose; mas mesmo assim, na maior parte das vezes, conservava o seu caráter de força e impetuosidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Representam-no mudado em touro, nos seus amores com a filha de Éolo; sob a forma de rio Enipeu, quando fazia Ifiomédia mãe de Ifialto e de Oto; sob a de um carneiro, para seduzir Bisaltis, como cavalo para enganar Ceres, enfim, como um grande pássaro nos amores com &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/perseu.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Medusa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, e como um delfim quando se apaixonou por Melanto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;A sua famosa discórdia com &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Minerva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, por causa da posse de Ática, é uma alegoria transparente em que os doze grandes deuses, tomados como árbitros, indicam a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/venus.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Atenas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt; os seus destinos. Esse deus teve ainda uma desavença com Juno por causa de Micenas e com o Sol por causa de Corinto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Quer a fábula de Netuno, expulso do céu com &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/apolo.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Apolo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, por haver conspirado contra &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Júpiter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, tenha construído as muralhas de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/troia.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Tróia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, e que defraudado no seu salário, se tenha vingado da perfídia de Laomedonte destruindo os muros da cidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Netuno era um dos deuses mais venerados na Grécia e na Itália, onde possuía grande número de templos, sobretudo nas vizinhanças do mar; tinha também as suas festas e os seus espetáculos solenes, sendo que os do istmo de Corinto e os do Circo de Roma eram-lhe especialmente consagrados sob o nome de Hípio. Independente das Saturnais, festas que se celebravam no mês de julho, os romanos consagravam a Netuno todo o mês de fevereiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Perto do istmo de Corinto, Netuno e Anfitrite tinham as suas estátuas no mesmo templo, não longe uma da outra; a de Netuno era de bronze e media doze pés e meio de altura. Na ilha de Tenos, uma das Ciclades, tinha Anfitrite uma estátua colossal da altura de nove cúbitos. O deus do mar tinha sob a sua proteção os cavalos e os navegantes. Além das vítimas ordinárias e das libações em sua honra, os arúspices ofereciam-lhe particularmente o fel da vítima porque o amargor convinha às águas do mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Netuno é geralmente representado nu, com uma longa barba, e o tridente na mão, ora sentado, ora em pé sobre as ondas; muitas vezes; em um carro tirado por dois ou quatro cavalos, comuns ou marinhos, cuja parte inferior do corpo termina em cauda de peixe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="D"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Proteu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Proteu, deus marinho, era filho de Oceano e de Tetis ou, segundo uma outra tradição, de Netuno e de Fênice. Segundo os gregos, a sua pátria é Palene, cidade da Macedônia. Dois dos seus filhos, Tmolos e Telégono, eram gigantes, monstros de crueldade. Não tendo podido chamá-los ao sentimento da humanidade, tomou o partido de retirar-se para o Egito, com o socorro de Netuno, que lhe abriu uma passagem sob o mar. Também teve filhas, entre as quais as ninfas Eidotéia, que apareceu a Menelau, quando voltando de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/troia.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Tróia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt; esse herói foi levado por ventos contrários aobre a costa do Egito, e lhe ensinou o que devia fazer para saber de Proteu os meios de regressar à pátria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Proteu guardava os rebanhos de Netuno, isto é, grandes peixes e focas. Para o recompensar dos trabalhos que com isso tinha. Netuno deu-lhe o conhecimento do passado, do presente e do futuro. Mas não era fácil abordá-lo, e ele se recusava a todos que vinham consultá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Eidotéia disse a Menelau que, para decidi-lo a falar, era preciso surpreendê-lo durante o sono, e amarrá-lo de maneira que não pudesse escapar, pois ele tomava todas as formas para espantar os que se aproximavam: a de leão, dragão, leopardo, javali; algumas vezes se metamorfoseava em árvore, em água e mesmo em fogo; mas se se perseverava em conservá-lo bem ligado, retomava a primitiva forma e respondia a todas as perguntas que se lhe fizessem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Menelau seguiu ponto por ponto as instruções da ninfa. Com três dos seus companheiros, entrou de manhã, nas grutas em que Proteu costumava ir ao meio-dia descansar, juntamente com os rebanhos. Apenas Proteu fechou os olhos e tomou uma posição cômoda para dormir. Menelau e os seus três companheiros se atiraram sobre ele e o apertaram fortemente entre os braços. Era inútil metamorfosear-se: a cada forma que tomava, apertavam-no com mais força. Quando enfim esgotou todas as suas astúcias Proteu voltou à forma ordinária, e deu a Menelau os esclarecimentos que este pedia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;No quarto livro das Geórgicas, Virgílio, imitando Homero, conta que o pastor Aristeu, depois de haver perdido todas as suas abelhas, foi a conselho de Cirene, sua mãe, consultar Proteu sobre os meios de reparar os enxames, e para lhe falar, recorreu aos mesmos artifícios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="E"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;As Sereias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Quando, por uma noite calma de primavera ou de outono, o marinheiro deixa vogar docemente o barco perto das margens, nas paragens semeadas de rochedos ou de escolhos, ouve ao longe, no marulho das ondas, o gorjeio das aves marinhas. Esse gorjeio, entrecortado, às vezes, por gritos estridentes e zombeteiros, sobe aos ares e passa invisível com um estranho síbilo de asas, por cima da cabeça do marinheiro atento, dando-lhe a ilusão de um concerto de vozes humanas. A sua imaginação então lhe representa grupos de mulheres ou de raparigas que se divertem e procuram desviá-lo do seu caminho. Desgraçado dele se se aproxima do lugar em que a voz parece mais clara, isto é, dos rochedos à flor d'água onde, para as aves marinhas, a pesca é frutuosa; infalivelmente o seu barco se quebrará e se perderá entre os escolhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Tal é, sem dúvida, a origem da fábula das Sereias; mas a imaginação dos poetas criou-lhes uma lenda maravilhosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Elas eram filhas do rio Aqueló e da musa Calíope. Ordinariamente contam-se três: Parténope, Leucósia e Lígea, nomes gregos que evocam as idéias de candura, de brancura e de harmonia. Outros dão-lhes os nomes de Aglaufone, Telxieme e Pisinoe, denominações que exprimem a doçura da sua voz e o encanto das suas palavras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Conta-se que no tempo do rapto de Prosérpina, as Sereias foram à terra de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/apolo.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Apolo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, isto é, a Sicília, e que Ceres, para puni-las por não haverem socorrido a sua filha, mudou-as em aves. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Ovídio, ao contrário, diz que as Sereias, desoladas com o rapto de Prosérpina, pediram aos deuses que lhes dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a terra. Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a costa de Itália. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;O oráculo predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os navegantes à sua passagem; mas desde que um só passasse sem para sempre ficar preso ao encanto das suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no seu país, na sua família, em si mesmos; esqueciam de beber e de comer, e morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca dos ossos daqueles que assim haviam perecido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Entretanto, quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou a sua lira e as encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Ulisses, obrigado a passar com o seu navio adiante das Sereias, mas advertido por Circe, tapou com cera as orelhas de todos os seus companheiros, e se fez amarrar, de pés e mãos, a um mastro. Além disso, proibiu que o desligassem se, por acaso, ouvindo a voz da Sereias, ele exprimisse o desejo de parar. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as suas doces palavras e as suas promessas sedutoras, apesar do aviso que recebera e da certeza de morrer, deu ordem aos companheiros que o soltassem, o que felizmente eles não fizeram. As Sereias, não tendo podido deter &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/ulisses.htm"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;Ulisses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;, precipitaram-se no mar, e as pequenas ilhas rochosas que habitavam, defronte do promontório da Lucárnia foram chamadas Sirenusas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;As Sereias são representadas ora com cabeça de mulher e corpo de pássaro, ora com todo o busto feminino e a forma de ave, da cintura até os pés. Nas mãos têm instrumentos: uma empunha uma lira, outra duas flautas, e a terceira gaitas campestres ou um rolo de música, como para cantar. Também pintam-nas com um espelho. Não há nem um autor antigo que nos tenha representado as Sereias como mulheres-peixe. Como muita gente atualmente as representam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pausânias conta ainda uma fábula sobre as Sereias: "As filhas de Aqueló, diz ele, encorajadas por Juno, pretenderam a glória de cantar melhor do que as Musas, e ousaram fazer-lhes um desafio, mas as Musas, tendo-as vencido, arrancaram-lhes as penas das asas, e com elas fizeram coroas." Com efeito, existem antigos monumentos que representam as Musas com uma pena na cabeça. Apesar de temíveis ou perigosas, as Sereias não deixaram de participar das honras divinas; tinham um templo perto de Sorrento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;[Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111913348913389182?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111913348913389182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111913348913389182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/divindades-do-mar-e-das-guas.html' title='Divindades do Mar e das Águas'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111913025204704547</id><published>2005-06-18T14:17:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T14:30:52.056-07:00</updated><title type='text'>O Sono das Águas - Guimarães Rosa</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Há uma hora certa, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;no meio da noite, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;uma hora morta, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;em que a água dorme. Todas as águas dormem:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;no rio, na lagoa,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;no açude, no brejão, nos olhos d’água,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;nos grotões fundos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;E quem ficar acordado,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;na barranca, a noite inteira,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;há de ouvir a cachoeira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;parar a queda e o choro,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;que a água foi dormir...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Águas claras, barrentas, sonolentas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;todas vão cochilar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;fios brancos, torrentes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;O orvalho sonha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;nas placas da folhagem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;E adormece&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;até a água fervida,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;nos copos de cabeceira dos agonizantes...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Mas nem todas dormem, nessa hora&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;de torpor líquido e inocente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Muitos hão de estar vigiando,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;e chorando, a noite toda,porque a água dos olhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;nunca tem sono...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[Do livro "Magma" - de João Guimarães Rosa; Rio - Ed. Nova Fronteira; 1997: 66]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111913025204704547?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111913025204704547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111913025204704547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/o-sono-das-guas-guimares-rosa.html' title='O Sono das Águas - Guimarães Rosa'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111912941722951912</id><published>2005-06-18T14:13:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T14:16:57.233-07:00</updated><title type='text'>Planeta Água - Guilherme Arantes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Água que nasce na fonte serena do mundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;E que abre o profundo grotão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Água que faz inocente riacho e deságua&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Na corrente do ribeirão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Águas escuras dos rios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Que levam a fertilidade ao sertão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Águas que banham aldeias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;E matam a sede da população&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Águas que caem das pedras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;No véu das cascatas ronco de trovão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;E depois dormem tranquilas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;No leito dos lagos, no leito dos lagos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Água dos igarapés onde Iara mãe d'água&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;É misteriosa canção&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Água que o sol evapora pro céu vai embora&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Virar nuvens de algodão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Gotas de água da chuva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Alegre arco-íris sobre a plantação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Gotas de água da chuva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Tão tristes são lágrimas na inundação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Águas que movem moinhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;São as mesmas águas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Que encharcam o chão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;E sempre voltam humildes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Pro fundo da terra, pro fundo da terra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Terra planeta água... terra planeta água&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Terra planeta água.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111912941722951912?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111912941722951912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111912941722951912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/planeta-gua-guilherme-arantes.html' title='Planeta Água - Guilherme Arantes'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111912920767929485</id><published>2005-06-18T14:10:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T14:13:27.680-07:00</updated><title type='text'>CUIDANDO DO SER TERRA:PLANETA ÁGUA!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Você sabia que uma torneira pingando por um mês deixa escoar 2 mil litros de água? Que, ao deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes, você gasta aproximadamente dez litros? E que, para tomar um banho de 10 minutos, são necessários 70 litros? &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Em um planeta onde a escassez de água já afeta pelo manos 80 países, dos quais 26 enfrentam um problema de sede crônica, mesmo pequenos disperdícios como esses agravam muito a situação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que em São Paulo 40% da água fornecida à população é desperdiçada, quantidade que daria para abastecer 3 milhões de pessoas. São jogados fora 10 mil litros por segundo! De acordo com um alerta divulgado pela ONU, em 2005 faltará água para os habitantes da Terra. Hoje, 40% das terras do planeta são desertos ou estão em processo de desertificação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que vem agravar ainda mais a progressiva escassez de água é a contaminação dos rios e mananciais. Para se ter uma idéia, dos 12 milhões de lixões existentes no Brasil, 63% estão instalados às margens deles.  Estatísticas mostram que mais de 3 bilhões de pessoas de 29 países estão sendo afetadas por água de má qualidade e 10 milhões morrem em conseqüência disso; segundo dados recentes, a cada 8 segundos morre uma criança por doenças relacionadas com a água. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Paris, foi criada a Declaração Universal dos Direitos da Água, que diz: "A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, deve ser utilizada com consciência e discernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento e deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem puder pôr isso em prática, que não deixe de fazê-lo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Sinais de Figueira nº2(para receber Sinais de Figueira regularmente - distribuição gratuita - escreva para: FIGUEIRACaixa Postal 29, Carmo de Cachoeira/MG - CEP 37225-000&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111912920767929485?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111912920767929485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111912920767929485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/cuidando-do-ser-terraplaneta-gua.html' title='CUIDANDO DO SER TERRA:PLANETA ÁGUA!'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111912902357020132</id><published>2005-06-18T14:05:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T14:10:23.573-07:00</updated><title type='text'>Terra: Planeta Água</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;"A água pode não ter sido o único determinante para o surgimento da vida na Terra, mas, sem ela, certamente a vida seria alguma coisa bem diferente daquilo que conhecemos. Até por isso, a procura de alguma forma de vida fora da Terra começa pela procura de água líquida."  -&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;leia o artigo da Profa. Regina H. Porto Francisco em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_28/agua6.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_28/agua6.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111912902357020132?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111912902357020132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111912902357020132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/terra-planeta-gua.html' title='Terra: Planeta Água'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111909626136395351</id><published>2005-06-18T04:59:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T05:04:21.383-07:00</updated><title type='text'>Meu amigo B. - Um conto premiado da Rô Maluf</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Fico daqui pensando porque você não me quer dar atenção...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escrevo e-mails, envio mensagens idiotas, às vezes alguma coisa  inteligente, mas você não liga, não dá a menor bola para o que mando ou deixo de mandar. Via Internet tento retomar o que nem bem começamos, um novo papo, novos escritos, perguntas tolas, como é que está o tempo aí, o que você tem feito de bom, tem ido ao cinema? Uma ligação... é isto! Uma telefonadinha! Só para saber, se você está ou não em casa numa hora dessas. Domingo, no horário do chato do Faustão. Ou não? Melhor não! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda ontem o que se passava era exatamente o contrário: minha caixa repleta de e-mails seus, poesias, versos, textos lindos, artigos, dicas de compras, roteiros de viagens, e eu ali, lendo (e gostando). Respirava fundo, fechava os olhos, pensando em você, depois relia tudo, arquivava, lia de novo, mas nem sempre respondia.  Às vezes me chegava uma foto. Eu olhava, admirava as mãos brancas, ficava imaginando mil coisas.  Se aquelas mãos fumavam, contavam dinheiro, acariciavam ou agrediam, escreviam, tocariam algum instrumento, talvez pintassem telas cheias de sol e de flores...Um sorriso, o que haveria por trás daquele sorriso tão monalisa? Na verdade nem era assim tão misterioso mas me despertava muita curiosidade. O proibido, o oculto, o desconhecido talvez. Telefonar eu não telefonava, vozes trazem perigo... sempre! E se fosse a voz do Neil Diamond cantando no Jonathan Livingston Seagull? Aquela voz que me fez chorar quando fui ver o Fernão Capelo Gaivota. Ah, a voz do Neil Diamond ... Glory, glory, day... era um filme tão lindo que eu poderia contá-lo inteirinho para você, poderia até cantar alguns trechos. Escanear fotos de cenas do filme... Ai, que horror, cantar e contar um filme tão antigo. Aí é que você não apareceria mesmo, nunca mais! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo B... Bernardo? Benito? Bruno? Bento? Ah, Bento não... não gosto do nome, me faz pensar em professor de matemática, daqueles de pince-nez e olhar por cima das lentes. Da rua vem um Djavan berrando num carro com o som mais distorcido que já ouvi.  Não combina mesmo! Djavan tem que ser ouvido baixinho, apreciado, saboreado. E eu aqui, verificando a minha caixa postal. Nenhuma resposta ao cartão bem humorado que lhe enviei. Sabe de uma coisa? Em outra época já teria chutado você para escanteio mas hoje, aos 40 anos de idade penso que não custa insistir um pouco mais, dar uma pequena chance à sorte. Quem sabe? Tudo é possível e eu não me esqueço, uma noite sequer, de rezar para São Judas Tadeu. E tem mais, acendo vela...vela e incenso "spiritual guide", para que os bons fluidos embalem meu sono. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas ando com insônia, sabe... A vida não anda fácil para ninguém.  Minhas amigas dizem a mesma coisa. Daí, se arrumar um homem já está difícil o que dirá de se arrumar um daqueles de boa situação, sem filhos, se possível; viúvo (por medida de segurança) e disponível para uma solteirona como eu? A idade do lobo... nessa altura da vida todos só querem comer chapeuzinhos vermelhos... Sobra mesmo pouca chance para nós. Mas, sabe que  olhando no espelho me dou uma idade bem menor? Uns dez anos menos. Talvez porque sou miúda, dizem que mulher grande envelhece mais. Muito osso, muita carne, faz muita vista. As menorzinhas, não, ficam ali, aquela coisinha, murchando aos poucos, sem assustar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será que você, meu amigo B, vai desaparecer como todos os outros? Será que conseguiu alguém que lhe dê mais receitas, lhe envie temperinhos... e aí não fala mais comigo, nem deixa recados. Estou pensando em desistir de você. Seriamente decidida. Nos falamos há algumas semanas, assuntos sem muita importância, mas eu sempre querendo mais de você. Quando desligo o computador fico com a impressão de que poderia ser mais incisiva, mais assertiva, não divagar tanto. Você, por outro lado, também se mantém distante... intencional ou não, o fato é que isso não nos aproxima. De você, sei menos do que gostaria.  Olho por repetidas vezes a mesma foto antiga. Só de rosto,  bem de pertinho, onde se vê claramente o verde escuro de uns olhos grandes, por detrás das lentes grossas. E monalisa ainda lá, naquele sorriso pouco revelador.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já fomos mais freqüentes em nosso falar. Tínhamos quase um compromisso vespertino de entrarmos no mesmo horário na sala 19, aquela do bate papo do pessoal da culinária, lembra? Eu que nunca gostei de cozinhar, achava aquilo uma chatice, mas ia mesmo assim...via vocês falarem dos peixes, das ostras, lulas e camarões e ficava mareada só de ler tudo que todos escreviam. Mas se houvesse um convite mais expresso,um jantar, por exemplo, eu bem que aceitaria, mareada e tudo.  Mas ... que jantar? Estou mesmo louca!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca atendo da primeira vez...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gosto de dar a impressão de que estou muito ocupada e só na 5ª. chamada digo :- Hello!! Ninguém responde. Alô!! Alô... Desligo. Um frio na barriga... e se for ele? Ah, que pena, eu não tenho bina... e se tocar de novo, pergunto? - É você, B... meu amigo? Mas não... o telefone não toca mais. Acho que fiquei irritada e logo eu, que parei de fumar, acendo um lápis imaginário e faço rodinhas de fumaça no ar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em algum lugar da minha agenda do ano passado, tenho o seu  telefone. É o cúmulo, vasculhar agenda para encontrar um telefone antigo. Que bobagem, se eu ligar o que de mais poderá acontecer? Você poderá dizer que nem me reconhece a voz. Peço desculpas, foi engano, desligo. Pode se mostrar indiferente, o que será ainda pior... faço de conta que me sinto desinteressada também, me desculpo mas desligo primeiro. Melhor não... Dona Cocó dizia lá na minha cidade do interior : mulher correndo atrás de homem é igual lingüiça atrás de cachorro. Eu ficava imaginando a cena. Dona Cocó me repreenderia e ajeitando seu chapéu imaginário e arrastando roupas de princesa pelas calçadas afora, diria: homens, eca! D. Cocó era louca, mas sábia. Sabia inventar histórias, relatava fatos estranhos, contava mentiras, relatava sonhos premonitórios e nem sei porque penso nela agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero voltar a pensar em B. Desejaria tanto ter continuidade com ele. Chega de bilhetinhos, conversinhas, e-mails pra lá e pra cá. Me falta coragem! Goiânia é tão longe de São Luiz e eu fico daqui, indo e voltando para a Secretaria de Saúde onde, por detrás da mesa, fico vendo a tarde passar com preguiça, lá fora. Nem mar eu vejo, nem palmeiras ao vento eu tenho. Tenho sim, um computador só pra mim, uma sala grande com uma chefe mal humorada e mais dois funcionários, peixinhos do secretário, daqueles que nada fazem, sabe como é... No final do expediente, faço de conta que estou atrasada com o serviço e entro na sala 19, para falar de culinária e conversar no reservado com B. Meu coração dispara quando vamos para o reservado. Nada de mais se passa ali, mas fico imaginando que estamos a sós e isso sim, me esfria a barriga. Fico tímida, envergonhada, que boba eu sou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;B. nunca me disse seu verdadeiro nome  e para ele,  sou Linda Flor! Ele mais fala do que me escuta, talvez por ser muito inteligente, tem muita história para contar. Até conhece Minas Gerais ! Mandei para ele umas receitas de comida mineira. Por que passei em concurso público e estou morando em São Luiz do Maranhão, mas sou mineira, do interior, do Vale penoso do Jequitinhonha e nem assim gosto de cozinhar não!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando nas minhas prosas com B. Penso que tudo pode ser  mentira, mas que também pode ser verdade. E se ele viesse ao Maranhão, eu pensei: posso convidá-lo, seria tão bom conhecê-lo de verdade, ver ao vivo o sorriso monalisa, constataria a brancura de suas mãos, poderia mostrar a cidade, levar a restaurantes, arroz de cuxá. Visitar os Lençóis. Lençóis? Será? Outros lençóis estariam nos planos de B? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Djavan já não berra mais, o vizinho aqui do lado resolveu desligar o som. A tarde já se vai, sopra um ventinho bom e daqui a pouco volto para casa. Antes preciso digitar umas coisas e esperar que B. dê sinal de vida na telinha do meu computador. Enquanto isso todos os outros se preparam para sair. Você não vem, B? Logo hoje, 6ª. feira queria tanto falar com você. Fico esperando, esperando, esperando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nada...todos chegam e nada de B. Não tenho o que fazer em casa mas essa espera me deixa ansiosa.  Eu que não fumo mais, porém mastigo a ponta da minha bicpreta e coloco, de uma só vez, 3 caixinhas de chicletes na boca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;B não vem mais. Amanhã tento de novo, se bem que aos sábados o pessoal da culinária não aparece na sala 19. Já aconteceu de B aparecer por lá, mas é sempre muito rápido. Desligo o computador, ajeito minha mesa, enfio o que posso nas gavetas, pego minha bolsa e saio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No elevador encontro Ben, um colega que trabalha aqui, numa sala bem ao lado da minha. Fico olhando para ele, aquelas mãos brancas, um sorriso de monalisa, sempre tão animado, alegre, leve, suave, de bom humor. Penso que sua companhia me poderá fazer bem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aceito seu convite para um chopinho, afinal hoje é sexta feira!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111909626136395351?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111909626136395351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111909626136395351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/meu-amigo-b-um-conto-premiado-da-r.html' title='Meu amigo B. - Um conto premiado da Rô Maluf'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111901252423435079</id><published>2005-06-17T05:33:00.000-07:00</published><updated>2005-06-17T05:48:44.256-07:00</updated><title type='text'>Algumas pontos que você deve levar em conta ao procurar um emprego, tanto do seu lado quanto do lado da Empresa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre sou questionado pelos meus alunos sobre "dicas" e "macetes" para se conseguir empregos. Na verdade, não sei de nenhum truque infalível, e duvido que exista algum. Mas saber de antemão o que você, candidato espera de um bom emprego, bem como o que a Empresa está procurando, sempre ajuda. No mínimo, quem vai se submeter a uma entrevista tem mais chances se conhecer melhor a Organização, representada pelo entrevistador no outro lado da mesa,  e a si próprio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Colei", abaixo, dois artigos muito interessantes, que abordam os dois lados. Vale a pena conferir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes artigos estão disponíveis no site &lt;a href="http://www.infomoney.com.br"&gt;www.infomoney.com.br&lt;/a&gt;, que tem excelente conteúdo. Sugiro a todos os meus leitores que acessem e se cadastrem para recebimento dos boletins diários - sempre úteis e... de graça!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O que procurar em um primeiro emprego?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Por: Waldeli Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Você vai bem na faculdade e sente que está na hora de iniciar sua vida profissional. Quer adquirir conhecimento prático e, por que não, alguma independência financeira. Sim, chegou o momento de procurar emprego pela primeira vez. Mas que perfil ele deve ter? O que buscar nesta primeira oportunidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Sonho e realidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;O primeiro passo para responder a este questionamento é fincar os pés no chão e não voar tão alto em suas idéias. Tenha consciência de que o crescimento profissional, em qualquer atividade, não acontece de um dia para o outro, exceto para os muito sortudos, que conseguem "A Oportunidade" entre milhares de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Portanto, evite as manias de grandeza e comece sua caminhada dando um passo de cada vez. A ambição e a vontade de vencer são importantes elementos na vida de qualquer pessoa, mas para tudo existe a medida certa! Caso contrário, a chance de se frustrar logo de cara será bem grande.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Em busca de uma oportunidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Faça uma pesquisa das empresas onde você gostaria de trabalhar. Verifique as possibilidades de um estágio em sua área de atuação e qual a política de contratação utilizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Leve alguns aspectos em consideração, antes de pensar apenas em optar por grandes corporações, multinacionais e bancos famosíssimos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Reflita sobre a sua condição de estudante, ou seja: quanto tempo em seu dia você tem disponível para trabalhar? Há cursos em que esta tentativa é totalmente inviável no início, como aqueles realizados em período integral. Será mesmo viável a postura de transferir o curso para o período da noite, "pendurar" algumas matérias e fazer um estágio das 9 às 18h? Quanto tempo lhe restará para o estudo? Terá condições de conciliar suas tarefas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Perfil da empresa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Outro ponto importante é a localização. Você não possui carro, mora na Zona Leste de São Paulo, estuda na USP e encontra um estágio de período integral em São Caetano do Sul...Dá para levar os estudos e o estágio ao mesmo tempo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Sem dúvida, o estudante que possui a disposição de trabalhar e seguir com a faculdade, nestas condições, é um herói. Mas talvez a decisão deva ser adiada, se você tiver estrutura financeira para isso. Tente procurar algo que lhe ofereça meios para aperfeiçoar seus conhecimentos, e não massacrar seus estudos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Afinal, você lutou tanto para conseguir uma vaga na faculdade! Está certo que o conhecimento prático conta muito mais ponto em sua carreira, mas bem ou mal você vai precisar do seu diploma muito em breve, e isto é um fato. Portanto, cumpra adequadamente esta etapa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Perspeticvas de crescimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Observe também a estrutura da empresa e qual a possibilidade de aprendizado e de crescimento que ela oferece. Existe mesmo a chance de uma futura efetivação?&lt;br /&gt;Lembre-se que, em algumas corporações, o estágio é visto como uma possibilidade de se contratar alguém a um baixo custo. Portanto, verifique se há um plano de carreira e qual a remuneração a ser paga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Lógico que você não deve esperar, logo no primeiro emprego, um salário magnífico, mas isto não significa que você se veja obrigado a aceitar uma vaga onde você trabalhará de graça.&lt;br /&gt;Porém, existem situações onde os estudantes optam por este caminho por um determinado período, trabalhando em troca de pouca ou nenhuma remuneração, para aprenderem algo que lhes será interessante no futuro. Aí, tudo depende de você e de sua situação financeira. Se esta situação for temporária, tiver dia e hora para acabar, tudo bem. Mas cuidado para que esta condição não se torne uma constante, por apego à equipe que você conheceu ou mesmo pelo trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Procure considerar os gastos com alimentação, transporte e vestuário, se for exigido traje social, por exemplo. Portanto, para tomar esta decisão, você deve contar com o apoio da sua família e traçar uma estratégia muito bem definida, para que tire algum proveito deste esforço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Investimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Esta etapa da sua vida deve ser encarada como uma fase de investimento: afinal, alguém financia seus estudos (mesmo em escola pública existem custos extras) e você investe todo o seu tempo e energia neste projeto de vida. Por isso, pense no melhor para você e para quem lhe apóia também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Vale esclarecer que toda esta situação muda de figura se você vive um momento financeiro conturbado e precisa mesmo trabalhar, não tanto pela busca de experiência mas sim pela batalha por continuar estudando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Neste caso, não tenha medo de encarar um emprego em uma área de atuação diferente da sua. É muito comum você encontrar pessoas que estudam comunicação, por exemplo, e trabalham em consultórios médicos, em pequenas empresas ou no comércio em geral. Lembre-se que você possui metas, e o trabalho é o melhor meio de cumpri-las. Encare este momento como temporário e vá em frente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;Fonte: http://www.infomoney.com.br/; acessado em 17.jun.2005.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;-o-&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Contratação: o que as empresas buscam em um candidato?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Por: Waldeli Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Contratar funcionários não é uma tarefa muito fácil. Você pode acertar "na mosca" ou perceber, depois de certo tempo, que estava redondamente enganado ao optar por determinado candidato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Como este é um processo que demanda certo tempo e muito trabalho, é importante observar certos aspectos, para que todo este investimento seja recompensado. Uma dica é procurar saber quais as tendências do mercado de trabalho, ou seja: que perfil de profissional as micro, pequenas, médias ou grandes empresas têm buscado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Bom currículo basta?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Foi o tempo em que um bom currículo representava tudo em uma seleção de candidatos. Hoje é preciso muito mais do que isso. Os cursos extras, diferenciais no passado, hoje são vistos pelos profissionais de RH como atributos praticamente obrigatórios. Incluem-se aí o conhecimento de língua estrangeira, a habilidade com alguns programas de informática e especializações em sua área de atuação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mas qual é então o diferencial? Pode-se dizer que a postura do candidato conta muito mais ponto em um processo seletivo. Além da facilidade de comunicação, tradicionalmente esperada de qualquer candidato, outras características são importantes e podem trazer bons resultados para a empresa caso a contratação ocorra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Adaptação a mudanças&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;No mundo corporativo a mudança é algo freqüente. Para estar em condições de competir, a empresa necessita, constantemente, fazer alterações e melhorias, seja em seus serviços, produtos, tecnologias utilizadas ou mesmo em sua estrutura interna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Por esta razão é importante que o funcionário se adapte facilmente às mudanças, assimilando rápido o que for necessário, sem refletir queda em seu desempenho por isso. Neste caso, é necessário equilíbrio emocional suficiente para assumir suas tarefas de forma satisfatória, mesmo diante de certa pressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ainda neste aspecto, espera-se que ele se antecipe aos problemas, trazendo soluções. A iniciativa é fundamental para que isto ocorra, bem como a facilidade de lidar com diferentes situações.&lt;br /&gt;A criatividade também é outra característica em alta, justamente em razão da necessidade de inovar sempre. Clareza de raciocínio e habilidade para tomar decisões são desejáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Comportamento em equipe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Como, independente do tamanho da empresa, espera-se que o candidato trabalhe com um grupo, é fundamental que sua postura neste sentido seja muito mais do que satisfatória. A liderança é um traço decisivo no perfil. Não se trata daquele funcionário que "manda alguém fazer", mas sim que se envolve em cada tarefa, participando do trabalho, fornecendo orientações, coordenando as atividades e motivando o grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Motivação? Talvez esta seja a palavra de ordem. Nenhuma empresa gosta de ter em seu quadro de funcionários alguém desmotivado ou sem qualquer estusiasmo para aprender coisas novas, desempenhar novas atribuições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;É esperado que o novo contratado mostre energia e muito ânimo, já que esta é a expectativa principal quanto ao efeito que novos membros proporcionarão à equipe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Organização&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Diante de tanta correria, o funcionário deve ter um alto nível de organização, para que possa priorizar suas tarefas, dedicando a cada uma delas a atenção e o tempo necessários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Outro ponto: é muito prejudicial, em uma empresa, a contratação de funcionários que concentrem várias atividades em suas mãos, dificultando o envolvimento de terceiros neste processo. O perfil de alguém que "segura" as informações, com o objetivo de se sentir necessário em relação à equipe e à empresa, talvez por medo de perder seu cargo, é extremamente prejudicial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Tudo isso, atrelado à lealdade à empresa (o famoso "vestir a camisa") e aos colegas de trabalho, e à consciência da importância de seus atos, traça o perfil do profissional procurado pelas empresas atualmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;É claro que se torna, muitas vezes, difícil encontrar alguém com tantos atributos. Porém, cabe à cada empresa ponderar quais os aspectos mais relevantes para a sua contratação, e colocá-la em prática da melhor forma possível, no objetivo de encontrar o seu candidato ideal. Boa sorte!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: http://www.infomoney.com.br/; acessado em 17.jun.2005.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111901252423435079?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111901252423435079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111901252423435079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/algumas-pontos-que-voc-deve-levar-em.html' title='Algumas pontos que você deve levar em conta ao procurar um emprego, tanto do seu lado quanto do lado da Empresa'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111893258899806986</id><published>2005-06-16T07:31:00.000-07:00</published><updated>2005-06-16T07:36:29.006-07:00</updated><title type='text'>Uma gota de água</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d’água? Sim, uma pequena gota d’água se equilibrando na ponta de um frágil raminho... Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor. São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d’água no oceano. E aquela pequena sábia-mulher, lhe respondeu: ─ “Sim, meu filho, mas sem essa gota d’água o oceano seria menor”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para que não caia nas malhas do desespero... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;A tolerância com quem perdeu o equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um olhar de ternura para quem pena na amargura. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d’água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe. Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Todas essas são atitudes que embelezam a vida. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d’água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Pense nisso! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.&lt;br /&gt;Pense nisso! E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;Lembre-se da minúscula gota d’água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.&lt;br /&gt;E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d’água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt;Se você quer receber mensagens como essa em seu e-mail, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em http://casa.momento.com.br/ e cadastre-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111893258899806986?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111893258899806986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111893258899806986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/uma-gota-de-gua.html' title='Uma gota de água'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111878978180459058</id><published>2005-06-14T15:53:00.000-07:00</published><updated>2005-06-14T15:56:21.810-07:00</updated><title type='text'>A Importância do Perdão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.  Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;- Filho como está se sentindo agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem fica sempre em nós mesmos. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras; cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações; cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos; cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter; cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;[Recebido via e-mail; desconheço o autor]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111878978180459058?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111878978180459058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111878978180459058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/importncia-do-perdo.html' title='A Importância do Perdão'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111876180617715762</id><published>2005-06-14T08:08:00.000-07:00</published><updated>2005-06-14T08:10:06.183-07:00</updated><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#660000;"&gt;"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Francisco Cândido Xavier&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111876180617715762?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111876180617715762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111876180617715762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/solido.html' title='Solidão'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111840564011951760</id><published>2005-06-10T05:10:00.001-07:00</published><updated>2005-06-10T05:14:00.126-07:00</updated><title type='text'>Aos consumidores de drogas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Talvez você já tenha dito ou ouvido a infeliz afirmativa: "se eu uso drogas,  o problema é meu, e ninguém tem nada a ver com isso. A droga só a mim prejudica". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Se você pensa dessa maneira, gostaríamos de lhe convidar a fazer algumas reflexões a respeito, sob outro ponto de vista.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Você já deve ter visto, ao vivo, pela TV ou nos jornais, a triste imagem de uma criança de oito anos de idade ou de um adolescente de doze, com uma metralhadora na mão, a serviço dos traficantes de drogas, não é mesmo? São cenas chocantes e deprimentes, você há de convir... No entanto, você jamais deve ter pensado que, usando drogas, está colocando o dinheiro na mão do traficante para que ele compre a arma e a coloque nos ombros dessas crianças.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Você já deve ter visto o sórdido espetáculo de uma mãe desesperada, com o coração sangrando e o rosto banhado em pranto, debruçada sobre o cadáver do filho querido que foi morto tentando fazer com que a "mercadoria" chegasse às suas mãos. Você, que é consumidor, talvez não tenha se dado conta, mas é um dos responsáveis pela violência gerada nesse disputado mercado das drogas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Você, que é usuário de drogas, ainda que seja de vez em quando, está contribuindo com a corrupção nutrida no submundo das drogas, e fomentado a disputa sangrenta pelo consumidor, que enche os bolsos dos poderosos do tráfico, dizimando vidas e matando esperanças. Lamentavelmente, a grande maioria desses consumidores não percebe que o mal que causam está longe de ser "um problema seu", como afirmam. Não se dão conta de que seu vício é alimentado com sangue e lágrimas de muitos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Em nome da satisfação de seu egoísmo, o consumidor de drogas deixa um rastro de sangue sem precedentes... E responderá por isso perante as leis divinas, sem dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Recentemente as mídias noticiaram o assassinato de um jornalista, que foi executado a sangue frio pelos "donos do pedaço" que ele invadira no cumprimento do seu dever de profissional comprometido com a verdade. O povo se manifestou. Houve passeatas, protestos e pedidos de justiça. Muito louvável, não há dúvida. Mas, quantos daqueles que empunharam a bandeira da paz e da justiça não terão contribuído para que aquela execução se realizasse? Quantos executivos que, sentados em suas poltronas de luxo criticam a violência, sem se dar conta de que esta é alimentada pela farta mesada que colocam nas mãos de filhos viciados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Você há de concordar que não haveria esse mercado infame das drogas se não houvesse o consumidor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Quando vemos a cínica expressão de um prisioneiro que comanda o terror de dentro da prisão, temos que admitir que ele age dessa forma porque tem "costas quentes", e está seguro de que nada lhe acontecerá. E você, que é consumidor de drogas, está financiando esse mercado bilionário, alimentando esses tiranos cruéis que enriquecem graças a sua frágil vontade de encarar a vida de frente e de mente lúcida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Mas essas não são as únicas desgraças que um viciado provoca. Há aquelas que acontecem dentro do seu próprio lar. Aquelas capazes de dilacerar um coração de mãe ou de pai, de irmão ou de filho, com atitudes inconseqüentes e egoístas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Se você ainda não havia pensado nessa questão sob esse ponto de vista, pense agora. E, se pensar com sinceridade, perceberá que o vício está longe de ser um problema só seu, que só a você prejudica.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Faça um balanço urgente e tome a decisão acertada: boicote as drogas. Empobreça esses abutres que se alimentam das vidas dos dependentes descuidados. Se lhe faltarem as forças, busque ajuda de profissionais especializados e confie seu coração àquele que foi e continua sendo O maior Psicoterapeuta de todos os tempos: Jesus cristo. Seu atendimento é gratuito, basta buscá-lo através da oração.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Se as drogas ainda não destruíram por completo o seu senso crítico, reflita agora sobre tudo isso e mude o rumo dos seus passos. Temos certeza de que você conseguirá.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Equipe de Redação do Momento Espírita.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se desejar receber outros textos dessa equipe em seu e-mail, acesse: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://casa.momento.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://casa.momento.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e cadastre-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111840564011951760?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111840564011951760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111840564011951760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/aos-consumidores-de-drogas_10.html' title='Aos consumidores de drogas'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111840187870669340</id><published>2005-06-10T03:39:00.000-07:00</published><updated>2005-06-10T04:15:02.556-07:00</updated><title type='text'>Como você está cuidando das suas sete vidas?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;A revista Vencer! (ano VI, nº 68 - ainda nas bancas) traz um artigo de capa do consultor Tom Coelho - "Ponto de Equilíbrio" - que vale a pena ser lida, relida e conferida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;Em linhas gerais, o autor aborda o fato de termos não uma, mas sete vidas, que se interrelacionam e devem ser &lt;em&gt;vividas&lt;/em&gt; com equilíbrio e harmonia. São elas, resumidamente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 1 - Saúde e esporte&lt;/strong&gt;: "Seu corpo em primeiro lugar. Não é uma questão de egoísmo ou de narcisismo, mas de necessidade. Mantendo-se bem você estará apto a buscar o melhor em todas as suas demais vidas. Se não tomar conta de seu corpo, onde vai viver?", pergunta Tom.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 2 - Família e afetividade&lt;/strong&gt;: "Apesar de o trabalho ser muito relevante, as coisas mais fundamentais são a família e os amigos".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 3 - Carreira e vocação&lt;/strong&gt;: "Você deve aprender a distinguir trabalho, emprego, profissão, carreira e vocação, além de uma outra categoria ainda mais nobre chamada &lt;em&gt;missão de vida&lt;/em&gt;. A verdade surgirá quando você se permitir ouvir sua voz interior - sua &lt;em&gt;vocatione&lt;/em&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 4 - Cultura e lazer&lt;/strong&gt;: esta vida é complemento da anterior. "Sua carreira não é construída apenas pelo seu dia-a-dia no trabalho. É, na verdade, fora dele que você se projeta. Para auxiliar o processo de descoberta de sua vocação você deverá investir em conhecimento e autoconhecimento".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 5 - Sociedade e comunidade&lt;/strong&gt;: "O homem é um ser social e deve aprender não apenas a viver, mas ambém a conviver. Por isso, busque a integração em seu meio."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 6 - Bens e possessões&lt;/strong&gt;: "A vida material existe sim, é claro!" e não pode ser desconsiderada, sob pena de afetar as demais e reduzir sua credibilidade. Porém, "a maior inquietude está no fato de tantos privilegiarem a sexta vida em detrimento de todas as demais, buscando a acumulação de riqueza com finalidade em si mesma."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vida 7 - Mente e espírito&lt;/strong&gt;: "A última das sete vidas deveria ser, na verdade, a primeira", e Tom Coelho faz uma comparação feliz: "prefiro tratá-la como a cobertura do bolo de chocolate: coloca-se no final mas saboreia-se primeiro." E continua: "A sétima vida é base para todas as outras. É a vida que contempla o mundo dos valores, do caráter, da ética e da moral. Ainda que você não tenha se encontrado dentro de nenhuma doutrina específica, sua crença particular está dentro de você."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;O autor arremata lembrando Sócrates: "A verdade está no caminho do meio. Por isso o equilíbrio tem o poder de trazer a felicidade."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;Veja o artigo na íntegra na revista impressa ou no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vencer.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;www.vencer.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;. Na página do autor você pode encontrar o mesmo tema em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tomcoelho.com.br/artigos/artigos.asp?r=7"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;http://www.tomcoelho.com.br/artigos/artigos.asp?r=7&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;Leia e reflita sobre o que você anda fazendo com suas sete vidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111840187870669340?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111840187870669340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111840187870669340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/como-voc-est-cuidando-das-suas-sete.html' title='Como você está cuidando das suas sete vidas?'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111818861892689929</id><published>2005-06-07T16:50:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T16:58:10.550-07:00</updated><title type='text'>Amor, de amar... - Alcione Albuquerque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Nossa cultura nos ensina diariamente a importância do amor em nossas vidas e nos admiramos como um ensinamento tão excelente pode nos trazer resultados tão medíocres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Tão estranho quanto isto é a constatação de que os “propagandistas” do amor são seres tão amesquinhados, infelizes em seus gestos individuais plenos de egoísmo. E não os vemos felizes. Não trazem em si a marca da bem-aventurança prometida aos que se aproximam do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;E o amor se desmoraliza, se banalizando em palavras fáceis e repetitivas que não alcançam o coração dos agraciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes tempos de repensar, de reconceituar, de corajosamente ousar investigar a razão dos insucessos de décadas de valores equivocados as conclusões começam a se esboçar esperançosas de se tornarem resposta às indagações que nos angustiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos afirmando que ao contrario do predito, quem ama é sempre mais forte. Aquele que toma a iniciativa amorável é o receptáculo da força do amor. Se lembrarmos o conhecido herói dos quadrinhos, aquele que ama poderá dizer: - “Eu tenho a forçaaa!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O amor me faz forte, pois me faz partícipe da sua força, a mesma que move mundos, montanhas e a cada um de nós. Que move nossos pés em direção aos nossos sonhos e que faz com que amemos dentro de menores condições de exigência, ou seja, podendo aceitar em síntese o que o outro representa. Que me faz leal (= juramento a si) e também fiel (= juramento ao outro). Que me traz a consciência da verdade que sou capaz de compreender e suportar, no sentido de manter com leveza os valores que me sustentam na marcha evolutiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Leveza e força são expressões do amor e andam juntas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ferir em nome do amor é paradoxal tanto quanto magoar, enfraquecer ou magoar-se, enfraquecer-se ou deixar-se ferir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O amor de que nos ocupamos é um amor que designamos em letras maiúsculas. Amor sem medo de perda, sem medo do tempo, amor dentro das condições de respeito, confiança e paciência.A nós e ao objeto de nosso sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão de mau gosto pedagógico que remonta aos nossos arquétipos mais antigos é a de que devemos ser amados em primeiro lugar. Seria este o nosso fim e realização em se tratando de amor. Preconceito bem parecido com o primeiro anunciado, mas que guarda sutis diferenças e armadilhas em seu bojo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;A vida nos dá exemplos deste trágico equivoco, basta observarmos o curso da história contemporânea com seus novos heróis que são as estrelas de cinema ou os cantores de época.Quantos foram amados por seus milhares de fãs que por certo dariam a própria vida por seus mitos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Mas eles morreram sós, muitas vezes drogados, cheios de baixa auto estima, desamados enfim.&lt;br /&gt;É Ranier Maria Rilke que nos lembra que o maior desafio do ser humano é se sentir capaz de amar, tendo certeza de sua capacidade amorável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O valor pessoal se alinha com a capacidade de amar e não com o que nos foi cantado em verso e prosa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O Amor de que queremos nos lembrar é o Amor que nos eleva ao nível de Filhos do Amor participantes do concerto amoroso que é a Vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O verbo a conjugar será então um verbo de inclusão onde convido o outro ao meu banquete.Venha participar do Amor que sirvo a mesa de meu coração; você é meu convidado. O que possuo é seu; se muito ou pouco, compartilho com você honestamente sem subterfúgios, sem máscaras, sem a inútil representação do que não sou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Assim imediatamente humanizados poderemos viver a energia transformadora de nós mesmos e acreditarmos que o Amor é de amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alcione Albuquerque – Psicóloga especialista clinica; formação em psicologia Sistêmica e Ética. Coordenadora do grupo Repensar - estudos sistêmicos para a formação do pensamento critico. Coordenadora do Departamento de Psicologia da Ass. Médico Espírita de MG.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111818861892689929?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111818861892689929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111818861892689929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/amor-de-amar-alcione-albuquerque.html' title='Amor, de amar... - Alcione Albuquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111818821057555751</id><published>2005-06-07T16:47:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T16:50:10.580-07:00</updated><title type='text'>Poema Ético - Alcione Albuquerque</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não pense que terei ficado indiferente,&lt;br /&gt;Meu caro professor Fred Astaire,&lt;br /&gt;À dança de suas pernas, erótica dança,&lt;br /&gt;Que em vão tentavam acompanhar&lt;br /&gt;O musical de suas idéias&lt;br /&gt;No show de suas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda que tivéssemos querido dançar&lt;br /&gt;No baile da vida,&lt;br /&gt;Não o faria&lt;br /&gt;Por um fortuito (e psicanalítico) motivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem os olhos de meu pai.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111818821057555751?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111818821057555751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111818821057555751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/poema-tico-alcione-albuquerque.html' title='Poema Ético - Alcione Albuquerque'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111814558343642529</id><published>2005-06-07T04:54:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T05:37:58.120-07:00</updated><title type='text'>A terceira margem do rio - Caetano Veloso e Milton Nascimento</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;"Oco de pau que diz:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Eu sou madeira, beira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Boa, dá vau, triztriz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Risca certeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Meio a meio o rio ri&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Silencioso, sério&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Nosso pai não diz, diz:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Risca terceira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Água da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Água calada, pura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Água da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Água de rosa dura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Proa da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Duro silêncio, nosso pai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Margem da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Entre as escuras duas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Margens da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Clareira, luz madura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Rosa da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Puro silêncio, nosso pai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Meio a meio o rio ri&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Por entre as árvores da vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;O rio riu, ri&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Por sob a risca da canoa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;O rio riu, ri&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;O que ninguém jamais olvida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Ouvi, ouvi, ouvi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A voz das águas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Asa da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Asa parada agora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Casa da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Onde o silêncio mora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Brasa da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A hora clara, nosso pai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Hora da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Quando não se diz nada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Fora da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Quando mais dentro aflora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Tora da palavra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Rio, pau enorme, nosso pai."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;[Essas música é baseda no conto de mesmo nome, de Guimarães Rosa, que vale a pena ser lido e pode ser encontrado no livro "Primeiras Estórias", ou em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/guimarosa_margem.asp"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;http://www.releituras.com/guimarosa_margem.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;. É muito extenso para ser colocado aqui.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111814558343642529?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814558343642529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814558343642529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/terceira-margem-do-rio-caetano-veloso.html' title='A terceira margem do rio - Caetano Veloso e Milton Nascimento'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111814505268408651</id><published>2005-06-07T04:29:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T04:50:52.690-07:00</updated><title type='text'>Palavras... palavras...</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"E a palavra, uma vez lançada, voa irrevogável." - Horácio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"A palavra dita é como uma abelha: tem mel e tem ferrão." - do Talmude&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Que tempo enorme uma palavra encerra!" - Shakespeare (Ricardo II)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"As palavras são como as folhas: onde mais abundam, raro é encontrar muito fruto do bom senso." - Pope&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Não adianta chamar de volta, a palavra que do peito fugiu. Não se retém a flecha, depois que do arco saiu." - Metastásio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"A palavra foi dada ao homem para explicar seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma nossas palavras são retratos de nossos pensamentos." - Molière&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Uma palavra posta fora do lugar estraga o pensamento mais bonito." - Voltaire&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Nenhum código, nenhuma instituição humana pode prevenir o crime moral que mata por uma palavra. Nisso consta a falha das justiças sociais; aí está a diferença que há entre os costumes da sociedade e os do povo; um é franco, outro é hipócrita; a um, a faca, à outra o veneno da linguagem ou das idéias; a um a morte, à outra a impunidade." - Balzac&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Com palavras governamos homens." - Disraeli&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Palavra e pedra solta não têm volta." - Benito Pérez Galdós&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Os homens brigam com mais freqüência por palavras. É por palavras que eles matam e se fazem matar com maior empenho." - Anatole France&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Em muitos homens, a palavra precede o pensamento. Eles só sabem o que pensam depois de ter ouvido o que dizem." - Gustave Lebon&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Palavras houve já de sobra. Dai-me, enfim, feitos: vamos à obra!" - Goethe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Clareia e adoça tua palavra, para que teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade." - André Luiz/Francisco C. Xavier&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Não profiras palavras de maldição, não acuses, não critiques. Cada criatura vive no centro de problemas nem sempre acessíveis ao nosso primeiro olhar." - Emmanuel/F. C. Xavier&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;"Examina o sentido, o modo e a direção de tuas palavras, antes de pronunciá-la." - Emmanuel/F. C. Xavier&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111814505268408651?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814505268408651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814505268408651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/palavras-palavras.html' title='Palavras... palavras...'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111814373974360756</id><published>2005-06-07T03:56:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T08:03:26.040-07:00</updated><title type='text'>Buda e a importância da fala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;"Aqueles que buscam a Iluminação devem sempre se lembrar da necessidade de manter constantemente puros o corpo, a fala e a mente. (...) Para se manter pura a fala, não se deve mentir, abusar, ludibriar ou se perder em vãs conversas. (...)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Quanto à conveniência ou não das circunstâncias, as palavras se dividem em cinco pares de antônimos, a saber: palavras que são apropriadas a certas ocasiões e inconvenientes para outras; palavras que se ajustam a certos fatos e não a outros; palavras que soam agradavelmente e outras que soam asperamente; palavras que são benéficas e reconfortantes, e palavras que são destrutivas e nocivas; palavras que são simpáticas e outras que são desprezíveis.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Devemos escolher cuidadosamente as palavras que falarmos, pois as pessoas que as ouvirem poderão por elas ser influenciadas para o bem ou para o mal. Se tivermos a mente de simpatia e compaixão, ela não se abaterá diante das más palavras que ouvirmos. Não devemos nunca pronunciar palavras agressivas, a fim de que não suscitem sentimentos de ódio e aversão. As palavras que falarmos deverão ser sempre palavras de simpatia e sabedoria.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Suponhamos um homem que queira remover toda a sujeira do chão. É-lhe uma tarefa impossível, pois usa uma pá e uma peneira, com a qual vai espalhando a sujeira, ao invés de removê-la. Como esse tolo, não podemos ter a esperança de eliminar todas as palavras. Devemos disciplinar nossas mentes e enchê-las de simpatia, a fim de que não sejam perturbadas pelas palavras faladas por outrem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Alguém pode tentar pintar um quadro, com águas coloridas, no céu azul, mas é impossível. Como também é impossível secar um grande rio com o calor de uma tocha feita de feno, ou produzir um som metálico, friccionando-se duas peças de couro bem curtido. Assim, para que haja impossibilidade de ter suas mentes perturbadas por quaisquer palavras que possam ouvir, os homens devem discipliná-las."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;[A Doutrina de Buda: O caminho da purificação - II. A boa conduta. Bukkyo Dendo Kyokai.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111814373974360756?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814373974360756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814373974360756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/buda-e-importncia-da-fala.html' title='Buda e a importância da fala'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111814180718839817</id><published>2005-06-07T03:46:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T03:56:47.193-07:00</updated><title type='text'>Machado de Assis e a "palavra"</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"A palavra destrói às vezes um mundo."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"A palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução; alguns dizem mesmo que assim a natureza compôs as suas espécies."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"A palavra, esse dom divino que fez do homem simples matéria organizada, um ente superior na criação, a palavra sempre foi uma reforma."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"Malévola faculdade - a palavra."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"Mas a vacina não deve se limitar ao corpo, é preciso aplicá-la à alma e aos costumes, começando na palavra e acabando no governo dos homens."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"Nem todas as palavras têm o mesmo eco em todas as cabeças, e há muitas noções diversas para um só vocábulo."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;"Tua palavra é teu contrato."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;[Pensamentos e reflexões de Machado de Assis; ed. Civilização Brasileira]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111814180718839817?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814180718839817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111814180718839817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/machado-de-assis-e-palavra.html' title='Machado de Assis e a &quot;palavra&quot;'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111813747736793264</id><published>2005-06-07T02:28:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T02:44:37.373-07:00</updated><title type='text'>Sobre o tropeço da palavra - Tiago</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;"Se alguém não tropeça em palavra, é perfeito e poderoso para refrear todo o corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam e conseguimos dirigir todo o seu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Vede também as naus que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme, para onde quer a vontade daquele que as governa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;A língua é também um fogo. Como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Porque toda a natureza e seus animais se amansa, e foi domada pela natureza humana. Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Com ela, bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede benção e maldição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Meus irmãos, não convém que isso se faça assim!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;[Tiago 3:1-10]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111813747736793264?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111813747736793264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111813747736793264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/sobre-o-tropeo-da-palavra-tiago.html' title='Sobre o tropeço da palavra - Tiago'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111813641752395323</id><published>2005-06-07T02:07:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T02:26:57.533-07:00</updated><title type='text'>Das palavras aéreas - Cecília Meireles</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sois de vento, ides no vento,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;no vento que não retorna,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;e, em tão rápida existência, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;tudo se forma e se transforma!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sois de vento, ides no vento,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;e quedais, com sorte nova!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai palavras, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Todo o sentido da vida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;principia à vossa porta;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;o mel do amor cristaliza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;seu perfume em vossa rosa;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sois o sonho e sois a audácia, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;calúnia, fúria, derrota...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A liberdade das almas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;ai! com letras se elabora...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;e dos venenos humanos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sois a mais fina retorta: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;frágil, frágil como o vidro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;e mais que o aço poderosa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Reis, impérios, povos, tempos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;pelo vosso impulso rodam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Detrás de grossas paredes, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;de leve, quem vos desfolha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pareceis de tênue seda,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sem peso de ação, nem de hora...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e estais no bico das penas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e estais na tinta que as molha,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e estais nas mãos dos juízes,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e sois o ferro que se arrocha,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e sois o barco para o exílio,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e sois Moçambique e Angola!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai palavras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;leis pela estrada afora,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;erguendo asas muito incertas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;entre verdade e galhofa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;desejos do tempo inquieto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;promessas que o mundo sopra...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;mirai-vos: que sois agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;-Acusações, sentinelas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;bacamarte, algemas, escolta;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- o olho ardente da perfídia,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;a velar na noite morta;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- a umidade dos presídios,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- a solidão pavorosa;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- o duro ferro de perguntas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;com sangue em cada resposta;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e a sentença que caminha,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e a esperança que não volta,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e o coração que vacila,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- e o castigo que galopa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Perdão podíeis ter sido!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- sois madeira que se corta,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- sois vinte degraus de escada,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- sois um pedaço de corda...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Sois povo pelas janelas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;cortejo, bandeira, tropa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ai, palavras, ai palavras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Éreis um sopro na aragem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- sois um homem que se enforca!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[Do Romanceiro da Inconfidência; Flor de Poemas, ed. Nova Fronteira] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13000431-111813641752395323?l=lourenco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111813641752395323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13000431/posts/default/111813641752395323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lourenco.blogspot.com/2005/06/das-palavras-areas-ceclia-meireles.html' title='Das palavras aéreas - Cecília Meireles'/><author><name>José Lourenço S. Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17346135946571280259</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-00VqdnhvnuY/TsmcYgOlDKI/AAAAAAAAAAU/CJ8iBkpDSb0/s220/JL%2B-26.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13000431.post-111807113607152458</id><published>2005-06-06T07:51:00.000-07:00</published><updated>2005-06-06T08:18:56.076-07:00</updated><title type='text'>Seja atraente para as empresas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nas conversas com jovens, especialmente meus alunos, observo a preocupação de um bom número deles com um currículo de estrela, para se obter uma vaga no mercado de trabalho. É importante quebrar esse mito. Evidentemente que aqueles que possuem um histórico de alto nível, são cobiçados pelas empresas, para posições de alto nível. Mas essas não são as únicas vagas existentes. Há uma gama muito grande de empresas no mercado, com demandas diferentes, adequadas ao negócio e porte de cada uma. O que não se pode perder de vista é a capacidade e vontade do profissional em se desenvolver, apresentando habilitações mínimas para iniciar sua caminhada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra falácia é achar que uma graduação universitária é absolutamente indispensável, e, para uma carreira executiva, ela deveria ser em Administração ou correlata. Num artigo recente na Revista Vencer (ed. 68), o consultor Marco Aurélio Vianna lembra que Bill Gates não tem diploma universitário; Alberto Saraiva, do Habib's, é médico; Antônio Maciel, presidente da Ford, é engenheiro; Roberto Marinho era jornalista. Evidentemente o estudo tem importância, e não é pouca, mas "não é somente o caminho ortodoxo que faz as coisas darem certo no mundo dos negócios", alerta o consultor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Marco Aurélio Viana lista 10 &lt;em&gt;dicas&lt;/em&gt; interessantes para quem quer assegurar sua &lt;em&gt;empregabilidade&lt;/em&gt;:&lt;br /
